Querido diário... Se Antonie me ama, minha primeira paixão seria inevitável.
Hoje eu passei por aquela mesma casa das flores, eu sempre pego um desvio, um atalho, porque declarei guerra as rosas, tulipas, girassol, orquídeas e até mesmo dentes de leão.
Isso começou a anos, em meus tempos de colegial, desde que aquele garoto de cabelo incrível e sorriso sedutor, Antonie mudou pra minha sala, eu olhei pra ele mas ele não me viu, e assim deveria ter sido até o fim do semestre, imagino como seria minha vida se eu não tivesse tropeçado a sua frente.
Foi um mau presságio, meu signo me disse naquela manhã que as estrelas cairiam e seria um ótimo dia pra fazer novas amizades, mas que também eu deveria tomar cuidado a possíveis anjos disfarçados.
Amanda e eu estávamos no corredor da escola, havíamos saído da biblioteca com os livros que o professor sugeriu, (embora eu nunca tivesse sido tão dedicada nos estudos). Ele estava vindo e eu fui tropeçar no meu próprio pé, os livros se espalharam e eu podia jurar que minha testa bateu na ponta do sapato dele.
“amiga você caiu que nem uma jaca podre” Amanda me disse enquanto me ajudava a me levantar.
Antonie cavalheiro como ele era juntou meus livros, eu que já estava de pé olhei pra baixo e ele estava pegando meu último livro quando olhou pra cima e nossos olhos se encontraram. Foi como atravessar um mundo paralelo, em um lugar só meu e dele, até mesmo ele esqueceu o que estava fazendo sem tirar os olhos de mim.
Aquele foi meu anjo, aquele olhos me seduziram.
Desde então ele queria fazer trabalhos em grupo comigo, me acompanhava na hora do intervalo e me esperava do lado de fora da sala de informática, de braços cruzados apoiado na parede.
Ele me pediu em namoro algumas semanas depois, desde então flores eram entregues todo fim de semana na minha porta, ele as enviava quando não tinha aula porque ele não podia me ver, sua casa era meio distante da minha.
Como estávamos no fim do ano letivo escolhemos faculdades diferente e a distância interferiu em nosso relacionando, desconfiança, ciúmes e fofocas surgiram, e terminamos.
Alguns anos mais tarde eu estava no elevador do shopping, não sei porque mas eu estava distraída e com pressa e esbarrei em alguém que estava entrando, quando olhei bem meus olhos se arregalaram e meu coração reagiu, contando todas as lembrava românticas do passado, e pulou pra se acelerar fortemente. Ele também se surpreendeu e praticamente bloqueamos a entrada do elevador e as pessoas começaram a reclamar.
Fomos tomar um café e conversamos como duas pessoas normais e aconteceu de trocamos números de celular (agora que meu pai tinha feito o favor de comprar pra mim).
Desde então nosso relacionamento teve continuação, mas ainda tenho saudades do tempo do amor juvenil... no calor das primeiras emoções e toques tímidos, além das flores todo fim de semana e cartas bajuladoras, por isso não passo por aquela floricultura, ela me deixa nostálgica.
Mas não preciso de tais em meu jardim, as tenho plantadas em meu coração com o nome de Antonie em cada uma dessas pétalas.