Me chamo Gabriela, tenho 20 anos e moro em São Bernardo do Campo.
Meus pais Mariana e Luciano são donos de um restaurante de bairro, lá eu trabalho como garçonete para ajudar os meus pais.
Mais na verdade mesmo o meu sonho sempre foi ser modelo, embora ninguém acreditasse nisso.
Hoje era mais um dia de serviço no qual eu já estava farta, eu já tinha terminado os meus estudos mais o fato dos meus pais precisarem sempre de mim eu nunca pude me dedicar a nada relacionado ao meu sonho.
— Pai: Gabi, chegou cliente.
— Gabriela: Já estou indo pai. — Eu disse revirando os olhos.
Peguei os pratos, talheres e sai em direção ao salão.
— Cliente: Boa tarde ,qual as opções de hoje?
— Gabriela: Bom dia, hoje temos Dobradinha, bife com fritas, picadinho e filé de frango.
— Cliente: Só essas opções? — Ele perguntou e eu confirmei com a cabeça.
— Cliente: Então não vou querer nada, obrigada. — Revirei os olhos e fui para a minha cozinha.
Foi mais um dia intenso de serviço, além de atender lá fora, eu ainda precisava ajudar a minha mãe com a louça.
Além de nós duas, tinha a minha irmã Selena, que era responsável pelas marmitas das empresas.
Eu ganhava pouco no restaurante, mais tudo o que eu ganho eu guardo.
Há alguns dias estou de olho numa agência de modelos na Turquia chamada Kapoor, mais convencer os meus pais vai ser impossível.
Peguei o whatsapp da agência e mandei uma mensagem, quem falou comigo foi a Taline e eu disse a dificuldade de convencer os meus pais, ela me pediu algumas fotos minhas e me tranquilizou dizendo que se eu fosse aprovada depois das fotos ela mandava um agente aqui em casa para conversar com os meus pais.
Enviei as fotos e dois dias depois ela me respondeu que eu tinha sido aprovada, a parte mais difícil viria agora.
Depois de mais um dia de trabalho, eu chamei os meus pais para conversar.
— Gabriela: Eu queria muito que vocês me apoiassem.
— Mãe: Lá vem ela com o papo de ser modelo mais uma vez.
— Gabriela: Mãe, me escuta por favor.
— Pai: Fala Gabriela.
— Gabriela: Eu achei uma agência na Turquia, eu passei nos testes das fotos e vou ir pra lá pra tentar uma vida melhor.
— Mãe: De jeito nenhum, você não sai dessa casa.
— Gabriela: Eu não sou nenhuma criança.
— Pai: Você não consegue se manter fora daqui.
— Mãe: Estamos falando de outro país Gabriela, daqui você não sai e assunto encerrado. — Ela disse e se levantou da mesa.
— Gabriela: Eu vou ir, vocês gostando ou não. — Eu encerrei o assunto entrando no meu quarto e batendo a porta.
DOM NARRANDO.
Desde quando eu era apenas um ragazzo, eu sabia que iria ter que assumir a Diavolo.
Toda a minha adolescência foi regada de muita bebida, charuto e ragazza.. muita ragazza boa!
Moramos em Florença, eu, mamma Laura, papá Mário e meu fratello Vicenzo.
Há alguns dias, papá tinha me chamado ao escritório para dizer que em breve iríamos para a Turquia, escolher uma esposa para mim.
O bom da máfia é que eles nos dá a liberdade de escolher mulher de qualquer lugar do mundo, com a única exigência, ela precisa ser vrgen.
Aqui em Florença eu tinha a Juliana, ela era minha "buta" particular, mais ninguém sabia disso até porque ela também frequentava as festas da Máfia e da alta sociedade, mais ela não era louca de se aproximar de mim em hipótese alguma.
E depois do meu casamento, eu teria que abandonar a Juliana, pois traição não era permitido na Diavolo.
Um dos princípios da máfia italiana, é nunca trair a esposa, pois se você é capaz de trair quem confia em fechar os olhos e dormir ao seu lado, você não é digno de confiança de ninguém!
Embora eu já mandasse em quase tudo, mesmo na presença do meu papá, a última palavra sempre é a minha.
Sou eu quem decido sobre o tráfico de drgs e sobre o contrabando de arms.
