Aquele era um belo campo. Um campo muito bonito, havia uma variedade de flores, era tudo muito magnífico. Em um tipo específico que se destacava entre as outras, o Girassol, que tinha uma grande extensão em comparação aos outros.
Continuava a caminhar sem saber exatamente para onde estava indo, mas continuei, até que não muito longe, avistei uma pessoa próxima a uma grande árvore que se diferenciava de tudo ali, uma pessoa na qual eu conhecia muito bem.
Com seus cabelos loiro escuro e olhos cor de mel, um olhar sereno e leve sorriso tomava conta de seu rosto, era ele. Aquele que há tanto não o via.
Apressei os passos – pois não me permitia correr –, indo em sua direção. Ao estar perto o suficiente, me atirei em seus braços, de modo que não o machucasse, e o prendi em um abraço apertado.
Não me dei conta de quanto ficamos ali, era a minha menor preocupação no momento, sentia que devia aproveitar o máximo de sua companhia, seu abraço e carinho em meus cabelos, o qual eu estava recebendo.
Aos poucos, ele foi diminuindo o ritmo do toque, e quando parou por completo, colocou as mãos levemente sobre meus ombros e se afastou, pouco, mas o suficiente para que eu pudesse observar seu rosto.
Seus olhos brilhavam. Era a coisa que eu mais adorava admirar, eu encontrei o brilho das estrelas em seus olhos. Eu o olhava com ternura.
— Estava esperando por você. – ele diz suavemente enquanto sorria.
— E eu estava com saudades. – sorri em retribuição. – Está sendo tudo tão difícil sem você... – meu olhar rapidamente mudou.
Quando me dei conta, algumas lágrimas percorriam minha face, e comecei a sentir uma leve dor no peito. Talvez infarto?
Ou melhor dizendo, a saudade..?
— Eu entendo... Sei que você é forte, então não se desespere meu girassol, vai ficar tudo bem. – ele sorri tentando me reconfortar.
— Não, não vai... – começo a sentir meu corpo tremer e mais lágrimas surgem. – Não se não voltar comigo!
— Ei, se acalme... – ele me abraça e faz um leve carinho em minha cabeça. – Shi... Precisa se acalmar. Mais que tudo, adoraria poder voltar, juro que queria, mas isso não é possível. Mas, estarei cuidando de você daqui... – ele se afasta um pouco, apontando seu dedo indicador no local onde está o coração. – E daqui. É o melhor que posso fazer. Está bem?
A essa altura eu já não conseguia mais controlar minhas lágrimas para responder, só sabia chorar. O que fiz foi apenas acenar com a cabeça em concordância.
Sua expressão que antes era de preocupação, se suavizou e ele passou a me olhar sereno novamente. Então apoiou suas mãos nos cantos do meu rosto, e com o seu polegar, passou sobre as lágrimas que se formavam no canto dos meus olhos e em seguida me deu um beijo na testa.
— De todos os tipos de flores existentes, você é a minha favorita. Amo você. – disse me dando um beijo na testa em seguida.
Sorri ainda com os olhos marejados, o abraçando novamente, queria aproveitar o quanto fosse possível. O abracei forte, o máximo que podia. Ele retribuiu o abraço mas num aperto leve, e assim ficamos.
Um tempo passado, e me senti em um vazio. Abri meus olhos e tudo pareceu sumir, não havia nada ali e me desesperei.
Até que, voltei ao campo.
Mas, ele não estava mais ali.
🐝
• Continuação da história disponível na minha obra "Contos de Amor – Imagines", capítulo 1.