Sabe quando você é jovem e nada parece te abalar? Eu era assim. Me achava linda, descolada. Namorava quem eu queria é curtia como queria.
Com 23 anos nunca pensei em ter filhos.
Me envolvi com um cara nessa época. Minha mãe vivia falando que ele era louco por mim. Que eu devia dar uma chance, aí fiz a merda de dar a chance.
Nada me preparou para a paixão. Avassaladora. Febril. Intensa.
Nós vivíamos juntos. E foi aí que concebemos meu filho.
O pai? Me acusou de traição porque alegava que não podia ter filho.
Meu bebê cresceu e mesmo passando muito nervosa ao descobrir as besteiras do pai, eu fui em frente.
A barriga cresceu e em Setembro. Final do Inverno e início da Primavera, ele nasceu.
Meu pequeno homem era incrível.
Ninguém podia usar um walkman, ele estendia a pequena mão e você era obrigado a dar um dos fones pra ele ouvir o que você estava pedindo.
Feriados importantes ele queria festejar.
Páscoa tinha que ter esconderijo de ovos.
Fases e mais fases. Risadas. Alegria.
Mas o momento mais crucial foi quando ele se apaixonou pela primeira vez.
Viveu intensamente e perdeu a pessoa.
Aí foi barra. Mãe não deseja ver seu filho sofrer, eu não me importei. Queria estar lá por ele. Nas lágrimas copiosas e no momento de fúria.
Meu conselho sempre foi o mesmo: se você não se amar não sabe amar oujtra pessoa.
Hoje meu filho se ama. Se cuida e cuida de mim.
Mesmo com suas brincadeiras estúpidas, eu sei que no fundo ele me ama.
Ser sua mãe foi um presente que nunca deixaria de desejar.
Mãe de um homem que tem valores sérios, inteligente e que me faz rir todo dia.
Te amo filho.