Prologo
Quando a gente é criança tudo é inocente e puro, não sabemos direito das coisas, somos tolos em alguns assuntos, brincávamos muitas vezes e algumas brincadeiras são guardadas em nossas mentes com muito carinho.
Quando eu tinha 8 anos eu sempre brincava com a filha e o filho dos meus vizinhos da frente, brincávamos de tudo, mas nossa brincadeira preferida era pique-esconde.
Na hora de esconder o filho mais novo do vizinho sempre escondia no mesmo lugar que eu escondia, naquela época ele sempre falava que gostava de mim e que eu era sua namorada, e como eu era tão bobinha, toda vez que ele falava que eu era sua namorada eu ficava com raiva e chutava sua canela, e saia correndo para minha casa, só lembrar eu fico rindo, pois foi melhor época da minha vida se eu soubesse que ser criança é tão bom, queria não ter crescido.
O filho mais novo chamava Tadeu e ele foi o meu primeiro amigo, praticamente conheço ele desde quando estava na barriga da minha mãe, pois minha mãe e a mãe dele faziam pré-natal juntas.
Sou mais nova que o Tadeu só um mês, ele nasceu em julho e eu em agosto. Eu e o Tadeu sempre estudávamos juntos, sempre ele estava na minha casa e eu na dele, eu chamava à mãe dele de tia e ele chamava a minha mãe tia também.
Nossos gostos, ideologias e hobbies sempre foram parecidos. Ele era um irmão que nunca tive, pelo menos isso que eu achava na época de criança, agora sou jovem e sou completamente apaixonada por ele, não queria sentir isso por ele, mas meus sentimentos são mais fortes do que minha razão.
Esse sentimento ficou tão incontrolável que eu me declarei para ele pelo celular quando eu estava doente de gripe e não estava no meu juízo perfeito, isso já vai fazer 4 anos, e ele demorou 1 ano para me dizer que me via como irmãzinha mais nova e que eu era apenas isso.
O que ele me disse me destruiu com toda ilusão que eu tinha criado do meu primeiro relacionamento, mas consegui superar pelo fato que ele não estava morando na cidade na época, mas ano passado ele voltou e o que eu tinha achado que tinha superado voltou com a mesma intensidade, o pior de tudo é que eu ainda gosto muito dele.
Capítulo 1
Finalmente eu estava de férias da faculdade, esse ano de 2019 foi o meu primeiro ano de faculdade.
Esse ano eu completei meus 24 anos de vida, aconteceu tantas coisas boas e triste em apenas um ano.
Meu primeiro período em licenciatura em geografia foi o mais estressante, pois era tudo novo e eu fiz de tudo para me sair bem nele, agora acabei de finalizar o segundo e estou mais tranquila, pois finalmente eu estava de férias, era o que eu pensava, mas tinha alguma coisa que estava me deixando incomodada, e me estressando novamente e o motivo disso era companheira de trabalho de Tadeu que minha mãe titulava ela como a "Fabulosa Gabriela".
Eu odiava isso, pois realmente a Gabriela é muito linda e eu comparada com ela era apenas um dos patos que zoava o patinho feio, ou seja ela é um cisne branco perfeito em todos os requisitos, acho que deixei claro a diferença de nível.
Além dela ter olhos verdes claros, pele clara e cabelos ruivos naturais, ela tinha um currículo invejável que até eu me sentia rebaixada com tanto que ela é qualificada. Ela fez a mesma faculdade que o Tadeu, e trabalha no mesmo lugar, e então pelo menos na profissão eles tem o mesmo gosto comum.
- Oh Daisy! – Minha mãe me gritou tão alto que aposto que o vizinho do lado ouviu. - Vem aqui!
- Já vou! - Comecei a resmungar, sabia que era para me fazer alguma coisa para ela.
Minha mãe está na cozinha pegando algumas frutas que meu pai tinha trazido do trabalho e está colocando na sacola. Ela me entrega sacola.
- Leva para Cláudia e fala para ela que depois mando mais quando seu pai trazer. - Eu olhei ela e fiz uma expressão de recusa.
- Sério isso mãe, tenho que ir mesmo na casa de tia Cláudia?
- Qual o problema? Você não está fazendo nada! - já vinha chantagem. - Tenho que fazer tudo nessa casa! Você está desempregada vivendo das custa minha e do seu pai, pelo menos faça algo com boa vontade!
