Au , au , au.
Todo dia o mesmo barulho , Pingo , o cachorro da família , não parava de latir , não deixando Alice dormir.
Logo pela manhã Pingo começou a latir. Alice seguiu o barulho e chegou no porão , não tinha nada , mas latia e latia. Colocou o cachorro para fora e voltou para o quarto para dormir.
No dia seguinte não haveria aula , por isso Alice programou uma manhã de descanso. A mãe sairia para um passeio e Alice ficaria dormindo.
Pouco tempo se passou até que Pingo começasse a fazer barulho. Alice foi para o porão , não tinha nada , mas latia e latia. Colocou o cachorro para fora e voltou para o quarto para dormir , mas não demorou muito para que Pingo voltasse a latir , deixando Alice com muita raiva. Voltou para o porão , não tinha nada , mas latia e latia. Como estava cega de odio nem percebeu quando acertou o cachorro com um taco de madeira.
Depois que voltou a si foi que percebeu o que fez. Não tinha como voltar atrás. Precisava encontrá uma saída. Com um pé de cabra tirou algumas ripas do piso de madeira e enterrou o cachorro. Só assim Alice se sentiu mais calma.
Já era noite quando a mãe chegou , Alice mentiu dizendo que Pingo havia fugido. A mãe chorou muito e foi para o quarto. Alice fez o mesmo , foi para o quarto para dormir.
Mas assim que deitou na cama ouviu um barulho que a incomodou , decidiu ver o que era. Foi para o porão , não tinha nada , mas latia e latia. As luzes começaram a piscar e sair sangue das brechas do piso de madeira. Alice ficou com medo e correu para o seu quarto , mas assim que chegou na porta viu Pingo todo ensanguentado , tropeçou no último degrau e rolou escada abaixo não vendo maus nada.