Gianluca

Deixe-me apresentar: sou Gianluca Lombardi Moretti, tenho 29 anos. Sou CEO da empresa de tecnologia Lombrartec Inova Technology, mas também carrego outro título: sou o Dom da máfia Cosa Nostra.

Sou filho de Giuseppe e Francesca

Giuseppe Lombardi Rinaldi, 59 anos

Francesca Lombardi Moretti, 56 anos.

Tenho dois irmãos:

Stefano Lombardi Moretti, 27 anos,

e a caçula, Bianca Lombardi Moretti, de 24anos.

Assumi o posto de Dom da máfia e de CEO da empresa aos 22 anos, quando meu pai se aposentou. Desde então, comando tudo com mãos de ferro. Meu irmão é meu capo na máfia e também vice-presidente da empresa. Já meu melhor amigo,

Roberto Esposito Costa, 29 anos, é meu braço direito e consigliere.

Eu e Roberto nos conhecemos desde sempre. Ele é filho do antigo consigliere do meu pai, então crescemos juntos, como irmãos. Sei que Roberto nutre um amor platônico por Bianca, minha irmã, mas acredita que ela nunca olharia para ele — e teme que meu pai não aprovaria. O que ele não sabe é que eu aprovo. Afinal, quem cuidaria melhor da minha irmã do que ele?

Já eu... bem, eu preciso me casar. Meu pai sempre disse que um Dom precisa ser respeitado, e para isso deve ter uma família. Quando completei 23 anos, os velhos do conselho tentaram me arrumar um casamento com Valentina Rigonni Martinez, filha de um dos conselheiros.

Valentina... uma mulherzinha enjoada, de voz melosa, mimada, egoísta... e rodada. Já havia passado pela cama de metade dos mafiosos da Itália. Eu jamais aceitaria alguém assim como esposa. Tentaram me impor, mas eu os coloquei em seus devidos lugares. Sou o Dom, e ninguém manda em mim.

Valentina Conti Cesare (22 anos) cara de anjo, mas na verdade é um demônio

Se vou me casar, será por escolha própria. Afinal, vou passar o resto da vida ao lado dessa mulher. Na nossa tradição, um mafioso não pode trair.

Eu nunca namorei. Mafiosos não namoram. Sempre tive mulheres dispostas a me aquecer a cama quando preciso me aliviar. Mas é só isso: cama e adeus. Não sou do tipo que se apaixona, não acredito nessas bobagens de amor.

Mas também não sou homem de maltratar uma mulher. Quando encontrar a mulher ideal para ser minha primeira-dama, cuidarei dela como merece. Assim como meu pai sempre cuidou da minha mãe. Ele é meu maior exemplo.

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Meu pai nunca desistiu dessa ideia de me ver casado. Para ele, o Dom precisa de uma esposa não apenas por tradição, mas também como peça política. Uma aliança de sangue selada através do matrimônio sempre fortaleceu as famílias mafiosas.

Desde que assumi o trono, Giuseppe tenta, de tempos em tempos, me apresentar candidatas.

Primeiro foi Valentina, aquela patricinha ridícula que ousaram me impor. Depois vieram outras.

— Gianluca, — dizia meu pai, com aquele olhar sério e cansado de quem já viu o mundo se partir várias vezes. — Você precisa de alguém ao seu lado. Não pode comandar para sempre sozinho. Uma esposa traz equilíbrio, respeito... confiança.

Eu apenas sorria de canto. Sabia que, no fundo, ele queria que eu seguisse o mesmo caminho que ele: amar uma única mulher, como ele amou minha mãe. Mas Giuseppe também era pragmático demais para deixar de lado as vantagens de um casamento arranjado.

Numa das reuniões de família, apresentou-me a filha de um dos aliados da Calábria. Morena, de olhos verdes, corpo escultural... mas tão vazia quanto um copo quebrado. Sorriu para mim como quem oferece um prêmio. Fiquei observando seus gestos, sua forma de falar, a superficialidade escorrendo por cada palavra.

Não. Definitivamente não.

— Ela seria uma boa união, meu filho, — insistiu meu pai.

— Não vou casar com uma boneca de porcelana sem alma, — respondi, firme.

Em outra ocasião, trouxe a filha de um banqueiro siciliano, loira, elegante, refinada. Conversava bem, mas tinha aquele olhar ambicioso demais, como se estivesse calculando quanto tempo levaria para colocar as mãos no poder.

Também não.

— Você não pode ficar rejeitando todas, Gianluca, — meu pai esbravejou certa noite. — Um Dom não vive de amantes ocasionais. Precisa de herdeiros, precisa de uma esposa digna!

— E eu vou escolher a minha dignidade, pai. Ninguém vai decidir por mim.

Ele suspirou, derrotado por minha teimosia. Ainda assim, sei que não desistiu. Giuseppe é persistente como todo bom lombardo. De tempos em tempos, volta com uma nova candidata, como se estivesse colecionando cartas em um jogo que nunca termina.

O que ele não entende é que não estou esperando a esposa perfeita no papel, nem a filha de algum mafioso influente. Estou esperando aquela que vai incendiar meu mundo e, ao mesmo tempo, me trazer paz.

E até lá, todos os arranjos que tentarem impor a mim serão apenas isso: tentativas frustradas...

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Comments

Naninha Oliveira da Rocha

Naninha Oliveira da Rocha

tá certo 😉

2025-08-29

0

Adriana Santos

Adriana Santos

É isso ai

2025-08-27

2

Lucia Helena

Lucia Helena

Uau 😍😍😍😍😍😍😍😍😍

2025-08-26

1

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