Dentre um momento delicado, onde ela passava por uma consecutiva rejeição do primeiro amor de sua vida, um alento apareceu. Ela era sonhadora, havia se apaixonado por um sorriso, pelo olhar e a voz cujo o som lembrava o cheiro de grama pós chuva.
Quanto tempo ela dispensou com cartas? Quanto tempo ela ficou sentada naquele banco daquela praça esperando por uma resposta? Ou naquela festa de uma amiga? Ela já não sabe, ela já não se lembra.
Ah, menina... menina triste, falada na escola como a "garota rejeitada", primeiro amor fracassado. Os dias seguiam com tediosas falácias, até que ele se fez presente. Ele que passou a prestar atenção naquela menina rejeitada e falada, resolveu pedir uma chance, ela, com receio, aceitou.
Aonde está você agora, doce garoto? Você que coloriu aquele mundo cinza e melancólico, que dava beijos de longos 30/40 minutos, que a fazia rir, ansiar pela hora da saída. Você que curou aquele coração partido, que dava carinho e conforto, que tinha a voz com cheiro de hortelã... Onde você está? Ela não sabe, nunca soube. Nunca terminaram aquele namoro.
1999, sem celular, sem internet, ele não sabia onde ela morava e ela não sabia onde ele morava. O namoro era um segredo gostoso entre os dois. O fim do ano trouxe o fim das aulas, que acabou por separar os dois, sem nunca dizerem adeus. Foi um "até amanhã" que para eles não chegou, não juntos. Não conseguiram mais se ver, não tiveram mais notícias, um namoro que não acabou. Ou acabou? Quem sabe?
Não se sabe onde fisicamente ele está, mas se sabe que ele está carinhosamente guardado no coração daquela que já não é mais uma menina, mas uma mulher.
Onde quer que você esteja, te amo.