— A-ah~ não... unhg...
Ele empurrava tudo pra dentro de mim, gemi de dor sentindo meu corpo contrair contra o seu, e lágrimas escorrerem pela minha bochecha, sua voz me tranquilizava repetindo varias vezes "vai ficar tudo bem", meu corpo amoleceu em seus braços enquanto minha respiração ficava cada vez mais fraca.
Só então Brandom puxou a faca de meu estomago.
Pude ver lágrimas escorrerem pela sua bochecha, enquanto minha visão lentamente escurecia, então essa foi... a sua decisão final...
☁︎ 5 Anos Antes ☁︎
O tempo estava passando de forma tão lenta e caia uma tempestade do céu, se eu soubesse que seria assim eu nem teria vindo para a aula, nosso professor ainda fez o favor de faltar, pelo menos assim temos algum tempo...
Momentos assim, me levam a pensar no dia que mudou completamente minha vida, eu tinha apenas 12 anos e mesmo assim fui o único culpado..
Minha mãe havia se casado pela terceira vez e não foi muito diferente, todos os namorados e maridos que ela trazia pra dentro de casa ficavam horas em cima de mim tentando me "agradar" alguns com doces e brinquedos, outros nem tentavam, ficavam dias tentando passar a mão em mim.
Eu tive que crescer rápido demais, afinal sou um ômega que vive em uma sociedade dominada por alfas, minha mãe, uma mulher ômega, que desde sempre teve essa de sair sem compromisso, ficou grávida de mim em um desses seus casos, até hoje ela não sabe de qual dos paus que ela sentou eu vim.
Apenas três vezes ela se casou, e sempre acaba do mesmo jeito, ela chorando e perguntando oque á de errado consigo. Também teve seus namorados de apenas um dia, enfim, muita gente. E todos ela levava pra casa, mesmo sabendo que eu estava sempre por lá. O seu terceiro marido foi o pior de todos, eu realmente não sabia oque ela tinha visto nele. Me lembro de sempre esconder no quarto, principalmente quando eles começavam a brigar, ele batia nela e eu me sentia a pior pessoa do mundo, por não conseguir ajudar minha mãe, mas eu sentia tanto medo...
E nesses casos eu já sabia que iria sobrar pra mim, na primeira briga deles ele veio até meu quarto, eu tinha 10 anos e trancava sempre a porta quando ia dormir, já era rotina afinal eu ja tinha experienciado muitas das tentativas de todos os seus ex de tentarem me tocar.
Foram isso piores anos da minha vida, mas eu tinha começado ir pra escola e passava parte do tempo que ele estava sozinho em casa enquanto ela trabalhava na livraria ou lanchonete perto da escola, foi seu casamento mas duradouro, já ia fazer três anos que eles estavam juntos e eu estava fazendo 12 anos no mesmo mês, mas a única coisa que ela lembrou foi do seu bendito aniversário de casamento.
No meu fone de ouvidos tocava uma das minhas músicas favoritas, enquanto estava fazendo minhas atividades de casa, meu padrasto bateu na minha porta e chamou pelo meu nome, apenas fingi que não havia ouvido e coloquei o outro fone deixando no máximo.
Me surpreendi quando senti sua mão em meu ombro e levantei de minha cadeira assustado, ele havia realmente quebrado a fechadura... ele levantou suas mãos e mostrou uma caixa que tinha em mãos enquanto arranquei meus fones e recuei alguns passos.
— Está tudo bem, David... eu só queria dar os parabéns a você... — ele sorriu — Faz um bom tempo que quero conversar com você, então pensei que um bolo poderia aproximar a gente...
Ele coloca a caixinha sobre minha mesa e abre revelando uma única, mas grande e enfeitada fatia de bolo, era realmente tentadora mas recusei e virei meu rosto pro outro lado.
— Obrigado, você já pode sair...
Ele suspira e antes que eu perceba ele já esta bem perto de mim, nem que eu quisesse correr para o banheiro ou sair do quarto conseguiria então apenas esperaria que ele saísse. Seus dedos deslizaram pelo meu ombro e ele faz uma expressão triste
— Eu estou tentando ser legal com você... — seus dedos fazem trilha pelo meu pescoço e acariciam minha bochecha — Você cresceu David... está se tornando um ômega realmente lindo...
