—Sabrina Miller, Segunda, 21 de abril, Los Angeles, EUA. —
Eu andava de um lado para o outro dentro do meu quarto. Por que?, era o que se passava em minha cabecinha. Depois de cinco malditos anos ele tinha que voltar?
Sento em minha cama soltando um suspiro.
Não queria ver o mais velho novamente. Não agora que estava esquecendo ele, e meu coração também.
Saio dos meus pensamentos com os gritos de mamãe.
— Sabrina?— gritou a mais velha do andar de baixo. — Desse aqui agora, filha — falou um pouquinho mais alto do que antes, fazendo-me revirar os meus olhos.
Me levanto de minha cama caminhando até a porta do quarto e à abrindo, só que eu não planejava dar de cara com ele. Park Jimin estava em minha frente, ainda mais lindo do que antes. Ele estava com os seus cabelos loiros, e usava uma calça jeans da cor preta onde marcava bem suas coxas malhadas, uma camiseta da Gucci e uma jaqueta de couro preta com alguns desenhos aleatórios.
— Oi. — Foi isso que eu disse depois de olhá-lo de cima a baixo.
— Oi, a mamãe tá te chamando. — disse, saindo e me deixando sozinha na frente do quarto. Fecho a porta do cômodo caminhando em direção as escadas e descendo os degraus, vendo mamãe na cozinha fazendo alguma coisa para nós comermos no almoço.
Paro ao seu lado, vendo a mais velha mexer numa panela onde tinha carne. Olho por cima dos meus ombros vendo Park me olhando pelo canto dos olhos castanhos escuros, o mais velho estava escorado no balcão da cozinha, mexendo em seu celular, dando algumas risadas de vez em quando.
— Mãe, quer ajuda? —pergunto para a mais velha, que me olhou negando com a cabeça, logo falando.
— Não precisa meu amor, mas quero que você ajude o Jimin com a mala dele. —Disse. "Sério?", foi o que se passou em minha cabeça. Olho para o mais velho que me olhava com um sorriso sínico nos lábios carnudos que eu tanto queria beijar. Mas não podia. — E depois eu e o seu pai queremos falar com você — Disse. Sai da cozinha caminhando até a escada e começando a subir, tendo Jimin atrás de mim com sua mala na mão.
Abro a porta onde era o antigo quarto do mesmo, vendo que estava tudo no seu devido lugar. Entro no cômodo e caminho até a cama sentando na mesma, olhando em direção a porta vendo Park fechá-la atrás de si.
Só estava nós dois dentro daquele quarto.
Eu iria ficar louca por ficar sozinha com ele.
— A quanto tempo, Sabrina... — falou meio rouco, com um sorriso nos lábios. Me levanto da cama me aproximando dele e falando.
— É... a quanto tempo, Park — sisudo, o encarando. — O que você quer que eu faça? —questiono andando pelo quarto.
— Bom, você pode tirar as roupas da minha mala, enquanto eu arrumo o closet. — disse tirando sua jaqueta de couro e ficando apenas com a blusa da Gucci.
Meu deus, que homem gostoso.
— Tá bom. — comecei a tirar suas coisas da mala, como já estava aberta não precisei de muito esforço. Tiro camisa por camisa, calça por calça, até a hora que vejo alguns preservativos dentro da mala e fico vermelha.
— Jimin? — o chamo, logo tendo o mesmo ao meu lado.
— Que foi, Sabrina? — Perguntou, aponto para a mala onde estavam os preservativos ganhando um sorriso do mesmo. — Aí, parece que nunca viu um desses. E esses eu quero usar numa ocasião especial e com alguém especial... — Falou me olhando. Me levanto apressada, saindo do quarto correndo para o meu, e me trancando.
Eu não acreditava que ele tinha algo com alguém, eu sabia que nunca poderíamos ficar juntos, mas eu não gostava da ideia do mais velho com outra pessoa. Saio dos meus pensamentos com alguém batendo na porta do quarto, me levanto da cama abrindo a porta vendo que era mamãe.
— O que foi? Por que você não está ajudando seu irmão? —"irmão", era isso que éramos, mais nada. Só irmãos.