- Eu já vou mãe. – Nossa como sempre ela pegou pesado com suas palavras. Eu não queria, pois sabia que o Tadeu já tinha já chegado do trabalho nessa hora. – Já que não tem outro jeito!
Fui correndo no meu quarto e ajeitei meus cabelos bagunçados, passei um creme hidratante e depois logo em seguida peguei a sacola e fui para casa de tia Cláudia. Bati no portão, rapidamente alguém veio abrir e é o Tadeu. Ele estava de cabelos molhados, parecia que não fazia muito tempo que ele tinha tomado banho.
- Oi Daisy! - Ele sorriu para mim com um sorriso brincalhão.
- Oi Tadeu, sua mãe está? - Ele me fitou por um momento.
- Penteou os cabelos só para vim aqui. - Ele soltou uma gargalhada e começou como um disco arranhado rir da minha cara.
- Claro que não, eu sempre penteio os meus cabelos. - Fiquei irritada com ele, eu acho que era uma palhaça para ele. - Sua mãe está ou não?
Antes de ele me responder, eu ouvir uma voz familiar que eu detestava mais do que tudo. A Gabriela se aproximou e abraçou o Tadeu por traz.
Eu olhei para ela com olhar mortal, os cabelos delas estava molhado também, mesmo sendo tola eu entendi o que estava acontecendo. Eu fiquei triste e ao mesmo tempo com raiva que estava falando com a mente; que liberdade é essa sua nanica! Ficou doida em, abraçando ele desse jeito!
- Oi Daisy! - Ela olhou para mim descaradamente me fitando com aqueles olhos verdes.
Oi Gabriela! - Deu vontade de falar: Oi megera!
- Entra Daisy, mãe não está foi viajar com meu pai para Arraial do Cabo. - Gabriela soltou ele é deu passagem para eu entrar na casa.
- Minha mãe pediu para entregar essas frutas para ela. - Eu entreguei e já ia me virando para ir para casa, mas foi interrompida quando sentir o Tadeu segurando meu braço, mas estava tão frustrada com tudo que tinha acabado ver que não conseguia ficar mais um minuto lá.
- Não vai entrar não? - Ele me olhou confuso.
- Daisy entra! - Disse Gabriela como se importasse comigo, mas sei que ela quer que eu fique mais distante do Tadeu.
- Tenho que arrumar minhas malas, meus pais vão passar o réveillon em Moc, e eu vou junto.
- Sério que você vai com eles? - Ele me pergunta meio desconfiado, pois ele sabia que eu não gostava de viajar com meus pais para moc.
- Sim, eu vou com eles. – Eu olhei para ele decepcionada, pois o que temia tinha acontecido, o Tadeu e a Gabriela estava juntos num relacionamento. – Eu desejo feliz ano novo adiantado!
- Eu desejo o mesmo! – Ele falou meio confuso.
Eu senti aquela pontada de tristeza no meu coração pelo simples fato que estava sentindo que eu estava perdendo algo que nem chegou a ser meu, atravessei a rua e já estava próxima perto do portão quando sentir alguém agarrar meu braço, eu me virei rapidamente e vi que é o Tadeu, me olhando com aqueles olhos negros, seu olhar é penetrante que eu perdi toda a direção. Ele seguro meus dois braços por tempo, onde sua mão está me tocando esta quente.
– Daisy! – Sua voz é preocupada. – Não aconteceu nada entre eu e a Gabriela! – Nesse momento eu perdi todo rumo da conversa, pera eu não estou acreditando que ele está aqui para se explicar. – Ela estava próxima a piscina e pela falta de descuido ela caiu e fui tentar ajudar e ela me puxou e foi isso que acabei com os cabelos molhados. – Eu fiquei sem reação, não estou entendendo nada. – Pela sua expressão você não acreditou no que acabei de falar!
– Me desculpe, fiquei perdida nos meus pensamentos! – Ele ficou confuso e depois que ele viu minha expressão confusa também ele começou a rir de mim. – O que foi? – Ele começou a rir ainda mais. – Para Tadeu, o que tem tanta graça? – Ele riu mais um pouco e depois parou limpando suas lágrimas de riso. – Você deve achar que sou uma palhaça!