Nós ragazzos da Diavolo, crescemos ouvindo que nossas esposas tem que ser submissa a nós, tem que fazer tudo o que nós mandamos.
Após a festa, eu e a minha esposa precisamos consumir o casamento, ela precisa sngrar sobre o lençol branco e no outro dia mamma recolhe o lençol para o papá apresentar para o conselho da Diavolo.
A noite chegou e eu fui direto para a casa que Juliana morava
— Juliana: Eu já estava com saudade meu amore. — Ela disse pulando no meu colo.
— Dom: Vim porque precisamos conversar.
— Juliana: O que aconteceu?
— Dom: Vou parar de vê-la, irem me casar em breve.
— Juliana: Seu maledetto, você jurou que iríamos ficar juntos.
— Dom: Foi apenas uma promessa na cama, não leve a sério.
— Juliana: Todos esses anos fui somente sua e agora como irei me virar sozinha? — Ela perguntou nervosa enquanto eu colocava meu whisky no copo.
— Dom: Eu continuo sustentando essa casa.
— Juliana: Saia já daqui. — Ela gritou jogando as coisas no chão.
— Dom: Você se esqueceu quem é que manda em tudo aqui. — Eu disse pegando ela pelo cabelo.
— Dom: Agora anda, vá tomar um banho e ficar cheirosa para mim.
GABRIELA NARRANDO.
Estou sentada na cadeira do aeroporto, indo rumo ao meu sonho.
Passaram se dois meses, o Richard agente responsável por mim e as outras meninas teve que ir diversas vezes na minha casa para tentar convencer os meus pais, levou folhetos, mostrou vídeos e nada.
Eu literalmente tive que vim contra a vontade deles, eu queria muito o apoio deles, mais não foi possível então eu bati de frente com eles e vim sem eles deixar mesmo.
Eu tenho certeza que vai dar tudo certo, o Richard disse que algumas empresas de telemarketing dão estágio de meio período para as meninas conseguirem pagar aluguel e tudo mais.
De início iremos ficar na pousada da agência durante 6 meses até os nossos trabalhos como modelo render dinheiro para pagarmos o nosso próprio aluguel.
A voz anunciou o voô para Istambul, levantei e respirei fundo.
Sentei na poltrona do avião, passei o cinto e olhei para a janela.
— Gabriela: Agora é a hora de viver algo novo Gabi. — Eu falei para mim mesmo.
O avião decolou e demorou um pouco mais de 13 horas para pousar, assim que descemos do avião a Taline estava esperando pela gente, estavamos em torno de umas 8 meninas mais o Richard.
Entramos numa mini van e eu sentei ao lado da Taline, eu estava tão feliz por estar realizando o meu sonho, comecei a procurar o meu celular dentro da bolsa para avisar os meus pais.
— Taline: O que está procurando?
— Gabriela: Meu celular, quero avisar os meus pais que cheguei.
— Taline: Espera você se acomodar primeiro, depois você liga. — Ela disse sorrindo.
— Gabriela: Tem razão.
A vista dessa cidade era muito linda, era totalmente diferente do Brasil.
— Taline: Estão todas com fome? — Ela perguntou e todas confirmamos.
— Taline: Ótimo vamos parar pra comer. — Ela falou e poucos minutos depois a Van parou e o Richard abriu a porta, nós descemos e entramos por uma porta grande vidro brilhosa.
Quando todas entramos, tinha várias meninas sentadas no chão e a porta atrás da gente se fechou.
— Gabriela: Que lugar é esse? — Eu perguntei achando o lugar estranho.
— Taline: O que você acha que é? — Ela disse rindo.
— Richard: Um brdel, é óbvio. — Ele disse e olhou para a Taline rindo.
— Rafaela: A gente vai comer aqui?
— Taline: Não loira, vocês vão trabalhar aqui.
Todas as meninas se desesperaram e algumas até tentaram correr mais tinha alguns seguranças na porta.
— Gabriela: Você enganou todas nós, você entrou dentro das nossas casas e falou com as nossas familias.
— Lua: Você trouxe a gente para ser rapariga?
— Taline: Se acalmem, aqui vocês vão ganhar bastante dinheiro do jeito que vocês queriam.
— Lua: Você só pode estar ficando louca, eu vou te matar. — A lua gritou tentando ir para cima da Taline mais os seguranças não deixaram.
