Você, você adora como eu te movo
Você adora como eu te toco
E, quando tudo estiver dito e feito
Você vai acreditar que Deus é uma mulher.
God is a Woman - Ariana Grande.
Capítulo Único
De todos os boatos que JungKook e Taehyung já ouviram, aquele era, de longe, o mais maluco.
Como assim Deus é uma mulher?
Desde pequenos, seus pais levavam-nos à igreja para rezar, todos os domingos.
A religião sempre esteve muito presente em suas vidas, então era impossível, além de uma ofensa, acreditar nas palavras do amigo, que jurava ter conhecido o Todo Poderoso em uma boate, cujo nome é ainda mais estranho: Heaven & Hell.
Ele estava eufórico, percebia-se pela forma atrapalhada que despejava as palavras, como se o ar nunca tivesse chegado aos seus pulmões.
JungKook, com os olhinhos de jabuticaba arregalados, ouvia atentamente tudo que era dito por Jaemin e, à medida que a história se desenrolava, arrepios percorriam sua pele, da cabeça aos pés, parando no meio de suas pernas.
Um pequeno volume marca a calça jeans, crescendo conforme as bochechas esquentam.
Taehyung, por sua vez, não conseguia acreditar naquilo que ouvira. De braços cruzados, o olhar afiado era autoexplicativo, sequer precisava perguntar o que se passava na mente dele.
Certamente, estava bravo pelas mentiras contadas, isso sem mencionar o quão desrespeitado sentia-se pela brincadeira de mau gosto.
ㅡ Pare de mentir, Jae.ㅡ A voz grave inundou o cômodo, soando alto e forte, um aviso para dar fim à essa situação ridícula.
ㅡ Não estou mentindo! ㅡ Protestou o loiro, o tom manhoso irritando Kim Taehyung enquanto tornava à olhá-lo fixamente.
ㅡ Não se brinca com religião, sabe disso.ㅡ As sobrancelhas agora estavam franzidas, as veias do pescoço mais azuis do que o normal e o maxilar trancado fortemente, ambos reflexos da raiva sentida.
ㅡ É verdade! ㅡ Ele insiste e, em momento algum, quebra o contato visual estabelecido. ㅡ Eu nunca brincaria com nada do tipo, cara.ㅡ Engole a seco, o medo revirando o estômago.
O suor já molhava a testa e a nuca, adentrando a camiseta e escorrendo pelas curvas das costas musculosas do universitário de cabelos claros iguais ao Sol, que guardava uma súplica silenciosa dentro do peito.
O ruivo analisava minuciosamente cada expressão que fazia, nenhuma feição passando despercebida pelas íris castanhas e afiadas.
Aquilo que eram segundos tornaram-se uma eternidade tortuosa, e até mesmo Jeon parece inquieto, notando o clima tenso que paira na sala de estar. Finalmente, Taehyung abre a boca para falar, a ansiedade engolindo o apartamento inteiro, incluindo eles próprios.
ㅡ Pois, bem.ㅡ Ergue o corpo, o queixo inclinado de leve e um olhar superior, acompanhado daquele maldito sorriso, mergulhado em desdém.ㅡ Mostre, então.
À esta altura, o coração de JungKook parecia querer saltar pra fora de suas costelas, pensando se seu melhor amigo havia blefado ou não, e Lee Jaemin compartilhava da mesma dúvida, um pouco surpreso com a audácia do Kim.
Então, determinado a provar que falava a sério, sorriu complacente e respondeu :
ㅡ Com prazer!
Jeon JungKook mal sabia para onde olhar, encantado com as diferentes luzes neon que dançam pelo local, iluminando a multidão.
Mulheres e homens divertem-se entre si, mexendo os corpos no ritmo viciante da música Bad Habits, um drink ou uma garrafa de cerveja ocupando a mão livre.
O cheiro de bebida alcoólica não agrada o olfato sensível de Kim Taehyung, mas, certamente, faz Jaemin sorrir, nostálgico.
