Indo pra empresa luziana
-Keila, o que você está fazendo aqui? Você deveria estar junto com o senhor Gael.
-não você é quem dá as cartas aqui.Sou eu e você não decide o onde e devo estar, bebê
- não me chama assim alguém pode ouvir.
-Bebê eu te chamo como eu quiser.
Veio me intimidando com seu andar de salto alto,com look preto, chegou perto e sussurrou.
-Aqui todos não passam de piões em minhas mãos.
-Aposto que você quem revirou o meu apartamento,e deixou aquela mensagem e a sigla KD ,não é?
-Não lembro disso,tá acusando a pessoa errada,para uma policial investigadora,o seu faro como cachorro da polícia está péssimo.
-Você é uma vadia, que consegue me tirar da minha realidade.
Entramos no elevador somente nós duas,ela ficou atrás de mim,nesse instante nem tinha percebido por causa do lugar apertado,senti seu leve toque que foi firmando até que me puxou para perto,ela me abraçou por trás e disse.
-eu amo essas reações por que não sabe o que fazer em sua defesa,eu quero que você me beije.
-pede,implora vadia.
-me beija, Laura por favor.
Ficamos olho a olho,os seus cílios são longos,eu a beijei com tudo de tesão que eu tinha,eu botei uma pitada de amor,a sensação do beijo tomou conta do meu corpo,eu a empurrei ela com tudo na parede do elevador,queria ter parado antes de ter começado aquilo.
-Você conseguiu…o que você mais queria agora vai me descartar como faz com os outros?
-E porque eu faria algum mal pra pessoa que irá entrar o meu irmão?
O silêncio no elevador era quase ensurdecedor, exceto pelo som da respiração acelerada de ambas. Keila, mesmo encostada na parede, ainda exalava aquela mistura de arrogância e desejo. Ela limpou o canto dos lábios com o polegar, um sorriso torto se formando em seu rosto.
— Eu sabia que você tinha isso em você, Laura. — Sua voz era baixa, carregada de malícia.
Eu dei um passo para trás, tentando recuperar o controle sobre mim mesma. Não era só o calor do momento que me incomodava, mas o fato de que, de alguma forma, Keila sempre parecia ter a vantagem.
— Isso não muda nada, Keila. Você ainda está escondendo algo de mim.
Ela inclinou a cabeça, seus olhos brilhando com um misto de curiosidade e provocação.
— E você ainda está resistindo ao óbvio. Talvez o problema não seja o que eu escondo, mas o que você tem medo de admitir.
— Isso não é sobre mim. É sobre seu irmão. Sobre KD.
Keila suspirou, como se estivesse cansada de minha insistência, mas havia algo diferente em sua postura agora. Algo mais... vulnerável, ainda que por um breve instante.
— Laura, você realmente acha que eu estou no controle disso tudo? Que eu planejei cada detalhe desse caos?
— Não me diga que você é apenas mais uma peça nesse tabuleiro, Keila. Isso não combina com você.
Ela riu, mas o som era vazio.
— Talvez eu seja. Talvez, por uma vez na vida, eu não esteja no comando. — Seus olhos encontraram os meus novamente, e eu vi algo neles que parecia quase... honesto. — Mas, se você acha que vou sentar e esperar que isso se resolva, está muito enganada.
Antes que eu pudesse responder, o elevador parou, e as portas se abriram. Keila passou por mim, seus passos firmes ecoando pelo corredor, como se nada tivesse acontecido.
— Vamos, Laura. Ainda temos uma empresa para investigar.
Eu a segui, mas minha mente estava uma confusão. Algo nela havia mudado naquele momento, algo que ela não queria admitir. E, por mais que eu quisesse negar, algo em mim também havia mudado.
---
Dentro da empresa Luziana
O prédio tinha uma arquitetura moderna, com paredes de vidro que permitiam a entrada de luz natural. Tudo parecia limpo e organizado, mas havia uma frieza naquele lugar que não combinava com o brilho de sua fachada.
Keila foi direto ao balcão de recepção, seu tom autoritário cortando o silêncio.
— Estamos aqui para falar com o diretor-geral. Diga que Keila Barros e Laura Gomes estão esperando.
A recepcionista hesitou por um momento antes de pegar o telefone. Enquanto isso, eu olhava ao redor, tentando captar qualquer sinal de algo fora do normal.
— Esse lugar parece... intocado demais — murmurei para Keila, sem olhar diretamente para ela.
— Claro que parece. — Ela cruzou os braços, olhando ao redor com desprezo. — Tudo aqui é fachada. É assim que se escondem os segredos mais sujos.
— E você sabe quais são?
Keila lançou um olhar de lado, mas antes que pudesse responder, a recepcionista interrompeu.
— O senhor Marques irá recebê-las no escritório dele. Por favor, me acompanhem.
Seguimos a recepcionista até uma porta grande e de aparência imponente. Ao entrar, fomos recebidas por um homem elegante, de terno impecável, sentado atrás de uma mesa de madeira escura. Seus olhos analisaram Keila com interesse antes de pousarem em mim.
— Senhoras. O que posso fazer por vocês?
— Estamos investigando o desaparecimento de Dominick Barros — comecei, antes que Keila pudesse falar. — Temos razões para acreditar que sua empresa pode estar envolvida de alguma forma.
O sorriso do homem se desfez, e ele inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos na mesa.
— Dominick Barros... Que acusação interessante. E por que acham que temos algo a ver com isso?
Keila deu um passo à frente, sua presença dominando a sala.
— Porque eu sei como você trabalha, Marques. E porque o nome da sua empresa estava em uma das últimas transações financeiras dele. Então, vou perguntar só uma vez: o que vocês têm a ver com o desaparecimento do meu irmão?
O silêncio que se seguiu foi denso, e, por um momento, o rosto de Marques revelou algo que ele não conseguiu esconder a tempo: culpa.
— Talvez seja melhor conversarmos... em particular.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 103
Comments