— Ele falou que não precisava. — minto. Eu odiava mentir para a mamãe, mas era preciso. — Mas, você quer ajuda?
— Não, mas vamos comer. — Falou me puxando pelo pulso e me levando para cozinha. Quando chegamos no cômodo que iríamos almoçar, vejo papai e Jimin rindo e conversando. "O que será que estavam falando?", penso comigo mesma.
Me sento na cadeira ao lado da mamãe, ficando de frente com Park, que me olhou logo que me sentei. Retribui seu olhar, mas logo o desviei me servindo para comer.
— O que eu e o seu pai queríamos dizer— começou a falar mamãe. — é que vocês vão morar juntos.
"Como assim, juntos?", foi o que passou em minha cabeça.
Pego um copo enchendo ele com água para que eu possa tomar, vendo se conseguia me acalmar um pouco.
— Por quê mamãe? — questionei olhando para o mais velho que não havia dito nada até agora. Por que ele estava tão quieto numa situação dessas?
— Jimin comprou um apartamento no centro de Los Angeles e quer que você vá morar com ele.
— Eu?— aponto para mim mesma, vendo a mamãe assentir.
— Olha, se você não quiser tudo bem. — pela primeira vez no dia ele falou.
— E por que você não convida seus amigos para morar com você? — questionei o olhando.
— Olha, se você não quiser, vou convidar o Jeongguk pra morar comigo. —disse.
Jeongguk era o melhor amigo de Jimin, mas pensem num amigo que só de olhar você já tem um orgasmo. É o tal do Jeongguk.
— Tá b...
Antes que eu terminasse de falar mamãe falou por mim.
— Ela vai sim! — gritou, fazendo eu dar um pulo da cadeira que estava sentada.
— Mas, mãe...
— Sem mais, Sabrina, além disso o apartamento fica bem mais perto da faculdade.— falou, pegando os pratos da mesa levando para a cozinha.
— Sá, pensa... não vai ser tão ruim assim, filha. — falou papai, olhando para mim.
Olhei na direção de Park, vendo um sorrisinho nos seus lábios carnudos. Mostro a língua pro mesmo e subo para meu quarto me trancando.
Uma semana depois.
Acordo com o sol batendo em meu rosto, me levanto espreguiçando meu corpo, e vou em direção ao closet separando minhas roupas para tomar um banho para ir a faculdade daqui a duas horas. Separo um conjunto de lingerie vermelha, uma saia jeans e um cropped preto para combinar com a saia.
Vou em direção ao banheiro me despindo, entrando de baixo do chuveiro, sentindo a água morna bater contra a minha pele fria. Me limpo todinha e saio do chuveiro me enrolando numa toalha, vou em direção ao quarto onde estava minhas roupas.
Me visto, e começo a secar meus cabelos que estavam longos, como já fazia algum tempo que não os cortava. Depois de ter os secados, passo um pouco de maquiagem para combinar com meu look, e desço para tomar café da manhã.
— Bom dia, mamãe. —Digo dando um selar em sua bochecha.
— Bom dia. — me entregou um prato com ovos mexidos. E começo a comer. — não se esqueça que hoje você se mudará para o apartamento do Jimin. — eu havia me esquecido daquele mísero detalhe.
— Quando eu chegar da faculdade, eu vou terminar. — Como já havia arrumado a maioria das coisas ontem, só faltavam minhas roupas. — Cadê o papai, e o Jimin? — Pergunto.
— Jimin saiu ontem a noite e não voltou até agora, o seu pai já foi trabalhar. Aconteceu um imprevisto na empresa. — comentou se sentando na mesa e começando a comer igual a mim. Eu não tinha prestado atenção no resto que mamãe tinha falado, só sabia que me senti quente e com raiva quando minha progenitora disse que Jimin tinha saído na noite passada e não tinha voltado ainda. Devia estar com alguma de suas vadias e suas ficantes que me davam nojo ao saber que eram elas que tocavam no corpo dele e não eu.
— Já vou indo, mamãe. — disse me levantando, pegando minha bolsa que sempre ficava perto da porta de entrada. Chamo um uber tendo o mesmo logo chegando, e vou para a faculdade.
[...]