— Gabriela: Richard para com isso, entrega as nossas bolsas e devolve os nossos passaportes.
— Richard: Claro, querem alguns doláres emprestado também?
Antes que eu conseguisse responder, uma mulher morena muito elegante entrou no salão que estavámos.
— Boa tarde a todas, meu nome é Morena e sou a dona daqui, sou uma mulher de poucas palavras, amanhã a noite teremos um leilão onde vocês serão leiloadas e as que ficarem aqui ficarão como dançarinas.
— Gabriela: Você não pode fazer isso, não somos uma mercadoria.
— Morena: Qualquer gracinha de qualquer uma aqui, terá severos castigos, podem levar elas.
Vinheram alguns seguranças e nos empurraram com brutalidade para um quarto que mais parecia uma cela de tanta grade.
Me senti um lixo, sentei no chão chorando e me perguntando o porque não escutei os meus pais, porque não me importei com os conselhos dele e agora estou aqui, prestes a vender o meu destino.
DOM NARRANDO.
Viajamos de carro até Roma e de lá pegamos um avião direto para Istambul, até lá é aproximadamente 6:00 horas de viagem.
Descemos em Istambul era de madrugada, nosso motorista nós levou direto para um hotel de luxo.
Cheguei na minha suíte, fui na varanda e respirei fundo.
— Dom: Até o cheiro daqui é diferente. — Falei pra mim mesmo.
Tirei minha roupa, entrei em baixo do chuveiro tomando um banho gelado, sai do banho e me enxuguei,andando pela suíte, me sentei na varanda mais uma vez e acendi o meu charuto, o fato de eu estar aqui pra arrumar uma esposa não me assusta, o que me assusta é o meu distúrbio chamado Satríase que pra quem não sabe é um distúrbio psicológico que provoca um desejo descontrolado.
A minha necessidade de dormir com alguém o tempo todo me domina, e agora sem a Juliana isso me assusta.
A Juliana é uma mulher experiente e agora terei uma mulher pura, que não sabe de praticamente nada enquanto eu gosto de um amor violento, bruto.
Meus pensamentos foram longe, acordei de manhã, fiz minhas higienes,tomei o meu banho e desci para tomar café no salão do hotel.
Papá já estava lá, ele sempre foi um ótimo pai, mais sempre muito rígido com mamma, por muitas vezes Vicenzo e eu escutávamos os gritos dela por ela não aceitar ser submissa á ele.
Nós crescemos com esse pensamento, a mulher tem que submissa a nós homens, tem que fazer o que mandamos, minha esposa que não ouse me desobedecer, pois se isso acontecer eu irei educa-lá direitinho.
A noite chegou, coloquei meu smoking preto e minha mascara porque lá nós escondemos a nossa identidade.
A limosine parou na frente do Hotel e nós entramos, o caminho até o leilão durava em torno de 25 minutos.
Chegamos, entregamos o convite e entramos para dentro do salão, o palco estava iluminado e as meses com pouca luz.
Nos sentamos no meio com uma visão perfeita sobre o palco, aos poucos o local foi enchendo e o evento começou, o correto era minha esposa ser filha de um aliado da Davolo, mais todas as herdeiras era moças demais para se casar e eu preciso assumir o cargo urgentemente.
As luzes abaixaram um pouco e uma senhora com um vestido elegante entrou no palco.
— Boa noite Senhores, meu nome é Morena e agora iremos começar o leilão da noite.
DOM NARRANDO.
— Morena: Iniciando a nossa noite, começamos com Melissa, uma moça de 21 anos, carioca, loira dos olhos verdes. Lance inicial 50 mil dólares.
— 55 mil dólares. — Alguém gritou no fundo do salão.
— Morena: Alguém da mais? — Ela perguntou e ninguém respondeu.
— Morena: Vendida para o cavalheiro da mesa 9.
— Morena: Nossa próxima moça é a Lua, 23 anos, ruiva dos olhos cor de mel, bahiana. Lance inicial 80 mil dólares.
— 82 mil dólares. — O homem na mesa do lado gritou.
— Papá: Nenhuma dessas te chamou a atenção? — Ele perguntou e eu neguei com a cabeça tomando mais um gole do meu whisky.
A noite foi passando e muitas meninas foram apresentadas, nenhuma me chamou a atenção o suficiente para eu querer comprar, desabotoei o botão do meu smoking e encostei na cadeira frustrado.