– Não, você não é uma palhaça e sim uma boba! – Eu começo ficar irritada com ele, eu tiro suas mãos onde ele estáva segurando.
– Não tem graça!
– Pior que tem! – Ele começa rir novamente e eu não estou entendendo mais nada. – Sabe o por que estou rindo?
– Se eu soubesse não estaria com raiva aqui!
- Eu comecei rir de você, pois você não esperava que eu iria explicar sobre o que aconteceu entre eu e Gabriela. Daisy, sua expressões são tão previsíveis que se eu não explicasse o que aconteceu, penso que você criaria mil paranoias, coisas que nunca existirão! – Ele faz um sorriso descontraído.
– Claro que não, nem pensei nada! – Faço uma expressão de desentendida, mas na minha mente eu fico agradecida que ele veio me explicar o ocorrido. – Tadeu, acho melhor você voltar para sua visita! – Ele me olha e depois arqueia uma sobrancelha.
– Oh quem disse que a visita é minha prioridade! Primeiro vem a família e depois o de fora! – Eu deveria fica alegre com a resposta, mais uma vez ele deixou claro que eu era sua irmã e nada mais que isso.
– Obrigada, me sinto honrada! Tadeu, eu preciso ir, ainda tenho que ajeitar as coisas para viagem.
– Tudo bem! Vai lá! – Eu me viro e abro portão enquanto o Tadeu volta para a Gabriela.
…
Hoje estou tão cansado, meu trabalho hoje foi puxado, porém só de saber que vou fica 5 dias de folga especial me deixa mais alegre.
Aonde eu trabalho geralmente recebermos folgas especiais no final do ano, então amanhã vou poder aproveitar o réveillon muito, mas infelizmente estou sozinho, meus pais fizeram uma viagem e minha irmã mais velha vai passar seu réveillon com seu marido.
Parece que vou ter que passar sozinho igual quando tive morar sozinho por causa dos estudos.
Por ter 24 anos eu deveria ser uma pessoa que gosta de sair e curtir com os amigos, mas na verdade eu sou uma pessoa muito quieta, não gosto muito de sair.
Na verdade eu gosto de passar maioria do meu tempo com minha família, agora estou aqui olhando pelo buraco do muro se a Daisy realmente vai para Moc.
Não sei por que, mas queria pelo menos ter a companhia dela. Ela não gosta de viajar com os pais dela. Então eu estou esperando muito que ela fica e não vai.
Eu fico observando quando eu vejo o carro dos meus tios sair da garagem de repente vejo a Daisy despedindo de seus pais, eu fico tão alegre igual garoto quando vejo que tia está repassando as últimas regras e preocupações.
Eles entram no carro e eu aproveito e abro o portão e pego a Daisy de surpresa.
– Eu sabia! – Ela me olha assustada na minha direção. – Eu sabia que você não iria para Moc. – Eu vou correndo em sua direção, a expressão dela é frustada. – Que feio mentindo para mim!
– Oshi! Quando mentir para você? – Ela me fita por instante.
– Quando você disse que iria para Moc junto com seus pais! – Eu falo todo empolgado. Ela coloca mão na minha boca.
– Você é doído, você quer que todos ficam sabendo que estou sozinha! – Sua expressão irritada.
– E quem disse que você está sozinha! – Faço uma careta para ela. – Eu estou aqui junto com você! – Eu pego a sua mão e puxo ela para dentro. – Espera um tempinho aqui, só vou trancar o portão lá de casa. – Eu vejo que ela ficou surpresa.
Vou correndo para minha casa e pego um saco preto que deixei ao lado do portão, dou uma última olhada na minha casa e depois saio e tranco o portão vou ao encontro de Daisy. Estou tão empolgado que entro numa rapidez dentro da casa dela. Depois que ela tranca tudo, ela vem na minha direção, eu já estou tirando as coisas do saco preto.
– Tadeu, o que é tudo isso? – Sua expressão é de zangada. – Isso aqui é Skol Beats, e vou fazer altos drinks! Também tem vodka, leite condensado, morangos, uvas verdes e meu famoso kit de fazer drinks! – Falei todo empolgado.
– Oshi! Eu pensei que você não é de beber bebida alcoólicas!
– Pensou errado, eu bebo, mas não qualquer pessoa! – Ela me olha confusa.