— E como está seu irmão? — perguntou Isabella animada. Por que ela queria saber dele? — pelo o que eu vi no Instagram, ele tá muito gostoso com aquele cabelo loiro dele. Deve ter pegado várias na noite. — Disse e virou a cabeça em minha direção.
— Como você sabe? — pergunto seria.
— Você não olhou os status dele? —perguntou curiosa. Nego com a cabeça pegando meu celular que estava no bolso da minha saia, logo entrando no aplicativo do Instagram e pesquisando "Park Jimin", tendo o quê eu queria, vendo suas publicações da noite.
"A NOITE É TÃO QUENTE E DOCE" Essa era a legenda em uma das fotos postadas. Haviam várias mulheres, sinto meu sangue quente correr pelas minhas veias. Eu não podia estar com ciúmes, não éramos nada mesmo. Apenas irmãos.
— Eae, Sá, o quê você achou? — me perguntou curiosa.
— Eu não achei nada. — digo amargurada. Estava morrendo de ciúmes de o ver com outras, mas eu não podia sentir esse sentimento que eu tinha dentro de mim.
— O que houve, Sá? você ainda gosta dele, né? —perguntou me abraçando. Eu tinha que admitir, eu ainda o amava, só que eu não podia, e eu sabia disso, mas meu coração não.
— Quando eu estava esquecendo ele, ele volta. — digo, com os olhos cheios de lágrimas. — E para ajudar, eu vou ter que morar com ele ainda.
— Como assim amiga? — perguntou, limpando resquícios de lágrimas que haviam nos meus olhos.
— Sim, mamãe disse que ele me convidou pra morar com ele. — falei deitando minha cabeça no peito de Isa que agora fazia carinho em meu cabelo. — mas eu iria recusar, só que mamãe falou que não, que era pra mim ir morar com Jimin, mesmo eu não querendo.
— Olha amiga, talvez isso seja uma oportunidade para vocês ficarem juntos. Olha, não importa se ele é o seu meio-irmão, vocês não vieram da mesma pessoa. — falou me acalmando. Seria verdade o que ela estava dizendo? O porquê Jimin querer morar comigo? depois de cinco anos, sem olhar na minha cara. Ele nunca foi muito próximo de mim.
— Será, Isa? — questionei, vendo a mesma assenti e me abrir um sorriso. Eu amo minha melhor amiga, ela sempre está comigo.
— Tá, agora se levanta daí que temos uma mudança a fazer. — falou se levantando, e me puxando.
— Tá bom, vamos. — Pego minhas coisas chamando um Uber para irmos para casa e depois para o apartamento de Jimin, que agora também era meu.
— Mãe? —grito quando chego em casa, fechando a porta atrás de mim quando Isa entrou também.
— Mamãe não está, teve que sair. — Jimin apareceu na escada e começou a descer os degraus da mesma, parando em nossa frente. O olho de cima a baixo, vendo que o mais velho estava com uma calça moletom e sem camisa, mostrando seu abdômen malhado. Olho para Isabella que estava babando por Jimin, dou um tapa na mais nova, ouvindo um resmungo da mesma.
— Porra, Sabrina! — xingou, passando sua mão onde eu havia dado o tapa. Ouço uma risada vinda da pessoa que estava em nossa frente.
— Prazer te ver de novo, Isabella. — Jimin disse passando a mão em seu abdômen sarado.
Gostoso da porra.
— O prazer é meu Jimin. — andou em sua direção o abraçando. Vejo as mãos de Jimin em sua cintura, sussurrando alguma coisa em seu ouvido, fazendo a mais nova rir das tais palavras.
— Vocês vão ficar aí se pegando? — questiono brava. Eu não gostava daquilo, ainda mais sendo minha melhor amiga ali.
A mais nova se solta do abraço do mais velho, pegando minha mão e me puxando em direção as escadas para irmos ao meu quarto terminar de arrumar minhas coisas.
[...]
Me jogo na cama limpando o suor que tinha em minha testa, olho para o lado vendo Isa do mesmo jeito do que eu. Acho que tínhamos arrumado uma trezentas caixas, mas não, só foram dez.
