O amor vem quando mesmo esperamos e quando não estamos procurando, quando estamos desiludido... O meu amor predestinado nasceu assim.
Era o ano de 2009, já não acreditava mais em amor, depois de tantas ilusões desistir deste sentimento. Conheci um homem que mudou meus conceitos, mas mesmo assim não quis aceitar, pra mim ele era só mais um que queria brincar comigo e depois me dá um pé na bunda.
Tinha passado uma temporada em Salvador trabalhando pra esquecer uma traição, mas devido alguns contratempos tive que volta pra minha cidade no interior da Bahia.
Minha amiga uma doida de pedra se envolveu com um homem em processo de separação, o que rendeu uma baita confusão e eu como amiga tive dá alguns conselhos...
Leide era uma pessoa impulsiva, pra ela não importa o que as pessoas achava, e se ela tivesse que matar ou morrer pra ficar com Gil, ela não ligava pra as consequências.
E nesse embaralhado de emoções estava eu e Jilmario o irmão de Gil tentando fazer eles repensarem, se valia a pena a confusão.
Gil conseguiu se divorciar da mulher e causou com Leide, assim eu passei a frequentar a casa de Gil, onde vim me esbarrar várias vezes com Jilmario que passou a acredita que estava apaixonado por mim.
Eu sentia uma atração por ele, porém não quis da o braço a torcer, já vivi escaldada de tantos relacionamentos fracassados que não queria mais um... E o pior a fama dele não era muito boa, bebia muito e cada noite era uma mulher, ele nunca ficou com uma mulher por muito tempo, e a que ficou um tempo com ele tinha mais galhas do que tudo.
Não estava disposta a sofrer novamente, mas ele não desistiu e continuou insistindo e eu sempre me esquivando, quando eu estava perto dele eu sentia meu coração acelerar, mas minha razão tomava o controle.
Final do ano chegou Leide me chamou pra viajar com ela pra passar o réveillon na praia em Ilhéus, Deixei tudo certo pra mim ir com ela, mas um dia antes da viagem eu descobri que ela e o marido estavam tramando pra mim, tinha feito só duas reservas no hotel, uma pra eles e outra pra mim e Jilmario. Então eu dei uma desculpa esfarrapada para eles e desistir de ir.
Eu sabia o que Jilmario queria e eu não estava disposta a ceder e ser mais uma. Eu sabia que não iria conseguir resistir se eu ficasse no mesmo quarto que ele, pois o desejo que tinha por ele era grande, e já estava me consumindo, porém minha razão me fez resistir e não ir. Ele já tinha me dito que tinha mudado, mas não quis arriscar.
Passou um tempo e todos os seus amigos ficavam me pedindo pra ficar com ele, da uma chance, mas me fazia de difícil... Arranjei um falso namorado por um tempo... Depois eu acabei conhecendo um outro cara e acabei namorando com ele pra tentar esquecer Jilmario, porém o relacionamento começou a ficar desgastante e sufocante, pois onde eu ia o cara ia atrás, não me dava chance pra respirar, então acabei terminando com o cara, que não aceitou bem o relacionamento, me ameaçou de morte algumas vezes dizendo: "se você não ser minha, não será de mais ninguém".
Não deixei me intimidar, fiz de contas que ele estava ameaçando outra pessoa, depois de uns dias ele foi embora da cidade, e as ameaças começou vir do irmão dele... Conversei com Leide e Gil e eles me deram alguns conselhos, Jilmario começou a me ajudar algumas vezes. começamos a trocar mensagens de textos como amigo.
Depois de três meses que terminei com esse cara, Jilmario me abordou novamente dizendo que não conseguia mais viver sem mim, que me ama e que queria uma chance comigo... Eu fiquei sem saber o que responder.
Ele me pediu pra ir jantar com ele e que não precisava responder naquele momento, poderia responder no jantar. Depois de tanta insistência eu resolvi ceder um pouco e ir jantar com ele afinal, não teria nada a perder.
No jantar ele me contou um pouco da sua vida, que tinha largado a bebida, não estava mais indo pra festa e que agora estava frequentando uma igreja. Ele me informou que tinha duas filhas, mas que morava com as mães. Mas que não foi casado com nenhuma das duas mulheres, que foi só sexo entre elas.
