Os olhos vermelhos brilham numa noite tão escura, um homem é pego de surpresa quando andava por baixo de um viaduto, em um piscar de olhos ele se sente pressionado contra a parede, sua respiração se dificulta, isso se torna óbvio, afinal existe algo o segurando pela pescoço e o tirando do chão.
— Por favor... — Disse Roberto, um homem de 37 anos, divorciado.
— Sério? Humanos... todos são assim? Pendem por misericórdia mesmo quando eles são os causadores da ruína? — Falou um homem sombrio, os olhos dele brilham em um vermelho carmesim.
O pescoço do homem é quebrado, o corpo cai no chão, o homem alto desaparece nas sombras.
No dia seguinte vários policiais estão analisando a cena do crime, entre eles um homem de olhos castanhos, utiliza óculos, consigo carrega uma bolsa.
— Olha, é apenas um assassinato comum, talvez ele tenha sido encurralado e quebraram o pescoço dele porque ele quis reagir ao assalto.
— Olhe melhor, Pietro, ele não foi roubado, não há sinais de mais pessoas, alguém fez isso sozinho. Analisei a vítima e adivinha, ele é um abusador, semelhante aos outros dez assassinatos essa semana.
— Caramba, senhor, você é espetacular.
— Não exagere, fiz o mínimo.
O homem se aproxima da vítima, os olhos de Samuel mudam do castanho escuro para um roxo brilhante, assim ele enxerga tudo que a vítima viu antes de morrer, quando terminou seus olhos retornaram ao normal.
— E aí, o que você descobriu, senhor? — Diria Vinícius, um novato, homem de 26 anos.
— Foi o mesmo cara, como suspeitei. — Samuel, um bruxo, detetive já faz 4 anos.
— Senhor, então é um vampiro?
— Esse não é o problema, o problema real é que ele é ancião.
Vinícius arregala os olhos, logo ele corre para a viatura, então tentando fazer uma chamada, falhando miseravelmente.
— O que foi, Vinícius?
— Senhor, tem alguma coisa errada, o meu celular parou de funcionar.
O homem sai da viatura com o celular em mãos, em um piscar de olhos ele se vê sendo arremessado.
— VINÍCIUS! — Os olhos deste homem retornam para o roxo brilhante, Vinícius é paralisado no ar.
— Eu consegui, não se preocupa. — Após o Vinícius ser posto no chão, o bruxo sente uma dor no estômago, quando voltou seu olhar para si, em sua frente está um homem alto, ele desfere um soco contra o Samuel.
— Senhor!
— Bruxo, você pode me dizer a razão de você estar me investigando? Eu deixo os corpos para vocês limparem, somente isso, entenda o seu lugar e não me perturbe. — Os olhos deste homem estão num vermelho escarlate assustador.
— Para, Derick, não é isso que o Natanael ia querer, nosso filho teria vergonha do que você se tornou.
— Você ousa dizer isso?
— O culpado está morto, siga a sua vida.
— Não é o suficiente, todos semelhantes devem morrer! — Derick segura Samuel pelo pescoço.
— Você precisa superar, Derick, eu ainda te amo, eu só quero o seu bem, esqueça essa vingança, prometo que arquivo o caso e ninguém irá atrás de você.
— Tá bom... eu vou tentar, mas não garanto nada!
Derick solta o Samuel, ele vai até o Vinícius e pede desculpa para ele, só que quando estava prestes a ir embora, ele começa a flutuar, surgem três bruxos.
— Ele é inofensivo agora, soltem ele!
— Senhor, a ajuda venho, deixe que eles resolvam.
— Por causa dos seus crimes contra a comunidade humana, sua punição será a morrer da mesma forma que suas vítimas. — Disse um dos três bruxos.
O pescoço do Derick se quebra.
— Deu! Vocês já puniram ele.
— Para que as coisas não se repitam...
O corpo do Derick é queimado totalmente, as chamas são tão fortes que em segundos ele vira pó.
— Não! NÃO! O meu marido... o meu filho... hahaha!
— Senhor, ele era mau, não se sinta mal, isso mesmo, ria!
A cabeça de Vinícius explode, as cabeças dos bruxos também, porém um deles sobrevive, ele estava com uma barreira mágica ativada.
— Você está cometendo dois crimes! Você vai pagar por isso desgraçado!
O bruxo tenta acertar uma bola de fogo no Samuel, o mesmo se teleporta para dentro da barreira.
— Prazer.
Samuel põe as mãos na cabeça do bruxo, o fazendo ter inúmeros pesadelos, na cabeça dele todos parecem reais, ele morre de inúmeras formas, logo a barreira se desfaz.
— Não preciso fazer nada com o seu corpo, você já teve morte cerebral.