— Quer alguma coisa pra comer, Isa?— pergunto pousando minha mão em minha barriga sentindo a mesma roncar de fome, vendo a mais nova negar. Me levanto saindo do quarto e indo para cozinha pegar alguma coisa para comer. Entro na mesma dando de cara com mamãe tomando um copo da água escorada na bancada.
— Aonde você estava?— pergunto para a mais velha.
— Tava vendo algumas coisas pro seu apartamento e do Jimin. — falou colocando o copo na pia.
— Hum...
— E suas coisas então prontas? daqui a pouco o caminhão chega para levar as tuas coisas. — disse saindo da cozinha, á sigo, me sentando no sofá da sala e ligando a TV.
— Sabrina, eu vou te matar! — ouvi o grito do andar de cima, logo aparecendo uma Isabella puta na ponta da escada descendo a mesma pisando duro. Rio do seu drama, logo tomando um tapa da mais nova na cabeça.
— Ai, desgraça — falo, massageando o local atingido pela mais nova, que sentou ao meu lado de braços cruzados e um bico nos lábios.
—O que houve? — pergunto.
—O seu lindo irmão, não quis me passar o número do Jeongguk. —falou emburrada. O que ela queria que eu fizesse se ele não queria dar?
— Mas o que eu tenho haver com isso? —pergunto.
— Bem que você podia pegar o celular dele, me mandar o número e depois apagar. — sugeriu sorridente.
— Não. — foi isso que saiu da minha boca sem eu nem pensar duas vezes.
— Por favor amiga... eu juro que nunca mais te peço mais nada. — disse juntando suas mãos.
— Tá bom, mas não me peça mais nada — me levanto arrumando minha saia e indo em direção ao quarto do mais velho.
Bato na porta não obtendo respostas, então abro a mesma ouvindo o barulho do chuveiro. Com certeza Park estava tomando banho. Entro no seu quarto olhando em volta vendo seu celular em cima do seu criado mudo, peguei o eletrônico o ligando e me assustando quando vejo que a foto de bloqueio era uma minha que eu havia postado no meu instagram.
Saio do meu transe quando vejo a porta do banheiro se abrindo e um Park saindo totalmente nu do banheiro, e me olhando. O encaro e saiu correndo de dentro do quarto, indo pra sala novamente.
— O que houve?— foi isso que me perguntaram quando me sentei no sofá, toda vermelha por conta do acontecimento de momentos atrás.
— Nada, só me assustei com um bicho. — minto, vendo Isa se aproximar para falar no meu ouvido.
— O que aconteceu lá dentro? —Sussurrou.
— Eu o vi pelado....
— O QUÊ? — Isabella gritou, chamando a atenção da mamãe que estava olhando a tevê.
— Isso mesmo que você ouvir.
[...]
Caminho pelos cômodos do apartamento que era bem grande para nós dois morarmos, Ando na direção a onde seria meu quarto vendo um longo corredor branco com quatro portas abro uma delas dando de cara com um quarto grande e bem luxuoso. As caixas já estavam dentro do mesmo, então só teria que guardá-las. Eu teria um longo mês aqui.
—Sabrina Miller, Sexta, 29 de Junho, Los Angeles, EUA—
O barulho dos gemidos que vinham do outro quarto estavam me deixando louca, eu só queria naquele momento me matar. Me levanto da cama olhando o horário no meu celular, vendo que eram quatro da manhã e eu ainda não conseguia dormir por causa dos benditos gemidos da vagabunda que Jimin tinha trazido aqui para o apartamento. Caminho em direção ao seu quarto que fica ao lado do meu parando em frente à porta, dando algumas batidas.
A porta se abre mostrando um Jimin totalmente suado e cheio de marcas.
— O que aconteceu? — perguntou fechando a porta atrás de si, ficando no corredor comigo.
— Eu não consigo dormir por causa dos gemidos dessa vagabunda. — falo, ouvindo um riso cínico do mesmo.
— O que você quer que eu faça se eu a fodo tão bem?— falou provocante.
Raiva. Era isso que eu sentia.
— Mas que eu saiba, existe hotel para isso. — digo, vendo o mesmo rir e negar com a cabeça.