O vermelho-sangue pinta as paredes da boate, mesclado com o azul-piscina para fazer menção ao nome.
Os três mantêm os olhos na mistura das cores quentes e frias, vasculhando o local à procura da garota que todos chamam de Deus.
Jae lembra claramente a aparência dela, ainda sofrendo os efeitos que ela lhe causara na noite anterior.
Cabelos lisos e platinados, pele branca como leite, lábios vermelhos e unhas longas.
Novamente, sentada defronte ao balcão, ele avista a mulher que lhe fizera perder a cabeça só de tocá-lo por breves segundos.
Bebia um coquetel azul de Margarida, uma folhinha de hortelã em meio aos cubos de gelo, conversando com um cara qualquer.
ㅡ Achei! ㅡ Diz, cutucando os amigos e fazendo-os olhar na mesma direção.
Diferente do vestido colado, o terninho sexy que a loira usa faz Lee Jaemin morder o lábio inferior com mais força, lutando contra à vontade de tirar peça por peça e, finalmente, ser agraciado com a bela visão de seu corpo no dele, as línguas enlaçadas uma à outra.
Jeon JungKook, apesar de tímido, não esconde o quanto achou a coreana atraente, principalmente, o brilho dos dentes branquinhos dela.
Para o nerd de computação, higiene é tudo.
De acordo com a internet, um adulto possui cerca de três a quatro mil bactérias. Nojento. Porém, nem esse pensamento rotineiro consegue acalmar os hormônios do jovem.
E, somente Kim Taehyung continua carrancudo, incerto sobre ir embora ou tirar suas próprias conclusões.
Na sua religião, o sexo, antes do casamento, sem o propósito de reprodução e feito em outras posições, senão àquela papai e mamãe, não passa de um pecado.
Respirou fundo e, convencendo a si mesmo de que não faria nada demais, foi desmentir Jaemin, com os dois amigos em seu encalço.
Depois de atravessar aquele mar de gente, o ruivo encontra-se a poucos metros de distância da menina e seu coração acelera como um louco.
Eufórico, sua boca está seca e as mãos suadas pelo nervosismo.
ㅡ Com licença.ㅡ Tomando coragem, chamou a atenção da loira, que, com aqueles enormes olhos cinzas, analisou-o de cima à baixo, sorrindo ladino.
ㅡ Sim? ㅡ A voz macia quase hipnotiza o garoto, que, logo em seguida, engoliu a seco.
ㅡ Jaehyung, né? ㅡ O loiro intervém, colocando-se na frente de Tae, encantado com a beleza estonteante da coreana.
ㅡ Eu te conheço? ㅡ Ergue as sobrancelhas, e Lee Jae Min demonstra confusão.
ㅡ Você me ajudou ontem, lembra? ㅡ A explicação não parece ajudar muito, visto que a garota continua a não entender, mas, após perceber o sorriso malicioso nos lábios do loiro, ela finalmente se lembrou.
ㅡ Ah, sim.ㅡ Murmurou.ㅡ O garoto deprimido.
Sua fala arranca risadas daqueles que estavam por perto, prestando atenção na conversa, e as bochechas de Jaemin ficam vermelhas de prontidão.
Kim Taehyung, ao vê-lo tão envergonhado, segurou a cintura, enfurecido e disposto a provar que essa mulher tóxica não é, nem nunca será, Deus.
ㅡ Quem a senhorita pensa que é? ㅡ As sobrancelhas franzidas, o tom grave soando alto não foram capazes de amedrontá-la, e o linguajar polido apenas lhe fizera rir.
ㅡ Jaehyung, prazer.ㅡ Sorriu, mal-intencionada, achando-o interessante por tamanha audácia.ㅡ Por quê a curiosidade?ㅡ Com os dedos entrelaçados, perguntou. Os olhos lascivos e perigosos, estreitos na direção do ruivo.
ㅡ Quero descobrir o motivo de lhe chamarem de O Todo Poderoso.ㅡ Respirando fundo, seu peito inflou.