Essas meninas não estavam aqui porque elas queriam, elas estavam obrigada.
Em Istambul o tráfico de mulheres era forte.
Eu já estava quase desistindo, a cara do meu pai de insatisfação comigo era tremenda.
Quando eu ia levantar a luz do palco aumentou e começou a tocar uma música romântica clichê.
— Morena: Agora iremos apresentar o nosso Diamante da noite. — Ela falou e todos os homens se arrumaram na cadeira como se estivessem esperando por esse momento.
— Morena: Gabriela, Paulista, 20 anos, 65 kg, 1.63 cm, pele branca, cabelos pretos azulados e os olhos azuis.
O lance inicial dela é de 150 mil dólares. — Ela falou e em seguida todos os homens da plateia começaram a falar.
— 170 mil dólares. — O primeiro homem gritou.
— 200 mil dólares. — O segundo homem gritou.
— 275 mil dólares — O terceiro homem gritou.
O olhar de Gabriela era como se fosse um pedido de socorro, ela estava vestida num vestido vermelho longo que definia bem o seu corpo … e que corpo, não vou negar ela é bonita!
O Lance pela Gabriela chegou em 750 mil dólares.
Então levantei a minha plaquinha e gritei.
— Dom: 1 milhão de dólares. — Quando terminei de falar todos os me olharam inclusive papá.
— Morena: Mais alguém pra cobrir a oferta do Cavalheiro? — Tudo ficou em silêncio.
— Morena: Dou-lhe uma, dou-lhe duas.
— 150 milhões de dólares — O homem do meu lado gritou olhando no fundo dos meus olhos.
— Morena: Alguém da mais?
— Dom: 250 milhões de dólares. — Eu gritei e todos começaram a negar com cabeça.
— Papá: Você só pode estar ficando louco.
— Morena: Alguém da mais?
— Morena: Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três. Arrematada para o cavalheiro da mesa 05!
— Papá: Que coisa você fez, olha o preço que você pagou nessa ragazza.
— Dom: Eu quero a melhor.
Fomos direcionados a sala de compradores e lá efetuamos o pagamento, o Carlo nosso motorista enquanto eu fazia o pagamento levou a Gabriela para o hotel e a deixou em um quarto reservado, eu pedi que ficasse dois seguranças na porta para que não houvesse perigo.
No outro dia pela manhã entrei no quarto e a Gabriela estava deitada na cama.
— Dom: Se arrume, em 1 hora estaremos voando para a Itália. — Eu disse jogando algumas sacolas de roupa que o Carlo tinha comprado.
— Gabriela: Não vou a lugar nenhum.
— Dom: Vou te dar duas opções, você pode ir andando com as suas próprias pernas.
— Gabriela: E a outra?
— Dom: Você vai arrastada, volto daqui 50 minutos — Eu disse e sai batendo porta.
Em menos de 45 minutos meu celular vibrou e era o Carlo avisando que estava dentro do carro com ela e o Papá.
Entrei no elevador e fui direto para o carro, todos no carro estava em silêncio.
Paramos na pista de voô e a ragazza começou a se recusar entrar no avião
Eu já estava perdendo da minha paciência com essa menina.
— Dom: Olha aqui, se não fosse por mim você provavelmente ia acabar em algum puteiro em qualquer canto do mundo, então cala essa maledetta boca e entra nesse avião. — Eu gritei com ela e em seguida ela guspiu na minha cara.
Eu respirei fundo e peguei o lenço no bolso do meu paletó.
— Dom: Carlo, amarra ela.
— Gabriela: Como assim me amarrar?
— Dom: Você vai ficar amarrada até se comportar como uma mulher descente.
Eu desci do carro escutando os gritos dela, subi as escadas e fui para a minha poltrona no fundo do jatinho particular.
O Carlo sentou ela lá na frente, passou o cinto nela e se sentou ao lado dela.
Foi um voô tranquilo, consegui escutar algumas vezes o choro da ragazza, mais ela foi sem fazer escândalo.
O jatinho pousou em Roma e o Carlo a soltou, papá foi em um carro com o motorista dele, a ragazza e eu fomos com o Carlo.
Durante a volta para Florença ela acabou adormecendo dentro do carro e eu fiquei só olhando os detalhes dela.