— Por que você está tão incomodada com isso? — andou para frente, me fazendo andar pra trás e bater na parede. — por que você fica sempre incomodada com isso?
— Porquê..— Que merda, eu não sabia o que falar. Eu iria dizer: "Eu não gosto porque te amo, mas não como irmão!", claro que não.
— Vamos Sabrina, diga porquê você não gosta. — ditou sério e meio rouco.
— Eu não gosto porquê te amo porra! Você não percebe isso? Eu te amo a muito tempo. E quando eu estava esquecendo você, você teve que voltar depois de malditos cinco anos, me confundindo tudo de novo. Sei que eu não posso, que somos só irmãos para você, mas eu te amo! Mesmo não podendo, eu te amo. — grito vendo seu olhar apavorado. — eu vou para o meu quarto. — Antes que eu pudesse sair, sinto ele me puxar pelo braço, me prendendo na parede e colando seus lábios com os meus.
Era só um simples selar até o momento em que senti sua língua quente e úmida em minha cavidade, começando um beijo cheio de raiva tensão e amor: Sentimento que somente eu sentia, coloco meus braços em volta de seus ombros sentindo suas mãos em minha cintura, a apertando um pouco. Mordo seu lábio inferior puxando entre meus dentes, ouvindo um gemido do mesmo, e deixando um último selar em seus lábios. E nos separamos.
Abro meus olhos vendo suas íris brilhando.
— Por que você fez isso? — pergunto meio apavorada com o que tinha acabado de acontecer.
— Eu não aguento mais... — foi isso que ele disse antes de sair e entrar no seu quarto novamente. Respiro fundo e entro no meu também.
Dia Seguinte.
— Sério, Sá? — foi isso que Isabella falou quando contei o que havia acontecido na noite passada. Estamos na faculdade, já era a última aula e daqui alguns minutos eu iria para casa me arrumar pra ir a festa que teria hoje a noite.
— Sim, nem eu mesma estou acreditando que me declarei para ele. — falei me lembrando do momento.
— E o que você vai fazer agora? — perguntou, copiando o que estava no quadro.
— Não sei — foi a única coisa que eu disse. — E falando sobre beijos, como tá o seu ficante? — de tanto Isa incomodar Jimin, o mesmo tinha dado o número de telefone de Jeon para ela, e agora os dois estavam saindo.
— Tá bem. Pensa num homem que tem pegada, é Jeon Jungkook. — disse rindo, ele era mesmo lindo. Porém, Jimin era mais.
A aula já tinha chegado ao fim, agora eu e Isabella estávamos a caminho de casa para nos arrumarmos. Quando chegamos vi que Jimin não estava, depois do que aconteceu entre nós eu me tranquei no meu quarto e não sai mais. Mas eu pude ouvir Jimin mandando a mulher com quem tinha transado embora.
Fecho a porta atrás de mim vendo a mais nova se jogar no sofá, caminho em direção a cozinha para tomar um copo de água.
— Com que roupa você vai, Sá? — gritou, perguntando da sala. Depois de ter me hidratado, volto para a sala me sentando na poltrona que tinha ali.
— Olha, amiga não sei. — falei arrumando meu cabelo.
— Que tal aquele vestidinho preto que marca bem suas curvas? — falou animada, e se levantou do sofá me puxando para o quarto.
— Que tal essa? — me mostrou o que havia falado. Eu adorava aquele vestido, mesmo ele sendo curto, ficava ótimo em mim.
— Pode ser. E você, com qual vai? — pergunto.
— Você verá. — foi o que ela disse antes de ir embora se arrumar.
[...]
Eu já estava pronta, só estava esperando Isabella para vir me buscar com o Jeon. Saio do quarto, mas antes pego minha bolsa e meu celular, indo para sala esperar os mesmos.
— Vai sair? —saiu Jimin da cozinha com um copo de Whisky na mão. Quando ele tinha chegado? Eu não tinha ouvido barulho nem um. Saio de meus pensamentos, respondendo.
— Vou, algum problema? — o encaro, vendo o mesmo negar com a cabeça, tomando um gole do seu Whisky e passando a língua entre os lábios carnudos, que eu queria tanto beijar novamente.