Sinto arrepios de terror pelo meu corpo quando ele aproxima seu rosto de meu pescoço e passa sua língua, tentei empurra-lo mas obviamente a diferença de força entre uma criança de 12 anos e um cara na casa dos 40 era óbvia, quando comecei a gritar ele tapou minha boca com sua mão e ficou furioso...
₊˚ˑ ༄ ؘಘೋ̶🪐̶ಜೌ̶
— Uh... eu realmente viajei longe dessa vez...
Levanto meu rosto guardando meus materiais dentro da minha mochila, bocejo me sentindo horrível, essas lembranças continuam tão claras na minha mente, eu tenho apenas 16 anos, deveria estar me preocupando com outras coisas... por que é tudo tão injusto?
Passando pelos corredores da escola a um grande tumulto no quadro de avisos, vou até o mesmo ver oque é e além do príncipe jogador estar ali, que aliás é o principal motivo de estarem todos tão amontoados ali, também á um aviso, aparentemente o professor que faltou hoje deixou um trabalho de pesquisa em dupla para repor a aula de hoje.
— Parece que somos eu e você baixinho.
Brandon Richard, um alfa e filho da familia real, além de lindo é extremamente inteligente e esportista, ele se apóia em minha cabeça e o afasto imediatamente voltando a caminhar em direção a saída, eu sei que todos que estavam ali vão passar o resto do ano me importunando por ter dado tão pouco moral ao príncipe Alfa, mas estou pouco ligando para oque esses idiotas pensam.
— Dia ruim baixinho? — Ele continua me seguindo...
E seus "amigos" também nos seguem... isso não me deixa ao certo irritado, mas me incomoda, me sinto sufocado em meio a muitas gentes e com ele aqui trazendo toda a atenção a nós dois é pior ainda.
Sinto de repente seu braço em volta dos meus ombros e ele coloca sua jaqueta de jogador em mim, seu cheiro está tão próximo e não me sinto desconfortável como tem sido com qualquer pessoa que chega perto de mim.
— Hey pessoal, nos vemos amanhã beleza? Boa sorte em seus trabalhos.
Ele acena e todos estavam tão focados em que dupla ele ficaria que tiveram que voltar para ver suas duplas.
Minha cabeça está tão longe que só percebi que estava em seu carro minutos depois de ter entrado e seu motorista ter começado a dirigir.
— Tsk... que merd-... — Jogo sua jaqueta nele. — Obrigado, mas não preciso disso.
— Você estava tremendo... pensei que estivesse com frio, sinto muito. — ele sorri inocentemente
— Me deixe descer, eu preciso ir pra casa-
— Ah! Eu levo você lá, sem problemas, até por que você não parecia muito bem, e eu realmente ficaria muito mal se algo acontecesse com você. — Ele faz uma pausa parecendo realmente preocupado e suspiro concordando com ele — podemos aproveitar e fazer logo a pesquisa juntos.
Confirmo novamente e abraço minha mochila sentindo minhas mãos começarem a tremer novamente, me pergunto se minha mãe estará em casa e se ela trouxe algum outro ficante para passar a noite...
Eu realmente espero que não...
— Se você esta com frio pare de ser tão orgulhoso e pegue logo a minha jaqueta....
franzi o cenho antes de aceitar mesmo me sentindo irritado sem qualquer motivo.
Nunca agradeci tanto por chegar em casa em menos de 15 minutos, na verdade, sempre peguei o caminho mais longo pra ficar o maior tempo possível longe dali.
Brandom me segue depois de sair do carro e pego minha chave pra abrir a porta, a fecho logo após entrar e minha mãe vem da cozinha, com uma animação que dura apenas até ela nos ver.
— Quem é esse David?!
— É apenas meu colega de classe... estamos subindo pro meu quarto, não vamos incomodar, não se preocupe.
Seguro o braço de Brandon o guiando escada a cima para meu quarto, olho de relance e ela nos observa subir parecendo decepcionada... eu poderia perguntar se estava tudo bem, mas não temos conversado muito desde que ela ignorou completamente meu estrupø e me acusou de ter seduzido "seu" alfa.
Entramos no quarto e tranco minha porta, coisa que sempre foi hábito e me sento sobre a cama.
