Um dia chuvoso, um dia de tédio, um dia de maratonar a Netflix todinha, um dia de dormir até tarde.
Quem diria que amar dói né?! Uma dor absurda fica em meu peito toda vez que me lembro daquele momento, mas, com essa dor também vez boas lembranças. Principalmente as dos dias chuvosos.
Quando estava com frio era você que me aquecia. Toda vez que trovejava você estava me abraçando e me dizendo para não ter medo.
Você era aquele tipo de pessoa que amava a adrenalina e gostava de se arriscar, viver a vida sem medo e arrependimentos de não ter aproveitado.
Mas, aquele fatídico dia, tirou você de mim. Aquele dia em que você se atirou a tempestade e a desafiou indo surfar. Você desapareceu em meio ao mar e me deixou desamparada.
Agora, eu quero saber: por que sorriu para mim antes de ser levado? Por que mecheu os lábios e me disse que a melhor maneira de esperar pelo sol é dançando na chuva? Idiota!
Assim como a chuva que cai no verão, minhas lágrimas escorrem pelo meu rosto. Assim como a chuva que quando cai molha tudo, minhas roupas estão úmidas por conta das lágrimas que não cessam.
Todos os meus dias tem sido como a chuva. Molhados, tristes, cinzas e sem ninguém. Espero que um dia a chuva cesse e que a tempestade acalme.