Noite de sexta… fim de semana.
Já tem aquele gosto de maldade.
De caça , de diversão…
Visto minha melhor roupa, meu perfume mais marcante.
Tem o barzinho de sempre, mas…
Vi um diferente. Mais discreto
Sempre passo lá na frente…
E ela está lá.
Sozinha, o seu canto sagrado.
Olhar que já viu demais…
E uma postura diferente.
Não é a femme fatale
Nem a bobinha inocente.
Seu jeans e camisa preta frente única
Belas costas,
Já tinha notado outros atributos.
Não tem olhar de presa…
Envio uma bebida com bilhete.
O garçom leva, ri, eles riem juntos e ela escreve algo em um papel, bebe o drink de uma vez e sai.
Ele vem até mim.
Entrega bilhete e um convite bem direto
A adrenalina foi a mil.
Paguei o consumido e sai.
A noite e seus encantos.
Me envolveu com seu feitiço…
Um impala preto filmado…
A porta aberta, o salto preto do lado de fora.
Gostei da brincadeira…
Toda a fome acumulada…
Me aproximo e lá estava a dama.
A tocha que era seus cabelos
Iam até a cintura.
Imponente no volante,
Me despia com os olhos…
Fecha a porta e abaixa o vidro.
— se quer o que eu quero, entra e fica em silêncio..
Com os dotes da dama meio difícil
Questionar…
Dou a volta e a obedeço.
Ela sorri maldosa,
E liga o veículo.
Ela guia em silêncio
E chegamos a um local tranquilo
As portas travam
Era o som que esperava …
A parte de trás do carro era espaçosa
Pulamos para lá
Sem frescura.
Minha camisa virou trapo
A fome dela era voraz.
O gosto dela era um whiskey caro,
Mas doce e venenoso.
As unhas na minha pele
Era farta, macia..,
Feliz com sua pele
A tocha de seus cabelos
Combinavam com seu próprio fogo
Virei um cordeiro
E ela a loba
Me tratou como um brinquedo
Saciou a sua fome,
Até a última gota
O último gemido
A última mordida.
Caçadora da noite
Fera faminta
Azar e sorte eu tive
De cair na sua deliciosa armadilha.
Dessa aventura noturna
Uma lembrança estranha ficou:
Marcas de presas em meu pescoço..,
Não sei de lobo ou de vampiro
E um desejo bem sinistro
De te encontrar de novo.