— Sua mãe parecia querer conversar com você...
— Nós não conversamos. — sou curto e suspiro, coro quando ele se senta ao meu lado, percebendo a situação em que me coloquei. — Uh... é então... eu não prestei muita atenção... o trabalho!
— Ah, eu... tirei uma foto. Aliás eu não tenho seu número...
Ele pegou seu celular e desbloqueou me entregando para colocar meu número. — Você não vai precisar, vamos terminar isso hoje.
— Oque? Impossível! E mesmo que terminemos... eu quero ter seu número...
— Por que? Você não tem amigos ou ômegas suficientes? — Eu ri sem graça e ele continua sério.
— Ah... mas é que o único que eu quero vive me ignorando e parece me querer bem longe o tempo todo, e bem, agora eu meio que tive uma oportunidade de tentar conseguir o número dele, mas ele parece nem notar o quanto estou tentando ser próximo dele...
É... isso foi um pouco específico demais sabe... cedo colocando meu número em seu celular e ele sorri genuinamente feliz, tiro sua jaqueta segurando em minhas mãos por alguns segundos, seu cheiro de alfa não é exatamente desagradável e me parece muito familiar, e isso me incomoda mais ainda por que não sei o motivo.
— David? Tudo bem? — Ele chama minha atenção e quando jogo sua jaqueta em sua cara, ele ri — Pode ficar se quiser
— Não é necessário. — Sinto que meu rosto está queimando e tenho quase certeza que ele percebeu... — Qual seu problema... por que quer se aproximar de alguem como eu? Se é só uma føda que você quer, é melhor procurar outra pessoa por que eu não-
— Uow calma lá! — Ele segura gentilmente meus ombros e se senta ainda mais próximo de mim com calma — Certo... eu realmente não esperava que você não se lembrasse...
— O-oque? Lembrar de que?!
— Fazem 6 meses, Eram 14 e alguns minutos, não dar pra lembrar exatamente, eu segui você até o banheiro masculino da escola, depois de você ter espancado um dos meus ex-"amigos" do time de futebol americano da escola, por que ele havia tentado te beijar... você tinha saído correndo então pensei que tivesse passando mal ou algo do tipo. — Eu me lembro de ja ter batido em muita gente naquela escola, mas nenhuma me lembro de Brandon estar sequer perto. — Eu entrei no banheiro e você estava na pia molhando seus cabelos e batendo no espelho parecendo muito irritado... eu te puxei e você parecia assustado com oque estava acontecendo... acredito que aquele era seu primeiro... primeiro CIO certo? — Agora eu realmente quero cometer um homicídio, mas acho que um suicídio resolveria todos os meus problemas de uma vez
— Ah... eu... eu... a gente...? — Me sinto confuso e envergonhado. Isso explica seu cheiro ser tão familiar...
— Não! Não! Mas você estava... uh... e ainda ficou me tocando... — estou muito envergonhado até mesmo pra olhar em seu rosto, ele suspira passando as mãos no rosto e cospe tudo pra fora — A gente foi pra uma das cabines e m4sturbei você e coloquei entre suas pernas... — ah... — A gente também de beijou... e-
— Certo! Certo! Já chega, eu já entendi, eu fiz uma merda fenomenal... o-oque aconteceu depois? Depois disso tudo...
— Ah... você desmaiou e eu limpei nos dois, depois fiquei te esperando acordar... mas aí quando você acordou ficou tão assustado e confuso e saiu sem sequer me olhar antes que eu pudesse falar com você.
Eu nunca pedi nada, só um raio na minha cabeça, AGORA. — E-eu sinto muito Brandon...
— O-oque? — Sinto meus olhos arderem e em poucos segundos lágrimas rolarem a minha bochecha — Ei! Ei! Você não precisa se desculpar David, eu quem deveria estar-
— Eu te toquei sem sua permissão... independente da situação eu não deveria te-lo feito... sinto muito... sinto muito...
Ele se levanta da cama e se abaixa em minha frente segurando minha mão entre as suas.
— Ta tudo bem ok? Eu não me senti desconfortável em momento algum. E eu quero me desculpar com você por ter ficado... excitado. Eu deveria ter dado um jeito de ajudar você sem ser te tocando.
