Capitulo Um
A Mutação
Viver em um mundo onde 70% da população é mutante, não é nada fácil, e fica pior quando você é a única na família que não tem um gene de mutante. Acham que eu ligo pra isso? Bem, demonstro que estou ótima com isso, mas na verdade, eu também queria ser uma deles, mas como nem sempre tudo que queremos conseguimos, só me resta aceitar minha realidade. Hoje é mais um dia de aula que tenho que suportar as maldades dos alunos com quem não tem poderes, o engraçado que nem os que deveriam nos proteger e tem poderes para isso, não ajudam a acabar com isso, eles fingem que não veem e quando alguém reclama, eles zombam por não terem poderes. Se estão me perguntando o que faria se tivesse poderes, bem, eu me ajudaria logico, ninguém nunca mais mexeria comigo, mas também ajudaria os que precisam de ajuda e não tem ninguém para ajudar. Que poderes eu gostaria de ter? Nossa, nem sei por onde começar, são tantos, uns mais poderoso que o outro, se escolhe-se um e depois ele se tornasse inútil, seria decepcionante. Então não perco meu tempo pensando nisso, até porque, não tenho e nem terei nenhum, e como tinha dito, meu dia de aula foi torturante, mas pelo menos eles me deixaram viva para continuar tudo amanhã.
-- Olha só quem estou vendo. _ estava indo para casa pelo caminho que sempre pego, mas desta vez Bento e seus comparsas idiotas estão em meu caminho.
-- Deixa eu passar Bento, não quero problemas com você. _ digo como se isso fosse adiantar, qualquer coisa que diga, servira para ele me machucar, já estava até acostumada.
-- Ela não quer problemas pessoal. Ok! Pode ir, sem problemas. _ diz e sei que esta tira do onda de minha cara, mesmo assim eu tento correr. – Atrás dela. _ ouço ele gritar, estou tão desesperada que nem sei pra onde estou correndo, entro por uma porta que nem sei onde me leva, esta tudo escuro.
-- NÃO ADIANTA SE ESCONDER ANNYA, QUANDO EU TE ACHAR, VAI SER PIOR. _ me assusto com os berros dele e acabo caindo em cima de uns tonéis. – ACHO MELHOR APARECER SE NÃO QUISER QUE EU FIQUE COM MAIS RAIVA ANNYA. _ tento sair dos tonéis e faz barulho. – Achei você Vadia. _ ele diz e aponta sua arma na minha direção e atira.
Sinto uma queimadura do meu lado e vejo que atingiu um dos tonéis e esta vazando um líquido amarelo, ele atira mais e atinge minha perna, grito de dor e mais tiros são disparados e atinge mais três tonéis e derruba outros que se abrem e de cada um saem líquidos de cores diferentes, verde, azul, vermelho, preto, branco, roxo e tudo vem pra cima de mim me queimando no processo. Bento assiste tudo com um sorriso no rosto, ele manda seu capanga acender seu cigarro, ele traga duas vezes e depois joga na minha direção e quando toca no chão sua faísca cai em cima do líquido e o fogo começa. Eles vão embora ao som de meus gritos de dor, o fogo se espalha rapidamente, tento sair de onde os líquidos pegajosos estão, mas só escorrego caindo mais em cima deles e o fogo chega até mim e desta vez, não tenho escapatória, então só deixo o fogo me consumir e com ele, leva minhas lagrimas e meus gritos de dor.
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O despertador toca e com isso tenho que levantar e me arrumar para mais um dia de aula/tortura, me levanto e desligo o despertador, sigo para o banheiro e faço minhas necessidades, tomo banho e quando termino, me lembro que não escovei os destes, visto meu roupão e pego minha escova e pasta de dente, quando terminei de escovar meu dente e me encarei no espelho, levei um susto. Meu cabelo estava diferente, continuava preto, mas agora com algumas mechas coloridas, azul, amarelo, vermelho, verde, branco e roxo, mais o que realmente me deixou sem palavras, foi a cor de meus olhos, eles estavam azuis, um azul tão brilhante que parecia vidro, quando estava prestes a me perguntar o que aconteceu comigo, me lembro do dia anterior, o encontro com Bento e seus capangas, eu fugindo, caindo e ... Eu morri, queimada, naquele lugar abandonado.
