Em meados de 1986 um homem chamado Adriano caçava na floresta. a floresta era densa o sol tocava as árvores, e os passarinhos cantarolavam sem parar. Adriano já caçava nessa floresta desde os seus 16 de anos de idade, ele gostava muito do que fazia. tanto que após ganhar na loteria mudou-se para a floresta onde ele construiu um casebre chique, ele não tinha família nem amigos próximos a ele. ele dizia que os animais da floresta já eram a sua companhia, mas estranhamente nesse dia que Adriano foi caçar. a floresta estava silenciosa, e os animais pareciam agir de forma estranha, Adriano se sentiu desconfortável na floresta, curioso com a situação. Adriano continuou andando mais fundo pela floresta, e quanto mais andava mais distante ficava de sua casa.
Adriano achou estranha aquela situação.
e prometeu a si mesmo que não voltaria sem alguma caça para a sua casa, após algumas horas de caminhada e sem sucesso algum. Adriano se viu cercado pela escuridão da noite, além de uma chuva forte que havia acabado de começar. ele ligou a sua lanterna que estranhamente havia parado de funcionar, Adriano não vê outra opção a não ser procurar refúgio por ali. a chuva caí sobre ele dificultando a sua visão, e sem trajes adequados Adriano se viu tomado pelo frio intenso, após andar um pouco mais naquela imensa escuridão. Adriano encontra uma casa. a tal estava iluminada então obviamente haviam pessoas morando ali. Adriano se considerou um homem de sorte. e sem perder tempo, ele corre até a casa batendo forte na porta. ele estava com pressa pós queria entrar e talvez se esquentar em frente a lareira, após bater na porta algumas vezes nada aconteceu. Adriano estava inquieto, e pela primeira vez um pouco assustado com a floresta.
"que estranho.. não havia previsão para chuva hoje"
Estranhamente a porta se abre sozinha. ignorando tal fato Adriano entrou na casa pedindo licença. mas não havia ninguém que pudesse respondê-lo. a lareira da sala de estar estava acesa, um tapete estava posto no chão, e nas paredes podia se ver quadros antigos de pintores famosos, como da Vince, e Gauguin, Adriano se sentia seguro na casa. em sua mente seja quem for que mora ali, apenas saiu para algum lugar e deixou a lareira acesa. Adriano observa a sua volta. mas a sua curiosidade não se limitou a sala, ele queria ver os outros cômodos da casa.
Então sem perder tempo ele andou calmamente até a cozinha. era tudo muito bonito a pia estava limpa e os pratos estavam secos, os armários estavam organizados e o saleiro não estava fora do lugar.
e bem no centro da cozinha, uma grande mesa pode ser vista, e nela haviam 3 tigelas de mingau, Adriano se aproxima da mesa. seu apetite aumentou ao ver os pratos de mingau, deveria ser por ele estar o dia inteiro sem comer, ele suspirou e pegou uma colher. e Provou então, o mingau da tigela maior, e achou perfeita
Provou o da tigela do meio e achou muito morna
Provou o mingau da tigelinha menor e achou que estava fria demais, não hesitou e comeu todas as tigelas de mingau. por algum motivo ele se sentia em casa, não naquela casa chique ele tinha. mas sim na casa onde ele cresceu e morou com os seus pais, após comer todas as tigelas de mingau Adriano se sentia Satisfeito, ele se afastou da mesa e andou novamente até a sala, onde ele viu três cadeiras.
"eu jurava que essas cadeiras não estavam aí antes.."
Ele observa que há 3 cadeiras. uma pequena, uma média, e uma grande, Estremamente a lareira começou a se apagar. então Adriano pega a cadeira pequena destruindo a mesma em pedaços e a joga na lareira. ele senta na cadeira grande, mas era muito espaçosa, então resolve sentar na cadeira média onde lhe cabe perfeitamente, após alguns minutos e nada da chuva Cessar, Adriano resolve que dormiria ali mesmo até que o sol surgisse novamente, então ele se levanta da cadeira. e num piscar de olhos uma escadaria que leva ao segundo andar da casa aparece do absoluto nada, Adriano estranhou a aparição das escadarias, até então elas não estavam lá, culpando a própria visão Adriano sobe as escadas dando de cara com um quarto, ele abre a porta do quarto e nesse quarto haviam três camas, uma grande, uma média, e uma pequena. sonolento Adriano deita na cama média, onde ele se sente muito confortável até se enrolando com uma coberta que haveria ali.
Adriano cai num sono profundo dormindo como uma pedra. enquanto ele dormia os moradores da casa retornam, era uma família de ursos antropomórficos. elas entram na casa e dão de cara com a cadeira do pequeno urso destruída na lareira.