Tae precisa demonstrar coragem diante dela, que, agora, sorri vitoriosa e repleta de malícia.
ㅡ Certeza? ㅡ Taehyung, ainda sentindo estar encarando um demônio sedutor, assentiu, desejando recuar depois de receber a expressão voluptuosa.ㅡ Okay.
Terminou a bebida em um único gole e, ao recolher todas as coisas, gesticulou para que o coreano lhe seguisse.
Os dois atravessaram a multidão, passando pelos corredores azuis e parando naquele de cor vermelho-sangue, adentrando uma porta preta, especificamente de veludo, para se acomodarem em um quarto livre.
Estava receoso em entrar, pensando em todos os pecados que cometeria, já se desculpando.
ㅡ Vai desistir? ㅡ Ouviu a voz feminina zombar de sua demora e, negando com a cabeça, entrou, girando a chave para obter privacidade e, talvez, um pouco de segurança.
A escuridão deixa o jovem inquieto, sem saber para onde olhar. Uma cama de casal ocupa a parte central e, parada defronte para ela, a figura esbelta de Nam Jaehyung tirando o terninho e jogando-o no chão.
ㅡ Você virá até mim ou eu terei que ir até você?ㅡ Ele engole a seco em meio à pressão, aproximando-se com passos lentos.
Jaey envolveu os dedos pequenos e finos nos cabelos macios de Tae, colando ambos os corpos. Desceu as mãos pelos ombros rígidos, o nervosismo explícito ali.
ㅡ Uhum, o que está fazendo? ㅡ Surpreso, ele disse sem gaguejar, mas o indicador da menina o calou brevemente.
ㅡ Qual o seu nome?ㅡ Sussurrou, aqueles olhos sedutores envolvendo ainda mais o ruivo, que fazia o máximo para controlar os próprios instintos, os quais diz serem pecados.
ㅡ Kim Taehyung.ㅡ Respondeu, a voz grave e embargada pela tensão sexual, retraindo-se após sentir os toques delicados percorrerem cada centímetro seu.
ㅡ Taehyung...ㅡ Repetiu baixinho, finalizando com um lento e convidativo roçar de lábios. ㅡ Lindo nome.ㅡ Elogiou, ouvindo os suspiros tímidos do coreano.
Ao sentir as unhas da garota puxarem sua camiseta para cima, na intenção de tirá-la, o jovem segura o pulso alheio, relutante.
ㅡ O quê foi?ㅡ A pergunta vem em tons serenos, como uma canção de ninar. ㅡ Está com medo?
ㅡ N-não.ㅡ Gaguejou.
Mas, a verdade é que Kim Taehyung não tem uma resposta para dar, sequer sabe exatamente o que sente neste momento.
Seu corpo arrepia com o raspar dos dedos delicados, subindo vagarosamente por sua pele até retirar a primeira peça de roupa, revelando seu tronco bonito, que, no dia a dia, mantém escondido por baixo das roupas largas e confortáveis.
Os lábios vermelhos beijam sua pele, deixando rastros molhados por toda a extensão do pescoço até o cós da calça jeans.
Gotas de suor escorrerem pela testa do moreno, e a ansiedade, misturada à culpa de estar fazendo atos obscenos e pecaminosos, acelera ainda mais suas batidas cardíacas.
Conforme Jaehyung se agacha, ficando de joelhos, a respiração fica entrecortada, o peito sobe e desce de maneira frenética.
As íris castanhas encaram as prateadas, às quais estão repletas de luxúria, enquanto nota os botões sendo abertos.
A loira não tardou em descer o zíper e, por fim, a calça.
O universitário, apesar de receoso, se livra do restante.
Milhares de vezes, Taehyung havia imaginado cenas como esta, repreendendo-se em todas elas. Porém, nada lhe satisfaz tanto quanto a visão da loira umedecendo os lábios ao passo que acompanha a sua ereção tomar forma.