Ele se levanta envolvendo seus braços em volta de mim em um abraço que me faz querer parar no tempo, ali mesmo, é o único lugar que quero estar. Mesmo sem ter muita ideia do que aconteceu ja que não me lembro, sei que não teria tido muitas outras formas de me ajudar, já que na nossa escola o diretor também é um alfa que vive assediando os alunos ômegas e ninguém fala sobre isso já que ele tem a maior e mais famosa escola do país e tem muita influencia.
— E eu... eu também não teria começado a prestar atenção em você se não fosse por aquele dia...
Ele se afasta limpando as lágrimas de meu rosto, seu rosto ainda estava tão próximo que eu conseguia sentir sua respiração, seus olhos não desviavam dos meus.
— Chega a ser irônico... então eu chamei a atenção do príncipe...? — ri corando, realmente esperando que ele estivesse brincando comigo de repente.
— Sim... mas parece que eu não chamei sua atenção tanto assim né... que azar da minha parte...
Eu estou quase explodindo de tanta vergonha, mesmo assim seguro sua nuca o puxando para um beijo, com toda tensão que estava entre nós ele nem sequer se surpreende e me empurra contra a cama tomando controle do beijo, envolvi meus braços em seu pescoço, acariciava seus cabelos enquanto suas mãos estavam em minha cintura, sem mãos bobas indo para outros lugares oque me fez sentir bem confortável em te-lo beijado, sua lingua em dança com a minha em alguns movimentos aleatórios. Assim que nos separamos por falta de ar, viro meu rosto corado, sentindo meu peito subir e descer buscando por ar, Brandon se joga ao meu lado deitando na cama com um sorriso bobo no rosto, não posso evitar de sorrir também.
₊˚ˑ ༄ ؘಘೋ̶🪐̶ಜೌ̶
A partir daquele dia, eu passei a conhecer mais Brandon, não como o príncipe e futuro rei, admirado por toda nossa escola, mas sim como pessoa, saiamos juntos e ele me contava seu dia a dia enquanto eu na maioria das vezes ouvia e não dizia muito sobre o meu, ele sempre perguntava e eu fazia um resumo rápido.
Ele sabe que me sinto desconfortável perto da maioria das pessoas então temos o combinado de não ficarmos juntos na escola, já que ele chama muita atenção e isso é tudo que eu menos quero pra mim, apesar de saber que se levarmos esse relacionamento adiante vai ser inevitável.
Ele brigava comigo enquanto me ajudava a fazer curativos quando eu me metia em brigas com as pessoas que me assediavam e "misteriosamente" essas pessoas apareciam bem mais acabadas do que eu as tinha deixado nos dias seguintes.
Eu também não passei mais, meus aniversários sozinhos...
Até mesmo os momentos mais simples se tornaram as memórias mais incríveis.
E assim se foram os 3 melhores anos da minha vida, mas ainda tinha uma grande barreira entre nós, a mesma que Brandon tem esperado pacientemente que eu rompa.
Em algumas horas será seu aniversário, dessa vez haviamos ido para sua mansão, sua mãe e pai haviam saído e uma viagem de publicidade, iriam abrir um novo museu e eles estariam lá.
Nós dois havíamos combinado de passar a noite vendo filmes e seriados, tinha virado quase uma tradição fazer isso em seu aniversário, é divertido, Brandon surta com séries e filmes como se realmente estivesse acontecendo.
Entramos em seu quarto e pego meu pijama e toalha, Brandon guarda minha mochila enquanto vai até seu guarda-roupas procursr pelo seu. — Você pode tomar banho primeiro.
Confirmo e entro no banheiro trancando a porta. A água fria caindo sobre meu corpo, me ajudou a relaxar enquanto pensava, respirei fundo antes de desligar o chuveiro.
Esperei que Brandon terminasse seu banho e se deitasse ao meu lado na cama, deitei minha cabeça em cima de seu braço e ele me abraçou.
— Eu tinha doze anos da primeira vez... ele foi o terceiro, último e pior marido da minha mãe. Eu sinto muito, não posso te dar minha primeira vez e te fiz esperar por quase 4 anos...
ele se vira me envolvendo em seus braços de forma protetiva, levanto meu rosto para olhar para Brandon e ele esta chorando, antes que eu diga algo seus lábios vêem de encontro com o meu em um selar quente e demorado... eu sei que ele ja imaginava, principalmente pela forma que eu ajo com minha mãe, nos últimos anos ela vem tentando se aproximar de mim, e já até mesmo convidou Brandon pra jantar conosco em casa, mas claro que eu sempre recuso por nós dois, so convivemos temporariamente debaixo do mesmo teto, suas palavras não podem ser apagadas, enquanto eu engoli todas as vezes que quis culpa-la.