-- Como eu vim para em casa, sendo que era para mim esta ... _ minha mente fica cheia de pensamentos desconexos, tentando me lembrar de como cheguei em casa bem, viva. Mas nada vem a minha mente de como eu fiz isso.
-- Acorda Annya, vai acabar se atrasando pra escola. Hoje seu pai que vai te levar. _ minha mãe diz do lado de fora de meu quarto, me encaro outra vez no espelho.
-- Eles não podem ver isso, se já brigam comigo por não ter poderes, se me virem assim, vão achar que surtei por falta deles. _ corro para meu armário e pego uma touca, amarro meu cabelo em um coque e pego um óculos escuro para esconder meus olhos, qualquer coisa invento alguma coisa. Me arrumo e saio de meu quarto, tento sair sem ninguém me ver, mas meu irmão André, me vê e fiz ora nossa mãe.
-- Mãe, a Annya quer sair de fininho. _ diz e o encaro, minha vontade de matar esse moleque.
-- Pode se sentar mocinha, temos que tomar café juntos, como uma família normal. _ minha mãe diz.
-- Mesmo que você não tenha poderes e pareça não fazer parte desta família. _ quem diz isso é meu pai.
Me sento e tomo café e como ninguém nessa casa se preocupa comigo, ou com o que faço ou deixo de fazer, eles não perguntam sobre o porque de esta de touca em um dia quente e de óculos dentro de casa. Termino meu café e saio de casa antes de meu pai me chamar para me levar, ou ele ou mamãe, sempre que vou com eles de carona, o caminho até a escola é feito com eles fazendo piada comigo, por não ter poderes, isso as vezes irrita, dá vontade de gritar com eles, mas eles são meus pais, e mesmo que eles não me respeitem, eu os respeito.
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Capitulo Dois
Na escola.
Chego na escola e muitos já estão entrando, de cabeça baixa passo pelos alunos até chegar ao meu armário, pego meus livros pra aula de hoje e guardo em minha mochila, continuo seguindo pelo corredor até chegar na sala, não demora muito e o professor logo chega, a aula começa, mas como alegria dos normais dura pouco, Mikaelly, que estuda na mesma sala que eu, não pode me ver quieta que logo implica comigo. Ela tem o poder do gelo, ela congela as coisas, já até congelou uma garota por esta olhando para seu namorado Eduardo, a sorte da garota era que sua amiga tinha o poder de fogo e conseguiu tira-la de lá a tempo, Eduardo não presta, não vale nada e dá em cima de quase todas as garotas da escola e a trouxa da Mikaelly nem sonha o quanto de chifre ela carrega nessa cabeleira ruiva.
-- Professor, porque a Annya pode ficar com essa touca? Não é proibido? _ diz como se estivesse seguindo a lei da escola.
-- Do mesmo jeito que esta quase mostrando suas tetas. Agora cale a boca e me deixa da aula. _ o professor de matemática diz e alguns zoam a idiota.
-- O senhor não pode me tratar assim. A errada aqui é a Annya, não eu. _ ela ainda tenta, o professor respira fundo e diz.
-- Mas alguém incomodado com a touca dela? _ ninguém diz nada, então ele continua. – Ótimo, se esta tão incomodada com isso, saia de minha aula. Pelo meu ver, você esta atrapalhando a aula. _ diz e vai até a porta a abrindo, mas Mikaelly nem se mexe. – Foi o que pensei, vamos continuar a aula. _ e a aula continua sem mais interrupções.