Falou que me amava desde o primeiro dia que me viu, e que mudou a sua vida por minha causa. Ele me chamou pra passear um pouco no jardim com ele e como o tempo estava frio ele me pediu autorização pra me abraça... Eu cedi um pouco...
No meio do jardim ele parou me puxou pra perto dele e me deu um beijo. Oh e que beijo viu, foi um beijo suave, cheio de amor e carinho. Eu não resisti e acabei correspondendo. Nos afastamos por falta de fôlego e ele ficou um pouco em silêncio me olhando, pra ver qual seria minha reação.
Como ele viu que fiquei quieta ele me perguntou novamente se eu queria namorar com ele. Eu fiquei em luta interna com o meu íntimo. E depois eu acabei cedendo e aceitei. Passamos um restante de noite incrível.
Marcamos algumas coisas no decorrer da semana e assim passamos um tempo... Jilmario recebeu uma proposta de emprego pra trabalhar em outra cidade em uma firma e veio conversar comigo, pra saber minha opinião. Eu não vi motivo pra impedir ele de ir, só pedir pra ele me ligar todos os dias e deixar o brinquedinho dele dentro das calças, e avisei que qualquer vestígio de desconfiança eu terminava com ele...
Passamos a semana aproveitando cada momento antes dele viajar. Logo chegou o dia da viagem e eu fiquei meia receiosa pois nunca gostei de relacionamento a distância, mas iria fazer o teste.
As semanas passou rápido ele me ligou todos os dias como prometido. Depois de um tempo o meu ex descobriu que eu estava em outro relacionamento, e pediu ao irmão dele que viesse me ameaçar, pois segundo ele eu o tinha traído com o melhor amigo dele. Eu não sabia mais Jilmario tinha se tornado o melhor amigo do meu ex. antes de começarmos a namorar.
Tive que tomar algumas medidas drástica junto com algumas amigas e o meu ex cunhado ficou com medo que eu pudesse cumprir suas ameaças e denunciasse a polícia, pois eu armei com minhas amigas pra gravar ele me ameaçando, então tinha prova suficiente pra mandar ele pra o lugar onde ele nunca deveria ter saído.
Depois de um tempo comecei receber ligações em meu celular com ameaças de morte minha e das minhas amigas... Meu cunhado era influente na cidade pedir pra ele resolver essa questão pra mim... E em um derteminado dia o cara ligou e eu coloquei o celular no viva voz e meu cunhado se passou por polícia dizendo que a ligação estava sendo monitorada e que não demoraria muito pra chegar até ele.
Desse dia pra cá o cara nunca mais ligou. Jilmario veio passar uns dias na cidade e curtimos bastante.
O tempo foi passando e estavamos cada vez mais apaixonados, resolvemos oficializar nossa união com nosso noivado, que foi um jantar simples só pra a família e algumas pessoas próximas.
Jilmario tinha uma casa pequena, mais com um terreno que dava pra fazer um casarão, então resolvemos reforma a casa... Ele pediu pra mim fazer a planta da casa do jeito que eu quisesse, então eu fiz, não demorou muito e a casa ficou pronta e nós decidimos ir morar juntos, depois de quase dois anos de relacionamento.
Decidimos oficializar nossa união só no cartório, e assim nós nos casamos no dia 28 de fevereiro de 2012 e passamos um tempo em flores e muito amor envolvido.
Mas como nem tudo no relacionamento é flores, começamos a brigar por tudo, qualquer coisa era motivo de briga, ele queria ter certo eu também, ele gritava alto eu gritava mais alto ainda.
Como ele trabalhava fora ainda, começamos a ter desconfianças no relacionamento, pedir o divórcio inúmeras vezes e sempre era assim brigávamos e depois fazíamos as pazes. Nós não tínhamos diálogos.
Ficamos um tempo nessa guerra de amor e ódio, até que um dia eu resolvi dá um basta no meu casamento. Já tínhamos conseguido um advogado e quando estávamos pra assinar resolvemos desistir.
Com o tempo eu aprendi a conviver sem ter que brigar, eu comecei a entender o lado de Jilmario e com alguns conselhos que recebi, resolvi colocar em prática. Quando ele achava que estava certo, eu o ignorava, não debatia pra saber de quem era a razão. Quando ele gritava eu falava tão baixo que ele precisava colocar o ouvido perto da minha boca pra ouvir o que eu estava falando. Enquanto ele reclamava eu cantava.