— Eu sinto muito David...
— Está tudo bem agora... eu... quero perguntar algo a você Brandon... — ele fica confuso mas confirma com sua cabeça — No próximo ano, você fará 21 e vai assumir o trono... oque acontece com "nós"... se é que eu posso chamar assim...
— Eu ainda não sei meu bem... a única coisa que eu sei, é que farei qualquer coisa por você, será sempre nós, entendeu?
Confirmei com minha cabeça e sorri me sentindo aliviado, Brandon se levanta para desligar a luz do quarto e volta pra cama deixando apenas as luzes dos abajures um de cada lado da cama, ele sobe em cima de mim e levei minha mão até a barra da minha camisa a tirando, Brandon faz o mesmo tirando a sua, não consigo desviar o olhar de seus belos músculos e ombros largos, mordi levemente meu lábio inferior, estava quase babando, tão distraído que q
tive um mini infarto quando Brandon pressionou meu membro com sua perna e sorriu satisfeito com um gemido vergonhoso que escapou entre meus lábios.
Suas mãos param na barra da minha calça a puxando junto com a cueca, suspiro ofegante quando sua boca quente entra em contato com meu membro, aperto os lençóis de sua cama e Brandon desce mais sua boca até minha entrada, me surpreendo quando ele mete logo sua língua me dando espasmos, já nem consigo pensar mais em conter meus gemidos, tudo que queria era senti-lo mais... repetia seu nome em meio aos gemidos e puxava todo o ar que conseguia sentindo meu corpo esquentar...
Brandon para antes que chegue ao meu ápice e distribui beijos e chupadas pelo lado inferior da minha coxa, alguns segundos se passam eu tentando fazer minha respiração voltar ao normal e sinto a cabeça de Brandon pesar em minha barriga de repente, ele está com seus olhos fechados, me pergunto no que está pensando... alcanço seus cabelos acariciando e ele levanta seu rosto repentinamente me olhando fixamente.
— ... Eu te amo David.
Isso foi completamente inesperado, recuo minha mão e me arrasto um pouco pra trás com o rosto explodindo de vergonha, Brandon continua se aproximando de mim.
Enquanto estou quase me matando de vergonha ele fica entre minhas pernas e aproxima seu rosto do meu, posso ouvir as mesmas palavras sendo repetidas ao pé do meu ouvido, aperto minha mão em seus ombros quando sinto dois de seus dedos entrarem em mim e minha voz novamente começa a sair estranha em gemidos baixos, meu coração está tão acelerado, com que direito ele me desconfigura assim?
— Vou coloca-lo ok?
Brandon tira seus dedos de dentro de mim e pega um vidro de lubrificante, ele tira sua calça e seu membro esta marcado em sua cueca, não tenho certeza se deveria estar olhando tanto... aquilo vai mesmo entrar em mim? Ele tira sua cueca a jogando no chão do quarto e ele segura minhas pernas a altura de seus ombros colocando seu membro em minha entrada, beijo o topo de sua cabeça afirmando que ele ja pode colocar, enquanto ele leva sua atenção ao meu peitoral e começa a descer lentamente, a ardência e dor me fazem arquear pra tras, engoli seco e meu corpo todo tremeu sentindo cada centímetro de seu membro entrando enquanto minhas paredes internas o apertavam.
Brandon tentava me distrair da dor chupando e mordendo meus mamilos, de certa forma funcionava, minha visão estava embaçada e eu não tenho idéia do que fazer, meu corpo todo está concentrado apenas em seus toques, lambidas, carícias, em seu pau pulsando dentro de mim.
Ele termina de colocar tudo e meu corpo relaxa sobre a cama seguido de um suspiro pesado e ofegante. Eu gozei... isso é tão constrangedor...
Brandon ainda estava distribuindo marcas pelo meu corpo, seu corpo sobre o meu é tão quente... e ele continua esperando que eu me acostume antes de começar a se mexer.