As mãos habilidosas traçam um caminho pelos calcanhares, subindo para as panturrilhas e terminando nas coxas fartas, apertando-as. Sem sucesso, o coreano tenta reprimir um grunhido, claramente, relutante ㅡ ou, envergonhado demais.ㅡ para admitir que estava gostando.
Ciente do turbilhão de emoções que seus simples toques despertam, a deusa decide explorar a sensibilidade do garoto, ver o quanto consegue aguentar.
Sustentando um sorriso malicioso, ela beija, vagarosamente, as pernas do ruivo, a saliva deixando-as escorregadias, e a boca da menina ainda mais deliciosa.
Inicia uma sucção demorada e, com delicadeza, prende a pele entre os dentes, soltando de modo custoso.
Tae, que nunca teve outra pessoa lhe tocando, está perto de ir à loucura. Não fazia ideia do quão bom era, e pergunta-se como conseguiu esperar vinte e dois anos para provar algo parecido.
Nessa altura, sequer se lembra das regras impostas pela sua religião, sempre tão rígida, principalmente, com os jovens.
Incapaz de desviar o olhar, fica impossível esconder tamanha excitação, que percorre o seu corpo em forma de arrepios gostosos.
ㅡ Quer que eu te toque, Tae? ㅡ A voz sedutora, o apelido manhoso e o passear dos dedos pequenos nas redondezas colaboram para que diga sim.
"Sim" ao prazer, à juventude e à esta bela moça que, agora, está fazendo-o esquecer do verdadeiro propósito de procurá-la. "Sim", um enorme sim, para a afirmação de Jaemin.
ㅡ Q-quero.ㅡ Sussurra, esforçando-se ao máximo para não quebrar o contato visual.
ㅡ Então, implora.ㅡ O sorriso travesso da mulher deveria causar-lhe medo, revirar suas entranhas, mas ele apenas serve para alimentar a ansiedade.ㅡ Implora pra mim, Taetae...
As sobrancelhas arqueadas entregam sua surpresa ao escutar o apelido repentino. Contudo, após perceber o descontentamento da coreana, isso devido à espera, a ordem é rapidamente acatada.
ㅡ Por favor, me toca...ㅡ Deixando a polidez de lado, o Kim profere, engolindo a seco.ㅡ Estou implorando.
O tom grave que reverbera por sua garganta excita a loira, um sorrisinho vitorioso enfeitando a face maquiada da garota.
Sem demora, roçou as pontas dos dedos por toda a extensão, o inchaço vindo à tona.
Um suspiro aparece assim que a delicada mão envolve-o totalmente, tocando, de raspão, a parte de baixo.
Satisfação e surpresa transbordam das íris da garota, ao ver o quão excitado Kim Taehyung estavaㅡ quase em chamas.ㅡ, principalmente, com tão pouco, o que confirma as suas suspeitas: Virgem, ele é virgem.
No geral, Nam Jaehyung prefere homens experientes, que saibam receber e dar prazer.
Garotos virgens são impacientes ou medrosos demais, exige muita paciência, coisa que a menina não tem. Porém, Taehyung é uma exceção.
Ela gosta de ouvir a voz grave quebrar o silêncio, trêmula e, cada vez menos, tímida. E, o menino, diante do aperto repentino, fechou os olhos, gemendo rouco.
Um sorriso travesso pinta os lábios de Nam, sentindo-o latejar, quente.
Beijinhos singelos são dados de baixo para cima, em seguida, lambendo da base à ponta. Com a língua contornando a glande sensível e lambe o pré-gozo que escapa, engolindo o sabor agridoce.
Logo depois, o comprimento inteiro de Taehyung está em sua boquinha, pulsando junto das veias, às quais parecem saltar mais ainda a cada toque de Jaehyung. Ele tomba a cabeça para trás, alguns fios de cabelo colados à face.
Era bom, como nunca havia pensado que fosse.
A destra da menina que segura seu membro molhado, não somente pela lubrificação natural, mas também pela saliva, começa a fazer movimentos de vai e vem enquanto chupa o restante.
Os dentes, às vezes, resvalando e causando arrepios em ambos.