– Você sabe que eu não sou de beber, né? – Eu coloco minha mão em seu braço direito.
– Tudo tem a primeira vez! – Eu falo deixo ela ainda mais confusa, agora vamos pedir uns petiscos no Espetinho do Ceará, estou morrendo de fome! – Vou para cozinha e ela me acompanha
– Você sabe que o réveillon é amanhã, ne? – Eu acho que ela ainda não entendeu que eu quero me divertir hoje.
– Eu sei, mas não vejo problema de começar se divertir antes! – Eu olho para ela e faço biquinho. – Vamos aproveitar nosso primeira festinha sem o nossos pais! Só vamos aproveitar nosso momento de liberdade, ok!
– Ta ok!
Depois de um tempo estamos assistindo Naruto vs Pain, eu e a Daisy somos muito fãs do anime de Naruto, mesmo que já tivemos assistido mais de mil vezes, pra gente não perdia a mesma empolgação de quando assistimos pela primeira vez.
Eu e ela estamos encima de um colchão que colocamos no chão da sala para ficamos confortável pra assistir o anime. Depois de um tempo vejo que ela bebeu demais e eu também. Porém não fiquei bêbado.
– Tadeuuu! Ela falta grita meu nome, eu viro para ela e encaro por um tempo.
– Oi!
– Vocêee... – Ela para no tempo e começa soluçar, depois continua. – Você, achaa que souu feiaaa??
– Começo rir dela, ela bêbada é totalmente outra pessoa. – Paraaa de rir de mim e mee responder!
– Não, você não é feia! – Eu olho no seus olhos. – Você é muito bonita, Daisy! Você é como linda flor de Margarida! – Ela fica me olhando por um tempo, depois ela me empurra meu ombro.
– Seu mentiroso! Eu sei que esta mentindo, quem acharia bonita... – Ela me empurra meu ombro novamente. – Vocêe me rejeitouu! Eu nãoo gosto disso! – Ela me empurra novamente, mas seguro sua mão e empurro ela para trás fazendo ela cair deitada no chão, eu fico por cima dela, eu vejo sua expressão surpresa, eu olho dentro do seus olhos castanhos escuros por um tempo. Eu toco no seu rosto, fico olhando para seus lábios carnudos por um tempo.
– Você, deveria tomar mais cuidado Daisy! Você ficou bêbada quando está sozinha com homem em casa! – Ela me olha assustada e depois tenta me empurra.
– Não estou entendo Tadeu! Me deixa levantar! – Ela me olha para mim por um tempo. – Você está brincando, eu sou sua amiga, sua irmãzinha!
– A verdade que eu tenho apenas uma irmã e no caso não é você! – Ela fica agitada.
– Para de brincadeira, Tadeu não tem graça!
– Você disse que gostava de mim, que não me via como seu amigo! – Eu vou me aproximando meus lábios no dela e antes de encostar eu paro. – Eu iria te beija, mas não posso por que você é minha amiga! – Eu saio de cima dela e ai nesse momento ela levanta e me empurra para trás. Ela fica por cima de mim.
– Se você não tem coragem, eu tenho! – Ela pressiona seus lábios aos meus sem mexer, quando ela para e olha para mim, vejo que ela percebeu o que tinha feito, ela saí de cima de mim.
– Meu Deus! O que eu fiz! – Ela coloca a mão no seu rosto. – Tadeu, me desculpa!
– Pelo o que? – Ela me olha atordoada.
– Eu beijei você! Eu não sei... – Eu começo rir e ela fica sem entender. – O que tem tanta graça!
– Você falar que aquilo é um beijo! – Ela fica irritada.
– Claro que foi, então se aquilo não é o beijo é o que?
– Deixa eu te responder essa sua pergunta! – Eu me aproximo dela até ponto que nossos lábios se tocarem, eu começo beija ela bem devagarinho, ela acostumar com o beijo. Depois que percebo que ela está entrando no clima, eu começo intensifica o beijo, agora uma mão minha está na sua nuca e outra envolta de sua cintura. Eu fico olhando por um tempo e vejo ela está gostando. Ai eu começo a intensificar ainda mais o beijo. Ela esta sincronizada comigo. Eu paro quando percebo que ela está ficando sem fôlego....