Eu não sei o que me chamou a atenção nela..
Paramos em frente a nossa casa e a mamma já estava nos esperando, descemos do carro e subimos a escada.
— Mamma: Lorenzo meu ragazzo, que bom que voltaram cedo. — Ela disse.
— Dom: Mamma, essa é a Gabriela. — Eu disse e a mamma olhou com reprovação para ela.
— Mamma: Não tinha uma melhor? Mais alta e loira ?
— Gabriela: É um desprazer conhecer a senhora também. — Ela respondeu antes mesmo que eu pudesse falar.
— Mamma: Você me respeita, você está dentro da minha casa.
— Gabriela: Não por vontade minha.
— Dom: Já chega, Carlo leve a Gabriela para o quarto dela imediatamente.
— Papá: Você sempre insatisfeita com tudo Laura.
— Mamma: Lorenzo, filho escolhe direito porque você vai passar o resto de sua vida ao lado dessa mulher.
— Dom: Mãe vai ser ela, eu quero apenas um casamento de fachada, minha intenção é me dedicar para a máfia.
— Mamma: Essa ragazza, não é a esposa certa para você.
GABRIELA NARRANDO.
Eu não posso acreditar que isso está acontecendo. Estou sentada no chão do quarto me perguntando o porque que isso aconteceu.
Eles deixaram a gente a noite toda trancada sem comida e sem tomar banho.
No outro dia quando amanheceu a Taline entrou no quarto junto com a tal da Morena.
— Morena: Bom dia queridas. — Ela disse com ar de falsa.
— Lua: Dsgrçada.
— Morena: Bom dia pra você também meu amor.
— Taline: Bora levanta, vocês irão passar pelo médico e depois irão se arrumar.
— Gabriela: Pra que médico?
— Taline: Precisamos saber se vocês são saudáveis e se são virgens.
— Lua: Virgens?
— Morena: Exatamente, hoje a noite vocês irão a leilão e eu preciso garantir a minha mercadoria. — Ela disse andando entre a gente.
— Gabriela: Isso só pode ser uma brincadeira, vocês não são loucas a esse ponto.
— Morena: Louca? Não... é você meu amorrinho, vai ser o meu diamante da noite.
— Gabriela: Eu vou fazer vocês apodrecem na cadeia, escuta bem isso.
HORA DO LEILÃO.
Já tinha anoitecido, o segurança vinha buscar uma por uma, todas foram chorando.
— Segurança: Só falta você gracinha, vem. — Ele disse.
— Gabriela: Não vou. — Eu respondi com raiva e ele me pegou pelo braço.
— Segurança: Pede a Deus para você ser leiloada, porque se você não for e vinher pro Brdel, eu vou ser o primeiro a f0der com você. — Ele disse perto do meu ouvido e eu gospi na cara dele.
— Segurança: Sua maldita.
Ele sabia que não podia me bater, minha aparência tinha que estar totalmente perfeita.
As luzes do palco estava forte, estava todo mundo de mascara, quando a Morena anunciou o meu valor, ninguém fez cara de surpresa, o que me deixou assustada.
Minha mente está confusa, não sei se peço para ser leiloada e fico refém do meu destino ou se fico aqui para ser um rapariga.
— 250 milhões de dolares. — Um homem gritou.
— Gabriela: Meu Deus, me ajuda! — Eu falei baixinho para mim mesmo.
Depois disso, tudo aconteceu muito rápido....
Pelo o que entendi depois que cheguei em Florença é que aqui vou ser uma esposa de fachada, a cobra da mãe do meu futuro marido não gostou de mim, e posso afirmar para vocês eu também não gostei nadinha dela!
Na primeira oportunidade que eu tiver, irei sumir desse lugar.
O Carlo me levou até um quarto, a casa era enorme, muito luxuosa, pelo valor que ele pagou em mim, não era para menos.
— Carlo: Até o casamento, aqui será o seu quarto ragazza.
— Gabriela: Obrigada, até agora você foi a única pessoal gentil comigo.
— Carlo: O senhor Dom é um bom menino, você vai ver.
— Gabriela: Não quero ver, eu só quero voltar para a minha casa. — Eu disse e ele abaixou a cabeça saindo do quarto.
O que será de mim agora, meus pais devem estar preocupados sem notícia minha, porque eu não ouvi a minha mãe.