Segurei seu rosto entre minhas mãos e sorri o puxando para um beijo que não durou muito por estarmos ambos ofegante e quase sem ar.
Ele faz um movimento lento saindo de dentro e puxa minhas pernas forte contra seu membro, levo minhas mãos acima da cabeça apertando os lençóis enquanto Brandon repetia o movimento de novo e de novo, hora rápido, hora devagar, seu membro estocava e pressionava contra minha próstata, muitas lágrimas de prazer desciam pela minha bochecha e meus olhos reviravam, Brandon me puxa para seu colo e leva sua mão até meu membro começando a me masturbär.
— n-não~ vou... vou gozar d-de novo Bran...
Ele não para e com sua mão livre ele segura minha cintura me fazendo rebolar devagar em seu colo, não aguento nem dois minutos e gozo mais uma vez.
— Goze quantas vezes quiser meu amor.... — Brandon sussurra em meu ouvido, sua voz esta rouca e ofegante... oque a deixa ainda mais sexy...
Brandon troca novamente nossas posições me deitando de lado sobre a cama sem sair de dentro de mim, deito minha cabeça em seu braço e viro meu rosto para olha-lo, coloco minha mão sobre a sua me colocando contra seu membro... o sinto tão profundo dentro de mim e estou quase desmaiando... ele tira seu membro assim que goza e me puxa para um beijo abafando um gemido rouco...
— também... também amo você... m-meu alfa...
O ouço rir baixinho iniciando outro beijo que mal consigo retribuir — Amo você... meu ômega...
Não tenho certeza ao certo de quando dormi, mas quando acordei Brandon não estava no quarto, pego meu celular pra ver as horas e ja eram quase 2 horas da tarde.......... como eu acabei dormindo tanto assim? e ele nem sequer pra me acordar, tentei me sentar na cama mas meu corpo todo doi e descido que é melhor continuar paradinho aqui na cama...
— Oh, você ja acordou! — Ele sai do banheiro secando seus cabelos loiros e com uma toalha em volta de sua cintura.
— P-por que não me acordou...?
Minha voz falha e sinto minha garganta completamente seca. — Espere um segundo.
Brandon sai do quarto me deixando sozinho e volta alguns minutos depois com um copo e uma jarra de agua, ele encheu o copo e o colocou na cômoda junto com a jarra, em seguida me ajudou a sentar na cama com cuidado vendo que eu estava com dor, ele me entrega o copo e levo até minha boca com sua mão sobre a minha cuidadosamente, ele é bem atencioso, mas parece estar ainda mais...
— Eu vou pegar um remédio pra dor, você quer comer algo? Eu não sei cozinhar mas posso pedir pra cozinheira!
Nego com minha cabeça e ele sai novamente me deixando sozinho, olho meu celular e á mensagens da minha mãe que descido ignorar. Brandon não demora muito trazendo consigo pelo menos 10 tipos diferentes de remédios, eu ri e peguei apenas um que eu ja conhecia e tomei.
O puxo para perto de mim e envolvo meus braços em seus ombros — Feliz aniversário meu amor...
ele envolve seus braços em volta de mim — Obrigado pequeno... — ele se afasta e beija minha testa — Vamos, vou te ajudar a tomar um banho. Nós deveríamos sair ou ficamos em casa?
Pra mim não importava, contanto que eu passasse esse dia com você...
₊˚ˑ ༄ ؘಘೋ̶🪐̶ಜೌ̶
Mais um ano estava passando, Brandon e eu estávamos ambos atolados em atividades e pressão, ele, por que iria se tornar rei e seus pais estavam o pressionando demais a se casar, observação, nos dois mantivemos nosso relacionamento em segredo durante esses 5 anos, até mesmo por que não queríamos muita atenção e tanto eu, quanto Brandon sabemos que seus pais não vão levar muito bem nosso relacionamento, afinal eu não sou de nenhuma família importante, nos sabemos disso porém nem eu, nem ele mencionamos isso em momento algum.
E eu por estar nas finais da faculdade, trabalhando para pagar ja que faz anos que decidi não depender da minha mãe pra nada, e no pouco tempo livre que tenho procuro por casas e apartamentos para comprar, assim poderei cortar completamente os laços com minha mãe.
