Você acredita em milagres? Pois bem, Melissa não acreditava, até algo inédito acontecer com ela.
Melissa Pentegron, uma universitária de 20 anos, solteira e despreocupada. Ela era dona de cabelos ondulados castanhos que iam até a altura da cintura, olhos cor de mel e um pouco alta. Ela não possuía o corpo das modelos e atrizes, mas estava feliz consigo mesma.
Era um dia importante, a jovem havia acabado de se mudar da casa dos pais, estava muito ansiosa para morar sozinha. A desvantagem que tinha era que ela ficaria sozinha no apartamento, mas ela não via problema naquilo, quase não ficava em casa.
Ela e seu irmão, Andrew, eram muito próximos um do outro, o menino era mais novo que ela seis anos e era um viciado em videogame, mas os dois não tinham nenhum problema um com o outro… Okay, irmãos brigam, é normal.
Havia muitas caixas espalhadas pelo apartamento, todas para a moça desempacotar, levaria muito tempo. Como estava no período de férias teria muito tempo para decorar a casa nova, até faria um almoço especial para os seus pais.
Desde quando era pequena ela adorava fazer faxina, o que não era normal, mas ela tinha aquilo como um hobby.
Enquanto abria uma caixa com eletrodomésticos, encontrou um dos jogos de seu irmão, lembrava-se bem de quando ele havia comprado, o jovem nunca havia jogado aquele jogo pelo simples fato de que ele travava muito. Mel não se importou com aquilo e colocou em cima do balcão, então voltou a organizar o lugar.
Tudo estava perfeitamente organizado e limpo, exatamente como a mulher gostava, ela era perfeccionista demais. O problema era que ela também gostava de jogar videogame, mas havia esquecido de comprar alguns jogos, o único que tinha ali era o jogo que havia pegado de dentro da caixa. Sem pensar duas vezes ela pegou o objeto e inseriu na TV, então pegou o controle do videogame e se acomodou no sofá. Demorou um pouco para rodar.
Uma voz pôde ser ouvida do jogo, então uma raposa apareceu na tela flutuando, a voz pertencia a ela.
"Bem vindo ao Beast World! Por favor, insira seu nome real."
Geralmente, jogos como aquele pediam o nickname, mas aquele era diferente, talvez pelo fato de que o jogo em si era diferente.
"Melissa Pentegron."
"Certo, Srta. Mel! Personalize seu avatar com base na sua aparência."
– Que jogo estranho, como ele sabe meu estado civil? Ah, não importa – Murmurou para si mesma.
Na tela surgiram modelos de avatares diferentes, e o mais estranho de tudo, era que um dos avatares era idêntico a ela. Um pouco hesitante, a moça o escolheu.
"Ótima escolha, senhorita! Pronta para começar?
[ Sim ]
[ Com certeza! ] "
– Beleza, vamos começar! – Animada a jovem clicou no botão de iniciar.
Uma barra apareceu na tela e, aos poucos, foi enchendo até chegar no final.
A jovem sentou-se um pouco nervosa, e começou a sentir um formigamento estranho, então a tela começou a emitir uma luz muito forte, tanto que ela teve que fechar os olhos.
Ao abrir os olhos, Melissa já não estava na sala sentada no sofá, e sim em um lugar em que não havia portas nem janelas, era como se ela estivesse flutuando no nada.
– Olá, Melissa! – A raposa apareceu na frente da mesma, flutuando.
– O que está acontecendo!? Estou delirando!? – Berrou ela enquanto sacudia a pequena raposa.
– Não… Jo-jo-jogadora!... Po-por favor… Se-se acalme!
– Oh, desculpe – Soltou a raposa enquanto esperava esclarecer a situação.
– Você deve estar confusa agora, certo?
– Mas é claro! O que eu estou fazendo aqui!? – Perguntou ela.
– Respire fundo e conte até três – Instruiu ele.
– Pare de enrolar e diga logo o que diabos está acontecendo!
– Caramba, você é muito agressiva, os jogadores anteriores eram bem mais gentis.
– Jogadores anteriores? Eu estou dentro do jogo!?
– Você só percebeu isso agora? Você foi a escolhida para testar nosso sistema.
– Como assim? – Aquilo não fazia sentido.
– O sistema a escolheu para participar desse jogo, espero que você possa conseguir zerar o jogo.
– Zerar? Eu quero ir para casa! Como que eu entrei aqui? – Ela começou a entrar em uma espécie de pânico interno.
– Infelizmente você só poderá ir para casa quando zerar o jogo em dois meses.
– O que acontece se eu não zerar?
– O mesmo que aconteceu com os jogadores anteriores.
– O que aconteceu com eles?
– Morreram.
Aquela simples palavra deixou a moça apavorada, o pior erro da sua vida foi jogar aquele jogo estúpido, deveria tê-lo jogado fora. Não havia outra opção, teria que concordar com a raposa e zerar o jogo.
– A-ah… Entendi… Prossiga.
– Você não está mais hesitante, ótimo! – O animal fez uma cambalhota no ar – Eu sou o seu tutor, Magnus, irei te explicar tudo o que está acontecendo, também poderei te auxiliar em algumas missões.
– Magnus, que nome-...
– Não me interrompa no meio da explicação! – Um painel foi aberto na frente da mesma – Aqui é onde você pode estudar sobre novas plantas e guardar os seus itens.
– Isso é surpreendente.
– Também existem alguns itens premiados que poderão ajudá-la no futuro. Agora você precisa completar a missão.
– E qual é exatamente a missão? – Perguntou ela curiosa.
– A missão em si é repleta de pequenas missões, elas podem variar de acordo com seu progresso e os personagens que você irá conhecer, mas o mais importante: você precisa completar a missão final.
– Okay, mas…
– Deixe as dúvidas para depois, agora esqueça seus pais e seu irmão, esqueça tudo sobre você, agora você é uma nova pessoa – A raposa sorriu de forma suspeita e um portal abriu-se na frente da mesma.
– Espera! Como você sabe sobre a minha família?
– O sistema é muito bem informado, agora só depende de você! – Dizendo isso, a raposa empurrou a jovem para dentro do portal.
Melissa sentia que algo grande viria a seguir, deveria dar o seu melhor para concluir a missão, caso contrário… Morreria.