Tédio… levei as crianças à escola hoje de manhã… hoje a noite a Onna mucha estará…
Sua sala é seu forte, e sua equipe seu pequeno exército…
onna mucha… Nasceu na era errada, nesse tempo onde Lealdade é tido como zombaria, onde fidelidade é vista como erro…
Seu guardião tem sorte Onna mucha…
Virtudes assim são raras.. nos meus 700 anos poucos foram os humanos que não corrompi ou se corromperam…
Mas tenho tempo … todo o tempo…
Nunca perdi uma caça….
Não será agora que vou desistir…
Me peguei mexendo em umas gavetas,
E achei o colar… meu primeiro fracasso…
Apertei com força, o cheiro do guardião impregnou como veneno.
Maldito.
Maldito leão…
Atraiu meu inimigo mais cruel.
Com um simples coração humano
Guarda seu tesouro, sem nem saber o tamanho de seu oponente.
A coragem humana é fascinante, pode ser firme como a do guardião. Ou insana como a onna mucha…
Sorvete para o frio?
Se arriscar , fazendo acordo comigo
Por um kappa?
Me prendeu a honra…
Me devolveu a honra…
Humana estranha. Vê gente onde existe feras, e teme humanos que tem feras…
Te entendi onna mucha: youkais tem regras.
Humanos tem outras coisas.
Guardo o colar de novo, junto a outras relíquias que guardei…
Lembrei do orquidário. Um frio domina meu corpo, sinto uma ardência.. vergonha? Meu rosto … está quente…
Abaixo a cabeça e começo a rir, um riso estranho, de dentro.
Ela riu… de mim
Da minha humilhação…
Mas depois riu comigo.
Me falou do sal…
Estou tentando onna mucha
Entender o que é ser sal…
Mas por enquanto…
Quero ser a pimenta.
Que te incomoda
Provoca.
É o que sou…
Que os jogos comecem…