— Não acho legal ficar vindo aqui na sua casa quando seus pais não estão... ainda mais com tudo que está acontecendo. — bocejo me sentindo completamente exausto pela semana longa.
Brandon se aproxima de mim e afaga minha cabeça beijando o topo da minha testa. — Eu odeio passar tanto tempo longe de você meu pequeno...
— E-eu entendo... mesmo assim...
— David... eu não quero me casar... com ninguém que não seja você... — ele apoia sua cabeça em meu ombro, eu sei como deve estar sendo difícil pra Brandon ter que ir contra a decisão de seus pais. — Meus pais não vão sair do meu pé até que eu o faça... eu queria poder ir pra um lugar bem longe com você... mas tenho certeza que eles não me deixariam fugir assim das minhas responsabilidades...
— Brandon...
— Me desculpe... eu preciso te perguntar... você vai continuar comigo certo? Independente do rumo que tudo isso vai tomar...?
Coloco minha mão acariciando seus cabelos — Você sabe que sim... você não me deixou depois de saber do meu passado... então eu irei até o fim com você, pelo nosso futuro...
ele levanta seu rosto, suas lágrimas me partem o coração, ele coloca sua testa próxima a minha mantendo nossos corpos próximos, decidimos dormir afinal amanhã começaria tudo de novo, provas, pressão, trabalho. Só uma noite, nós dois dormindo de conchinha e um beijo de bom dia, era tudo que precisava para aguentar aquela longa e tensa semana que viria.
Os dias novamente começaram a passar lentamente, foram duas semanas que pareceram meses, Brandon via mas não respondia as mensagens que lhe enviava, e nem sequer tive tempo para me preocupar com isso.
Mas finalmente havia conseguido meu diploma, e me sentia exausto, sequer tive tempo para dormir nessas últimas semanas, no caminho pra casa recebi uma mensagem sua pedindo pra se encontrar, só queria dormir mas não iria perder a oportunidade de vê-lo, agora seus pais eram o único problema, e poderíamos pensar nisso juntos agora... Além de que tinha algo que eu precisava lhe mostrar... mas não tinha sobre como ele reagiria...
Cheguei a sua casa e ele estava me esperando no portão como sempre, dessa vez não tive energia para pular em seus braços mas ele mesmo me pegou.
— Como foram suas provas? — Ele sorriu e eu sorri de volta positivamente recebendo um beijo demorado, me surpreendeu já que eu sabia que ali haviam câmeras, mas no momento não liguei muito pra isso.
Entramos em sua casa comigo em seus braços e ele me senta em seu sofá — Eu tenho algo pra dizer a você...
— Eu também tenho algo pra dizer a você... — digo — mas você pode dizer primeiro...
— Certo... meus pais sabem sobre você... e disseram pra mim escolher entre você e a coroa...
— Por favor... me diga que você não fez isso...
— Eu sinto muito David...
— Tudo pela coroa? Você jura? — Sinto meus olhos arderem, estou prestes a chorar, mesmo me recusando chorar por ele depois de ouvir algo assim...
Me levanto e tropeço nos meus próprios pés quando estou prestes a caminhar até a porta, Brandon me segura impedindo de cair e surpreende quando sinto a lâmina fria perfurando minha pele...
— A-ah~ não... unhg... B-Brandon...
Ele empurrava tudo pra dentro de mim, gemi de dor sentindo meu corpo contrair contra o seu, e lágrimas escorrerem pela minha bochecha, sua voz me tranquilizava repetindo varias vezes "vai ficar tudo bem", meu corpo amoleceu em seus braços enquanto minha respiração ficava cada vez mais fraca.
Só então Brandom puxou a faca de meu estomago.
Pude ver lágrimas escorrerem pela sua bochecha, enquanto minha visão lentamente escurecia, então essa foi... a sua decisão afinal...
₊˚ˑ ༄ ؘಘೋ̶🪐̶ಜೌ̶
— Uhg... o-oque... não estou morto? — olho para minhas mãos sentando brutalmente na cama e sentindo dor no pé da barriga. — Aquele-
— Posso ter a chance de me explicar antes de levar esporro?