Em meio aos sons deliciosos que o falo faz sempre que toca a goela da loira, gemidos sôfregos escapam, tornando-se altos à medida que o jovem perde a vergonha ou o medo de demonstrar prazer.
Suas mãos agarram os cabelos de cor loiro acinzentado para descontar o sentimento eletrizante que sobe por seu corpo, próximo ao ápice, e Jaey geme com os tremores de Tae.
Um urro escapa quando, finalmente, o líquido quente e pegajoso preenche a boquinha de Nam, que continuou bombeando até a última gota.
Os olhos de Taehyung procuram os dela, assistindo-a engolir tudinho e, no fim, lamber os lábios, as pernas bambas, mal conseguindo respirar.
ㅡ Delicioso.ㅡ As bochechas de Tae ficam coradas com o elogio, sem saber, ao certo, sobre o quê Nam Jaehyung estava se referindo.
Mesmo não parecendo que precisava de ajuda, o coreano insiste em ajudá-la a levantar, bancando o cavalheiro que seus pais lhe ensinaram a ser, e surpreendendo-a por frações de segundos.
Contudo, ela deixa a surpresa de lado e empurra o ruivo, que cai deitado na cama.
Um sorriso travesso se estende de orelha à orelha com a expressão curiosa do Kim, e a loira desabotoa a camisa social, botão por botão.
Taehyung se remexe no colchão, ansioso para admirar mais que o rosto da mulher à sua frente.
O sutiã rendado, também branco, é retirado em questão de segundos, tendo o chão como destino final.
O ruivo umedece os lábios, suspirando pesadamente com a visão dos seios redondinhos, não muito grandes.
Os bicos estavam rijos e rosados, entregando a excitação da coreana, que sorri com a reação do Kim.
Não é segredo que ela ama ser adorada, amada como uma deusa. E, Kim Taehyung, apoiando-se nos cotovelos, ele observa o corpo à sua frente com atenção, a fim de memorizar cada detalhezinho. Aliás, era novidade para o menino.
Encantado, desce os olhos pelas curvas de Jay, almejando colocar suas mãos na cintura dela enquanto espera a asiática tirar o resto das roupas.
O olhar lascivo do coreano parece queimar a pele pálida, trazendo não apenas calor, mas pequenos arrepios. Sorrindo maliciosamente, seus dedos escorregam do torço até o cós da calça, tirando as últimas peças.
A ansiedade dentro do seu peito cresce à medida que vê Jaehyung engatinhar lentamente na sua direção, às vezes, fazendo os seios pularem, sem quebrar o contato visual.
Em poucos segundos, a loira está em cima do homem de vinte e dois anos, aproveitando a proximidade de seus rostos para mordiscar o lábio inferior alheio.
Para a sua surpresa, eles se juntaram, tão rápido como um raio e, mesmo não sendo a intenção inicial, ela se deixou levar.
De olhos fechados, sente a boca encontrando a dele, os dentes maltratando a carne macia enquanto o gosto de batom invade o paladar de ambos.
Kim Taehyung senta na cama, à procura de uma posição favorável para explorar melhor os lábios femininos, esses apertados contra os dele, e as mãos de Jaey seguram seus ombros, em busca de apoio.
Logo, ambos gemem com o contato de suas intimidades úmidas.
Querendo provocá-lo, a garota começa a rebolar de forma lenta e ouve-o arfar, claramente, excitado.
O coração erra algumas batidas, a respiração falha, e Tae geme baixinho ao sentir a língua da mulher vibrando, com as unhas marcando o seu peitoral e abdômen, respectivamente.
Então, Taehyung toma a liberdade de marcá-la também.
Conforme a destra corre a espinha vertebral, a mão esquerda segurando a cintura, ele nota pequenas ondas de eletricidade percorrerem Nam Jaehyung, dos pés à cabeça, e continua o caminho.
Suas mãos deslizam para as coxas fartas, apertando-as com vontade, visto que é a primeira e última vez que fará algo do tipo.
