Cristian:
Péssimo dia para o carro resolver dá pane. Estava atrasado para uma reunião, resolvi entrar em uma cafeteria qualquer, tinha apenas dois homens comigo, não poderia correr o risco de ficar exposto.
A dona do lugar me reconheceu e começou logo a me paparicar, eu inventei que queria escolher a atendente, só para ganhar tempo do outro carro chegar. Não iria pedir nada, até ver uma formosura de mulher que se destacava entre todas, até a dona que era uma mulher bonita e bem vestida, perdia para a beleza natural daquele ser. Corpo esbelto, cabelos longos e escuros, pele clarinha e boca rosada.
Confesso que pagaria um bom preço para ter ela por algumas noites. Ela me atendeu tímida, no entanto sempre sorridente. Eu mantive minha postura e olhar sério, não deixando de admirar -la. No fim, ela me entregou a conta com o desenho de um peixinho.
Quase cair na gargalhada, mas me contive e apenas um pequeno sorriso se formou em meus lábios, aquele desenho parecia algo bem infantil, o que não me importou, ela aparentava ter uns vinte anos no máximo.
Paguei a conta e levei o papel comigo. Dei uma quantia a mais para a dona, ela estava esperando algo assim, embora não faço caridade se a pessoa realmente não precisar.
— Peixinho...que Ilário. — sorri imaginando aquela garota desenhando uma peixe na conta dos clientes.
— O que disse senhor? — me dei conta que meu motorista esperava alguma ordem para seguir caminho.Tive que esperar trazerem um dos meus carros, e o outro iria ser guinchado para o concerto.
— Nada, apenas dirija para a empresa.
Ele prontamente obedece minhas ordens e não demora para estarmos na empresa. Um prédio com uma arquitetura sofisticada no grande centro da cidade.
Agência Miller, o nome se destacava de longe na parede moderna. Era uma das maiores empresas aéreas, eu era o herdeiro de todo esse reinado que meu pai deixou, era uma empresa real, mas servia para mascarar a máfia e ilegalidade por trás. Meu pai deu início ao tráfico de armas, juntamente ao meu tio, a empresa foi herança do meu avô para os dois. Com isso eu cresci assim e isso se tornou normal, um mafioso, um corrupto por trás do cargo de ceo. Meu tio hoje em dia também tem sua empresa e coisas ilegais, ele preferiu pegar sua parte e seguir sozinho.
Meu pai faleceu a dois anos. Eramos quatro, meu pai, minha mãe, eu e minha irmãzinha que tem dez anos hoje em dia. Decidir morar sozinho para ter privacidade e elas moram no mesmo condomínio.
Caminhei até o elevador e apertei para o andar da sala da previdência, por onde eu passava cumprimentava os funcionários apenas com um gesto de cabeça. Chego na sala encontrando David, meu primo, melhor amigo e assessor pessoal.
— Os italianos não gostaram nada do seu atraso e se mandaram. — David fala olhando para seu iPad sem olhar para mim.
— Dane- se, dois milhões não vai fazer tanta falta na minha conta.
Ele balança a cabeça em negação, enquanto eu coloco a mala no sofá e me sento folgando a gravata.
— Estou fechando a agenda do mês, tem aquele evento importante, os russos querem fechar negócio na empresa aérea, e querem comprar armas conosco. Eles são mafiosos e querem armas importadas, por esse motivo ficaram sabendo de você.
— Investigue tudo antes de confirmar. O evento será uma ótima oportunidade para fechar negócio.
— Já fiz isso. — David fala enquanto ainda mexe no iPad.
— Ótimo!
Me levanto e pego uma bebida gelada no frigobar. A rotina é cansativa só de administrar uma empresa, se torna ainda mais por ter negócios ilegais por trás. Quase não consigo curti a vida, mas eu assumir os benefícios e maléficos de herdar tudo do meu pai, fazer o que.
Eu sou um homem reservado e gosto de restrição, as mulheres que saio às vezes é só por curtição e são proibidas de falar um dia sobre mim ou que já estiveram comigo, evito ter meu nome na mídia associado a relacionamento. Não quero ninguém envolvido na minha vida, sabendo das minhas coisas.
Já ouvi burburinhos no corredor de que meus funcionários me chamam de pedra de gelo, o homem intocável. Uma ou outra que trabalha aqui já tentou flerte comigo, embora fossem bonitas, dispensei todas. Sou o tipo que prefere ir atrás da sua presa e ter a aceitação da tal apenas quando eu tiver interessado e não elas.
Com certeza essas mulheres só querem meu dinheiro, tudo interesseira. Por isso sou restrito e todas que já estive, foi por que eu quis primeiro e não elas.
— Acho que meu expediente acabou por enquanto, volto às duas. — David se levanta enfim deixando o iPad de lado. Me sento deixando a embalagem de metal na mesa.
— Como está o tio?
— Está melhorando, só não garanto que vai continuar vivo depois de descobrir que meu irmão tá acabando com a empresa dele.
— Como ele pode ser tão irresponsável, nem parece que é mais velho que nós dois.
— Ele acha que é dono de tudo, só se esquece que eu tenho o mesmo direito que ele. — David abre o frigobar e pega uma bebida também.
— Se deixar ele vai acabar até com a sua parte.
— Já tô tomando medidas para que minha parte esteja segura, porém o mais importante é a saúde do papai, mas não vou deixar ele acabar com tudo assim.
— Fez certo.
— Agora vou almoçar, pelo que conheço de você vai almoçar mais uma vez aqui na sua solidão. — ele fala e toma o último gole de sua bebida. Apenas aceno com a cabeça quando ele sai.
Ele está certo, quase não tenho tempo para sair e quando tenho prefiro desfrutar da minha própria presença ou descansar.
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Atualizado até capítulo 73
Comments
Maria Cruz
Começando hoje mais obra da amada Josy 🥰❤️🌹......19/12/24 !!!!
2024-12-20
0
Maria Cruz
Pra mim faz uma falta dos diabo 🤣🤣🤣🤣😏🤣🤣
2024-12-19
1
Graça Barbosa
eita esse homem é daquele que só de olhar molha calcinha uiuiui 😋😋 kkkkkkkk
2024-11-16
1