Ele começou ficar tão irritado por eu não reagi da mesma forma que ele que resolveu mudar a tática. E agora ele me chamar e conversar como duas pessoas civilizadas, colocando o que gostou e o que não gostou em pauta.
Depois de dois anos de casada eu engravidei da minha primeira filha, Foi uma alegria pra toda a família, pois eu era a única filha dos meus pais casada e agora grávida. Jilmario saiu da firma e veio trabalhar aqui na cidade com o irmão dele.
Passei alguns sufocos na gravidez, que quase perdi a criança...a pessoa responsável por meus sufocos foi a filha mais velha do meu marido que resolveu vir morar conosco.
Fizeram a cabeça dela dizendo que o pai tinha trocado ela por mim e agora vinha uma filha pra tomar o lugar dela. Então ela veio destinada a me separa do pai dela.
Então quando o pai demorava de chegar ela dizia que ele estava com a mãe dela. Tirando os atrasos. Eu ficava arrasada e quando ele chegava eu perguntava a ele que história era essa, como aprendemos a dialogar antes de tomar decisões, as coisas não ficava feias.
Foram meses de lutas insistente dentro de casa, a menina começou se envolver com um usuário de drogas e começou a chegar tarde em casa, e fica mais agressiva. Minha mãe com medo de ela fazer alguma coisa comigo antes do pai dela chegar do trabalho resolveu me fazer companhia até meu marido chegar, e as vezes eu ia pra casa de minha mãe.
A menina não fazia nada dentro de casa só comer e dormi. No final da gestação ela resolveu se acalmar um pouco e foi alguns dias de paz, logo minha filha Lorena nasceu e foi paparicada por todos da família inclusive pela irmã.
Depois de dois meses ela voltou a implicar comigo, ela gostava da irmã, mas não ia com minha cara. Chamei meu marido pra conversar e pedir pra ele falar com a filha dele que aqui em casa não era hotel nem lanchonete onde ela comia e dormia só. Falei com ele pra falar com ela pra pelo mesmo lavar os pratos que ela sujava.
Depois de um tempo nossa luta começou a ficar tão feia que partiu pra agressão, ela avançou em cima de mim e eu me defendi, como eu não ficava só em casa com ela, minha amiga que estava nesse dia, pegou minha filha e saiu correndo chamar os vizinhos pra ajudar a separa a brigar.
Foi aí que começou a confusão, ela saiu foi chama a mãe e a gangue pra me matar, eu fiquei com medo de ligar pra minha mãe e meus irmãos vir resolver e acabar acontecendo o pior.
O vizinhos ligaram pra meu marido que veio correndo pra casa, e assim que ele chegou a mãe da filha dele chegou junto, e nós duas começamos a bater boca, ela me ameaçando e eu dizendo que não tinha medo dela.
Quando meu marido terminou a conversa com a mãe, foi conversar com a filha e eu fiquei só observando tudo, eu não tive arranhões, só a cabeça que estava doendo devido ao puxão de cabelo...
Mas como minha unha é grande a filha dele ficou cheia de lapo pelo corpo e no braço... fiquei satisfeita com meu trabalho, minha amiga ficou tentando me acalmar, querendo ligar pra minha mãe e eu não deixei.
Depois de alguns minutos a filha do meu marido saiu com a mãe, meu marido me chamou pra conversar e eu entreguei minha filha a minha amiga e fui... Lá ele me acusou de impulsiva dizendo que a filha dele falou que eu que comecei a brigar.
Como não era a verdade, eu tentei falar mas ele não quis me ouvir então eu disse na lata dele.
" Estavamos bem sua filha vem de lá pra cá, pra fazer o inferno no nosso casamento e você quer dá razão a ela? Tudo bem eu lhe dou uma semana pra você decidir quem você quer na sua casa, a sua filha ou eu e Lorena, e nada mais de uma semana."
Ele tentou me fazer mudar de ideia, mas eu não dei ouvidos, eu fui pra sala peguei Lorena no colo, minha amiga foi embora eu entrei no quarto tranquei a porta e deixei ele do lado de fora...
Ele bateu na porta várias vezes e eu não cedi, ele saiu foi conversar com a vizinha que vem presenciado nossas discussões; eu dei banho em Lorena, coloquei ela pra dormir e fui tomar um banho, debaixo do chuveiro deixei as lágrimas fluir.
Na manhã seguinte, meu marido proibiu a filha dele de chegar perto de mim quando eu estivesse sozinha em casa.