— Não. — disse, sério. — à vida é sua, você faz o que você quiser com ela. — falou bravo, tomando mais um gole de sua bebida.
— Então...
Antes que pudesse terminar de falar o que eu queria dizer, ouvi a campainha tocar. Me levanto do sofá indo em direção a porta e à abrindo, vendo Isabella e Jeongguk parados na frente.
— Uau amiga, vai pegar todo mundo hoje. — falou rindo, olhando para Jeon que sorriu para a mesma. Dá pra ver que os dois não estavam apenas ficando, eles estavam caidinhos um pelo outro.
— O que houve, Jimin? Pra você tá com essa cara de cachorro morto! — perguntou o mais velho entre nós, fazendo eu e a mais nova rir de sua pergunta.
— Não houve nada. —disse com fogo nos olhos. Porque ele estava tão bravo? Abro mais a porta para o casal entrar e fecho a mesma indo em direção a sala pra pegar minhas coisas para irmos logo pra festa.
— Você vai Jimin, na festa do Hoseok? — perguntou Isa, sentada ao lado do mais velho, seus dedos estavam entrelaçados. Isabella estava me escondendo algo, ela iria me contar.
— Vou, só tenho que buscar Ayla na casa dela, para irmos juntos.— Será que essa era a mulher que ele estava trasando ontem quando nos beijamos?
— Então vamos. — digo pegando minha bolsa e meu celular. Vou em direção a porta abrindo a mesma, saindo do apartamento.
Ponto de vista, Park Jimin.
Eu não gostei nada quando Isabella disse que Sabrina iria pegar todo mundo na festa de Hoseok, eu senti um sentimento ruim, meu sangue ferveu só de pensar em alguém tocando nela. Eu estava a caminho da casa de Ayla, teria que pedir desculpas por minha grosseria na noite passada, mandando ela para casa na hora que estávamos transando, mas eu não conseguia.
As palavras de Sabrina me pegaram de jeito, ainda mais quando eu a beijei. E que beijo. Ela é tão delicada, linda. Mas eu não podia, somos apenas irmãos.
Saio dos meus pensamentos quando chego na casa da ruivinha, que já estava à minha espera. Vejo a mesma vir em direção ao carro para irmos a festa. Ela estava linda, como sempre.
— Oi, bebê. — disse a ruivinha quando entrou no meu carro, me dando um selar simples.
— Oi. — falei, meio bravo.
— O que houve, Jimin, pra você está tão bravo? — perguntou, começo a andar com o carro.
— Não houve nada, que saco Ayla. — Digo, eu não queria tocar naquele assunto, não queria admitir que estava morrendo de ciúmes de Sabrina Miller.
Já fazia alguns meses que eu estava me sentindo estranho perto dela. Quando eu falei para mamãe que queria que a mesma fosse morar comigo eu tinha a intenção de mantê-la mais perto de mim, mas o que ocorreu ontem foi algo que eu já estava desejando a algum tempo, só que eu não queria pensar que sou apenas irmão dela. Porém, ontem quando ela disse que me amava, mas não como irmão e sim como homem, me fez criar esperanças.
O clima no carro ficou horrível depois que falei que não queria falar nada. Ayla ficou quieta em seu canto, assim como eu, que não disse mais nada até chegarmos a casa de Hoseok.
[...]
As pessoas estavam dançando em todos os cantos da casa, algumas se pegavam. Olho em direção ao bar vendo Isabella e Jeongguk lá sentados bêbedo e se pegando, ando em direção ao casal parando ao lado deles, mas onde estava Sabrina? não havia a visto até agora. Olho em volta não encontrando a mais nova.
— Aonde está Sabrina, Isa? — pergunto, olhando em volta novamente.
— Um carinha a convidou para dançar e ela foi. —disse abraçando Jeon, que retribuiu. Quando a mais nova disse que Sabrina estava dançando com um homem, meu sangue ferveu. olho na direção da pista de dança vendo Sabrina grudada com Yoongi, os dois estavam se beijando.
Vou na direção deles parando na frente dos dois. Agarro o braço de Sabrina a puxando pra longe daquele moleque.
— O que houve, Jimin? — Sabrina gritou e todo mundo parou de dançar para olhar para nós.