O Pequeno Urso, chorando, queixou-se:
__ Alguém quebrou a minha cadeirinha!
Indignados com a situação o papai urso e a mamãe urso acalmaram o pequeno, e o convenceu de que fariam uma nova cadeira para ele. mas que primeiro eles deveriam ir a cozinha comer o mingau que a mamãe urso havia deixado esfriando. famintos, eles foram juntos a cozinha e ao chegar perto da mesa, viram que alguém havia comido todos os 3 pratos de mingau.
__ Alguém comeu todo o meu mingau! –gritou o Pequeno Urso.
Estranhando a situação. a mamãe urso e o papai urso conseguiram convencer o garoto de que era a hora de dormir. e que amanhã eles fariam mingau novamente, cabisbaixo o pequeno urso concordou e os 3 ursos subiram as escadarias indo em direção ao quarto, ao abrir a porta eles se depararam com Adriano deitado na cama da mamãe urso, o papai urso ficou assustado, então ele se aproximou de Adriano e cutucou as suas pernas, nesse momento Adriano acordou e ao abrir os olhos tomou o maior susto de sua vida, de imediato ficou em pé encima da cama. e segurou firme a sua espingarda apontando ela para os ursos, o papai urso levantou suas mãos para cima e deu um único passo para frente, mas isso foi o suficiente para que Adriano se assustasse e disparasse um tiro em sua cabeça. o papai urso caiu para trás deitando no chão, seu corpo começou a se contorcer de uma forma inusitada, e Adriano estava frio de medo ele mal conseguia se manter de pé, até suas pernas tremulavam.
A mamãe urso se ajoelha diante do corpo do papai urso. e começa a cair em prantos diante dele.
o pequeno urso faz o mesmo enquanto repete a palavra
"papai", por um momento Adriano sentiu pena das criaturas humanóides. e ficou um pouco arrependido por ter feito o que fez, mas o seu arrependimento se cessa, quando a mamãe urso olha furiosa para Adriano, seu olhar de ódio era perturbador e aquilo foi o suficiente para que Adriano pulasse da cama para a janela de vidro. após o pulo ele cai de mau jeito e quebra a perna esquerda. mas o seu desespero para fugir era grande, a adrenalina que toma conta de seu corpo. enganava a dor de sua perna quebrada. então mesmo nesse estado ele tentava andar almejando deixar a casa para trás, mas a mamãe urso estava disposta a se vingar, por isso segurou o seu filho nós braços e desceu as escadas passando pela porta. sua caçada se inicia e Adriano era a sua presa, ao olhar para trás Adriano conseguiu ver o momento em que ela passa pela porta, e isso só o deixou mais desesperado. por causa da chuva forte seu corpo já estava encharcado, a sua perna quebrada doia muito, e ele não enxergava nada por causa da escuridão.
"mas que críaturas são essas?!.. eu nunca vi nada assim em toda a minha vida.."
Adriano para de andar pós pensa ter ouvido algo. ele segura firme a sua espingarda que desde o início nunca a deixou de lado. apesar do barulho da chuva ele tentava focar a sua mente para escutar tudo que estava ao seu redor, de repente algo salta sobre ele. era o pequeno urso tentando vingar a morte do pai, Adriano ficou em Pânico movimentando o corpo para todos os lados, mas já era tarde. pós o pequeno urso já havia cravado seus dentes afiados em seu ombro esquerdo, Adriano sentiu uma enorme dor, era como pisar em uma armadilha de urso. observando a persistência do pequeno urso, Adriano pensa rapido. apontando sua espingarda para trás, ao fazer isso ele dispara uma única vez, por vez o tiro acerta no olho do pequeno urso, esse tiro foi o suficiente para mata-lo. morto o pequeno urso larga o ombro de Adriano, e seu corpo cai no chão molhado. mas o ombro de Adriano sangrava muito, ele empunha a espingarda para frente, pós temia que a mamãe urso estivesse por ali, ele nunca esteve tão certo, pós a mamãe urso estava logo a frente de Adriano olhando para ele.
com o mesmo olhar de ódio. Adriano apontou a sua arma para a mamãe urso, mas isso não parecia assusta-la, Adriano estava prestes a disparar quando a mamãe urso corre em sua direção, ela corria igual um humano comum, até mais rápido que um. Adriano dispara na mamãe urso, e o tiro acerta o seu peito, mas de alguma forma isso não a parou. já estando perto de Adriano a mamãe urso Salta sobre ele o derrubando no chão, ela põe as suas garras para fora e começa a dilacerar o rosto de Adriano, cada golpe dado era o suficiente para arrancar todas as camadas da pele dele, Adriano não resistiu e acabou morrendo, após molhar o seu rosto desfigurado a chuva finalmente se cessa, e o sol surge iluminando toda a floresta. a mamãe urso levanta do chão e pega a espingarda de Adriano.
estando bastante ferida ela retorna a sua casa. onde morre de desgosto...
fim.