As aulas seguintes seguiram normal, quando alguém me perguntava sobre meus óculos, respondia que estava com irritação nos olhos e sobre a touca, dizia que estava com muito frio, minha sorte era que estava realmente frio. O sinal do intervalo bateu e sair quase correndo, como não tinha tomado café direito, estava com muita fome, no refeitório peguei a bandeja e coloquei a comida, comi tanto que minha barriga doeu, deixei a bandeja na bancada e corri pro banheiro, fiz minhas necessidades e quando sair dei de cara com Mikaelly e suas duas seguidoras, ambas estão perto da porta. As duas seguidoras dela, uma tem o poder de manipular a terra, essa é a Bruna, a outra tem o poder de manipular a eletricidade, essa é a Gleyce, mas para mim elas são apenas a vadia 2 e a vadia 3. Mikaelly dá um passo a minha frente, vejo que ela esta sem as luvas e isso quer dizer que sua intenção não é nada boa, nunca foi e nunca será. Me afasto dela com medo do que ela tem em mente e seu sorriso já diz tudo.
-- Sabe Annya, passei a aula toda tentando saber o porque de esta assim, completamente escondida. _ diz e dá mais um passo a frente e eu dou dois para trás. – Esta se escondendo de alguém Annya? _ pergunta e nego com a cabeça.
-- Não estou me escondendo de ninguém. Por favor me deixem sair. _ peço completamente quase implorando.
-- Tudo bem, deixem ela sair, ela não tem nada que me interessa. _ ela diz e vai para o lado me deixando passar, mas nem bem passo por ela que a mesma puxa minha touca, tento esconder com minhas mãos mais nada adianta. – O que é isso? _ ela pergunta com ar de zombaria. – Isso é tudo para chamar atenção? Você é muito sem noção. _ ela diz puxando meu cabelo para cima e rirenquanto faz isso junto com suas amigas.
-- Sei que pintar o cabelo, está na moda. Até eu estava pensando em mudar a cor dos meus._ Glayce diz pegando em seu cabelo preto.
-- Em você qualquer cor ficará linda amiga. _ Mikaelly diz segurando na mão dela que sorrir e agradece. -- Mas em você, está rediculo._ diz me encarando. -- Mas como somos boas pessoas, vamos te ajudar a melhorar esse seu visual. O que acham meninas, vamos ajudar essa alma perdida? _ ela diz sorrindo para suas amigas, elas vem para perto de mim.
-- ME LARGUEM, ME DEIXEM SAIR. _ gritei e empurrei a que estava mais perto de mim, ouvi o grito e quando abrir os olhos, foi a propria Mikaelly quem eu empurrei.
-- SUA VADIA DESGRAÇADA, COMO OUSA ME EMPURRAR? SEGUREM ELA. _ ela grita e as duas me seguram, uma de cada lado.
Tento me soltar, mais é em vão, Mikaelly se levanta e vem pra cima de mim e a sessão de espancamento começa, tapas, chutes, socos e muito mais vieram, cair no chão e elas me chutavam, sinto meu corpo queimar e meus olhos arderem, sinto pedras se chocarem contra meu corpo, em seguida um choque forte percorre de minha perna e se espalha para meu corpo. Sinto o sangue escorrer por minha testa e com dificuldade e o corpo delorido, tento me levantar e qundo consigo, Mikaelly chura minha perna e eu caiu de novo e mais chutes eu levo. Mikaelly pisa em minha mão e quando olho, vejo a terra que sairam das pedras sendo sugadas por minhas mãos, ao mesmo tempo que isso me assusta, tambẽm me fascina, sinto outra descarga eletrica, mas desta vez eu suporto e parece mais fazer cossegs, mais uma vez me levanto e ando até a porta e Mikaelly me chama, mais não paro e quando abro a pota tem algumas pessoas lá e nenhuma delas tentou me ajudar. Mikaelly congela minhas pernas e qase caia, mais me segurei na parede e o gelo de minhas pernas, teve o mesmo destino destino que a terra e o choque, foi sugada por mim, ela não estava satisteita e com raiva me empurrou, bati com a testa na quina da porta e mais sangué desceu.
-- Por que estão fazendo isso? _ uma garota me ajuda a levantar, agradeço com dificuldade, em questão de segundos, mais gente veio para me ajudar e com isso muitos me tocaram, minha mente estava uma loucura e meu coorpo parecia que iria explodir a qualquer momento e por isso, reunir todas as minhas forças e me desvencilhei de todos e corrir para o mais longe que pude chegar.
Continua...