Minha amiga chegou junto com minha mãe que ficou sabendo da situação, e começou a brigar comigo porque eu não liguei pra eles. Eu falei o motivo mas ela não entendeu, chamei ela pra o quarto fiz uma mala pra mim e outra pra Lorena e pedir pra passar uns dias na casa dela pra esfriar a cabeça.
Pois não estava querendo olhar na cara nem do meu marido, nem da filha dele... Elas me ajudaram com a mala e sairmos...
Passei uns dias na casa de minha mãe, segurando meus irmãos pra não fazerem vingança... Jilmario me ligava todos os dias, porém eu não atendia suas ligações. Ele mandava mensagem pra mim dizendo que estava arrependido que era pra mim volta pra casa.
Depois de uns três dias na casa de minha mãe eu voltei pra casa com meu irmão a tira colo. Cheguei em casa minha mãe me ajudou a fazer uma faxina na casa, fiz o almoço e resolvi ir na casa da vizinha conversar um pouco.
Ficamos conversando um tempo bom, depois fui pra casa da minha amiga, onde almocei e fofocamos.
A noite eu fui pra casa meu marido tinha chegado junto com sua filha, eu ignorei os dois e fui pra o quarto, colocar Lorena pra dormir.
Jilmario me chamou pra conversar eu disse a ele que não tínhamos mais nada pra conversar com ele e disse que o tempo dele estava acabando. Ele me pediu pra reconsiderar, eu disse que não teria reconsideração. E pra ele decidir logo pois o tempo dele já estava curto.
Passamos os dias assim, ele saia junto com a filha e ela voltava junto com ele, pra evitar represália por parte da família dela que era da pesada, minha mãe ou um dos meus irmãos vinha fica comigo ou minha amiga.
No dia da verdade meu marido me chamou pra conversar e disse que a filha dele resolveu ir morar com o namorado dela, só que não iria hoje e me pediu mas dois dias... Eu acabei cedendo...
Dois dias depois ela se mudou com o namorado, me pediu perdão, meu marido me pediu algumas coisas minhas doméstica pra da a ela. E eu pra me ver livre dei algumas coisas.
Logo após a saída dela a casa voltou a paz de novo, mas não demorou muito, pois quase todo final de semana os vizinhos dela ligava pra meu marido ir separar a brigar dela com o marido.
Até que um dia eu tive que intervir também, ela estava grávida de nove meses e ele tinha batido nela e ela veio correndo atrás de mim, pra ajudar ela... Eu peguei liguei pra meu cunhado e fomos levar ela pra o hospital e chegando lá o marido dela apareceu e queria levar ela a força pra casa... Juntou eu e meu cunhado e não permitimos, meu cunhado iniciou uma luta, o qual o vagabundo o ameaçou depois e disse pra filha do meu marido que se ela não fosse pra casa que ele iria matar ela.
Ela foi atendida e depois pediu pra ir pra casa do marido, nos tentamos persuadir, mas foi sem sucesso... ela voltou pra casa e foi a mesma cena de sempre... teve o bebê cesariana e apanhou do marido, foi abusada pelo marido ainda no resguardo... depois de um tempo ela abriu o olho e se separou do marido...
Mesmo ela mudando não quis arriscar trazer ela pra minha casa, então meu marido e a mãe dela juntaram e alugaram uma casa pra ela...
Depois de alguns meses eu fiquei grávida do meu segundo filho... foi uma grávidez de risco, onde tive um cisto no ovário e quase meu filho não sobrevivia,... foi um milagre de Deus ele ter sobrevivido.
E assim vivemos nossa vida, o Miquéias nasceu, foi uma bestagem que só do pai e das irmãs, pois era o único irmão.
Minha convivência com a filha do meu marido melhorou bastante, ela casou novamente foi embora da cidade, mas quando vem pra cidade fica de visita na minha casa.
E assim Jilmario e eu tivemos um amor destinado por Deus, que sobreviveu apesar de muitas lutas, obstáculos e dificuldades. Hoje somos cúmplices, amigos, namorados e marido e mulher.
Hoje em 2022 depois de 10 anos de casados a minha história de amor predestinado, ainda sobrevive mais firme do que nunca.
Minha família não é perfeita mas aprendemos a lidar com as dificuldades unidos.
Obrigada a todos o leitores... essa é minha história de amor...
Lili e Jilmario Santos