Alguém bateu na porta e eu abri, era o tal do Dom que ouvi o Carlo falando.
— Dom: Precisamos conversar. — Ele disse entrando e fechando a porta do quarto.
— Gabriela: Sobre o que ?
— Dom: Sobre o porque você está aqui.
— Gabriela: Estou aqui a força.
— Dom: Eu posso te dar a sua liberdade.
— Gabriela: É mesmo DOM? — Eu disse debochando.
— Dom: Está disposta a fazer um acordo?
— Gabriela: Pode falar, estou te ouvindo...
DOM NARRANDO.
Depois que cheguei em casa, o Carlo subiu a Gabriela pro quarto dela e eu fui pro meu, eu precisava pensar.
Ela é linda, mais não se encaixava em mim e eu só preciso de um casamento falso.
Pensei em uma coisa que irá me deixar livre e irá deixar ela livre, até porque ela é muito nova tem a vida inteira para viver.
Parei na porta do quatro, bati na porta e ela abriu.
— Dom: Precisamos conversar. — Eu disse entrando no quarto e fechando a porta.
— Gabriela: Sobre o que ?
— Dom: Sobre o porque você está aqui.
— Gabriela: Estou aqui a força.
— Dom: Eu posso te dar a sua liberdade.
— Gabriela: É mesmo DOM? — Ela disse debochando de mim.
— Dom: Está disposta a fazer um acordo?
— Gabriela: Pode falar, estou te ouvindo.. — Ela disse sentando na cama cruzando os braços e olhando para mim.
— Dom: Não vai ser fácil, nem para mim e nem para você.
— Gabriela: Como assim?
— Dom: Eu preciso me casar e consumar o meu casamento.
— Gabriela: Consumar o seu casamento?
— Dom: Tirar a sua primeira.
— Gabriela: Você só pode estar ficando louco da cabeça, serio. — Ela disse levantando nervosa.
— Dom: Em troca disso você pode voltar para a sua casa.
— Gabriela: Como?
— Dom: A gente finge sua morte e você vai embora.
— Gabriela: Você pagou aquela fortuna em mim, para me deixar ir embora depois?
— Dom: Aquele dinheiro não me fará falta.
— Gabriela: Como vou saber que posso confiar em você?
— Dom: A minha palavra basta.
— Gabriela: Não sei.
— Dom: Eu estou tentando te dar uma opção, caso contrário você fica aqui forçada tendo que viver uma vida ruim ao meu lado;
— Gabriela: Eu preciso pensar.
— Dom: Irá chegar umas coisas para você hoje aqui, a noite fica pronta você irá conhecer a minha família. — Eu disse e ela ficou de costas para mim sem responder.
Eu sai do quarto e desci para a sala pra encontrar com o meu pai.
— Dom: Que ragazza dífcil. — Eu falei para mim mesmo.
— Papá: O dinheiro que você pagou por essa ragazza, ela precisa te gerar um casamento muito abençoado
— Dom: Não se preocupe Papá, irá gerar.
— Mamma: Esta tudo pronto para o baile de hoje a noite. — Ela disse rude.
— Dom: O que foi mamma, que está com essa cara ruim?
— Mamma: Essa ragazza filho, não é para você.
— Papá: Para de ser negativa, a menina é bonita, educada, vai ser uma boa esposa.
— Mamma: Educada?
— Dom: O meu casamento não é problema aqui, a Gabriela irá ficar no lugar dela e você fica no seu mamma. — Eu disse e ela saiu nervosa da sala.
— Dom: Todos da Diavolo vem ?
— Papá: Sim, o seu casamento está sendo aguardado pela máfia inteira.
— Dom: Menos por mim.
Fui para o escritório, acendi o meu charuto e comecei a pensar na Juliana, ficar longe dela vai ser uma tortura pra mim, por mais que ela não seja a mulher pra ser a minha esposa, a nossa conexão é forte.
Nunca precisei tomar remédio pra tratar a minha doença, porque sempre tive a Juliana para me satisfazer e agora irei ter que procurar um médico para cuida disso ou irei enlouquecer.
A Gabriela precisa aceitar esse acordo, porque mesmo eu sendo viúvo eu ainda posso comandar a Máfia, e ela pode seguir a vida dela, voltar pra casa ou pra qualquer outro lugar que ela queira.