Olho para a porta do quarto que estava vendo Brendon, franzi o cenho me sentindo confuso mas nenhum pouco disposto a ouvi-lo, ele LITERALMENTE me deu uma FACADA, uma FACADA, eu não quero é nem olhar na cara dele nunca mais.
— ... David... meus pais disseram que matariam nós dois... que preferiam que eu estivesse morto do que com você...
A cama se abaixa de um lado indicando que ele se sentou, me viro pra ele com o rosto em lágrimas. — Então por que... por que disse aquilo pra mim... não poderia só ter me explicado? Você me magoou muito...
— Eu sei, eu não queria... juro pra você que a última coisa que eu queria, era magoar você meu pequeno. Mas meus pais estavam monitorando meus aparelhos, eu tive que ir atrás de tudo pessoalmente, primeiro precisava que eles vissem eu matar você, eu não sou inteligente como você então perdi quase duas semanas inteiras para saber exatamente onde acertar pra não te causar danos sérios... minha casa é cheia de câmeras então foi fácil fazer com que eles vissem... Depois eu literalmente paguei por um corpo e taquei fogo na minha casa, manipular os resultados de arcaria dentária é fácil quando você tem muito dinheiro. — ele se gaba tentando amenizar o clima.
— Então... oque fazemos agora...?
— Bem... ai veremos... vamos ficar alguns dias aqui, vai demorar um tempinho até conseguir nossas novas identidades e documentos...
— Você realmente pensou em tudo... tem certeza que não é um psicopata louco?
Ele ri e afaga minha cabeça. — Eu serei oque você precisar que eu seja meu amor... eu disse não é David? Eu farei qualquer coisa por nós.
Me sento na cama e ele me abraça, quero muito chorar mais ainda, por que estou uma mistura de emoções mas me seguro sabendo que estou com a pessoa que amo e que ela abandonou sua coroa por mim.
— Vamos tomar um ar...? — Brandon diz acariciando minha bochecha e confirmo.
— O-onde está minha mochila?
Ele aponta pra poltrona no quarto. — eu só joguei seu laptop e celular fora, mas enviei seus arquivos importantes pra um pendrive.
Só quando me levanto percebo está vestido apenas em uma cueca, Brandon joga uma blusa pra mim enquanto sorri e sai na frente, me sinto tão feliz e aliviado que resolvemos tudo...
Procuro em meio a um monte de papéis na minha mochila um em específico e sigo pra fora do quarto, Brandon estava me esperando, pela varanda da casa podíamos ver o mar, foi a primeira vez que o vi e me senti tão empolgado em estar presenciando isso com Brandon, ele segura minha cintura quando me apoio na varanda e sorri beijando minha bochecha.
— Vem, vamos caminhar...
ele segura minha mão e me guia pela praia, estava completamente vazia e em volta não tinha absolutamente nada, era cercado por montanhas e árvores, mas bem, não me preocupo em saber que lugar é esse...
Á um pequeno amontoado de almofadas, panos e mesinha baixa no chão da praia que é para onde Brandon estava me puxando.
— Oh... uau... — fico meio sem reação, acho que deveríamos sentar um de cada lado mas Brandon me puxa para sentar entre suas pernas abraçados — eii cuidado, vai amassar os papéis...
— Desculpa, desculpa... oque é isso? Você está carregando a algum tempo... — Ele faz um biquinho
— Okay... eu realmente não sei como te dizer isso... — respiro fundo e entrego os papéis a Brandon — Eu não estava me sentindo muito bem a mais ou menos dois meses então uma colega me disse pra fazer o teste e bem... eu o peguei na última semana e deu positivo Bran...
Eu não tinha certeza de qual expressão eu deveria ter agora, e Brandon tão pouco enquanto olha os resultados por si mesmo. — E-eu vou ser pai...?
— I-isso seria muito ruim? — Engatinho me afastando um pouco e ficando de frente pra ele...
— Ta brincando? Eu vou ser pai! Eu vou ser pai David! — Ele puxa meu rosto de repente beijando minha boca e me puxa para um abraço. — Eu não acredito que vou ser pai! E o melhor de tudo é que será nosso filho ou nossa filha... nosso, eu e você... p*rra... como eu amo você, eu te amo, amo muito...
Brandon começa a literalmente chorar, me sinto meio mal por nem tentar evitar um riso — Pff~ eu também amo você meu amor...
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