Sobem para as nádegas, repetindo o ato, mas, dessa vez, com mais força, mais vontade.
Percebendo isso, a menina interrompe o beijo e observa o rosto, incrivelmente, bonito.
Não há medo ou receio agora, somente luxúria. Os olhos negros, as pupilas dilatadas e a boca entreaberta, levemente inchada, brilhando por causa da saliva, igualmente sem fôlego.
Ela sorri, vendo-o bêbado de desejo. Segura o membro duro de Tae e encaixa em sua entrada, suspirando apenas ao sentir a pontinha dele.
Forçando o quadril para baixo, Jaehyung desceu devagar, os olhos fixos nos de Kim Taehyung, dor e prazer misturados.
A mulher geme enquanto suas paredes internas se acostumam com o tamanho, acompanhada do ruivo, que tem seu falo apertado e ardendo.
Completamente dentro dele, Jaey começa a subir e a descer, com as mãos masculinas em sua cintura para lhe dar apoio.
A cabeça jogada para trás, deleitando-se no prazer que sentia sempre que entrava e saia.
Os gemidos agudos tornam-se frequentes quando os lábios do coreano abocanham um dos seios dela, passando de um seio ao outro com a língua.
Àquela de cabelos claros balança o quadril, cavalgando em um ritmo lento, porém gostoso. A coluna arqueada, unhas arranhando as costas do universitário, e os dentes de Tae em sua garganta. Chiando.
Jaehyung aumenta a velocidade e os músculos se contraem, avisando que não falta muito para chegar ao ápice.
Dito isso, suas investidas passam a ser mais intensas, o corpo inteiro estremecendo ao passo que seu interior se aperta, as pernas trêmulas. Kim Taehyung acaba gemendo com o aperto, o qual dura somente alguns minutinhos.
A menina percebe o líquido quente escorrer por entre as coxas, relaxando imediatamente, mas, ainda, sensível pelo orgasmo recente. No entanto, continuou subindo e descendo, na espera do garoto se desmanchar também.
Observa a euforia dominar o jovem, a respiração presa nos pulmões.
Ele iria se desmanchar, se ela não parasse de repente, ganhando uma feição confusa e decepcionada do universitário.
Com o cenho franzido, Taehyung encara o rosto jovial e, assustadoramente, bonito, sem entender o porquê a loira parou. Todavia, o brilho lascivo em seus olhos já dizia tudo.
ㅡ Você quer que eu continue?ㅡ Pergunta Nam Jaehyung, sorrindo sacana. O asiático assente, ainda que, ciente dos jogos daquela de cabelos claros.ㅡ Então, diga que Deus é uma mulher.
A voz profunda faz com que perca a cabeça.
Kim Taehyung faria qualquer coisa que Jay mandasse, os dois sabem disso. E, mesmo não podendo, o homem começa a cogitar se Deus realmente não pode ser uma mulher.
Preso à mente, há nada mais que as palavras de Jaehyung.
ㅡ Deus é uma mulher.ㅡ Proferiu, o timbre aveludado e grave vibrando na caixa torácica, com arrependimento algum para tomar o peito.
ㅡ Isso, bom garoto.ㅡ Sorriu vitoriosa, voltando a se movimentar rapidamente.
Ele joga a cabeça para trás, com a boca aberta, gotas de suor escorrendo pela testa.
A coreana aproveita a fragilidade do ruivo para maltratar a pele sensível de seu pescoço enquanto puxa os cabelos molhados do Kim, ouvindo um arfar pesado escapar de seus pulmões.
O corpo de Tae treme, e gemidos altos escapam sem vergonha alguma, o membro inchado.
Segundos depois, o interior da loira recebe todo o calor do menino, que suspira, aliviado.
Eles caem no colchão, exaustos e com as pernas trêmulas, tentando regular a respiração.
Taehyung finalmente concorda com Jaemin, descansando de sua breve ida ao paraíso, certo de que Deus é uma mulher, e ela está bem aqui, deitada ao seu lado.
Surreal.