— Vamos para casa.— digo bravo. Eu só quero socar a cara do Min por ter tocado na minha menina, mas eu não podia admitir em voz alta que eu amava Sabrina.
— Eu não quero. — Ela disse, me olhando brava. — por que você não vai comer aquela sua vadia?— Perguntou.
— Porque eu não quero! — grito vendo a mesma arregalar seus olhos e correr em direção a Isabella que estava atrás de mim com Jeongguk.
— Vamos Sabrina. — digo novamente.
— Deixa ela Jimin, ela não é sua pra você ficar mandando... —Antes que ele terminasse de falar, lhe dei um soco na cara fazendo o mais velho cair no chão.
—Tá louco? — O atingido disse, fazendo eu rir da cara dele. O meu sangue estava fervendo só de imaginar ele tocando mais um vez em Sabrina.
— Vamos, Sabrina. — seguro ela pelo pulso, puxando para fora da casa de Hoseok.
— Para, Jimin! — A mais nova gritou, fazendo eu olhar para ela. — por que você tá fazendo isso?
A aperto contra a porta do carro, colando nossos corpos que estavam fervendo de raiva.
— Você não percebe que eu estou morrendo de ciúmes de você, — pergunto, com nossos rostos próximos.
— Atá? — riu sarcástica. — E porque o senhor Park Jimin, está com ciúmes, sendo que você nunca deu bola para mim?
— Por isso...
Junto minha boca na sua começando um beijo cheio de raiva, e luxúria. Nossas línguas molhadas brigavam por espaço em nossas bocas. Chupo seu lábio inferior tomando sua boca pra mim novamente. Mais nos separamos por conta da falta de ar, mas antes deixo um selar em seus lábios inchados e vermelhos por conta do beijo.
— Por que você faz isso? — disse, abrindo seus olhos que pareciam uma galáxia.
— Faço o que, Sabrina? — Pergunto, colocando uma mexa do seu cabelo atrás de sua orelha.
— Me iludir. — rio de suas palavras ouvindo a mesma murmura um " não ri", baixinho. Deixo um selar nós seus lábios vendo a mesma ficar surpresa com tal ato.
— Vamos para casa, lá vou te contar tudo — falo, e a mesma assente. Entramos no carro e dirijo para casa.
[...]
Eu e Sabrina estamos sentados um de frente ao outro no sofá. Ninguém havia tomado a iniciativa de falar alguma coisa.
— Bom... — começou a mais nova — por que você me beijou?
Eu não sabia o que falar, eu gostava dela como mulher, não como irmã.
— Porque eu queria isso fazia tempo —digo, vendo a mesma escutar minhas palavras. — Desde que eu fui embora, há cinco anos atrás, eu não consigo te tirar da cabeça. Mesmo sabendo que nunca poderíamos ter nada eu queria tentar, mas quando eu fui te falar que eu gostava de você, você começou a namorar. —digo, soltando um suspiro. — Então eu resolvi que iria viajar pra tentar te esquecer e tentar montar minha vida, mas não deu muito certo, porque você não sai da minha cabeça. Daí agora, cinco anos depois eu decidi voltar e te convidar pra morar comigo. Pelo menos pra ter você perto de mim, mas não adiantou eu me apaixonei mais ainda.
— Por que você não disse isso antes? — Falo chorando, limpando suas lágrimas. — Eu sempre pensei que você não gostava de mim, mas mesmo assim eu ainda te amava seu idiota. —me dá um tapa no peito, fazendo eu ri.
— Não chora minha menina. — Dou um selar no seus lábios, vendo um sorriso tomar conta do seu rosto.
— O que nós vamos fazer agora, Chim ? — perguntou me abraçando, e retribui seu abraço
— Não sei, mas tem uma coisa que eu quero fazer agora. —A pego no colo, ouvindo a mesma soltar um grito por conta do susto.
— Jimin! — ela exclamou.
— Eu não disse que usaria aqueles preservativos numa ocasião especial? É agora. — Digo andando até o quarto abrindo a porta do mesmo, fechando em seguida. Caminho até a cama, deitando Sabrina ali. Ela só sabia sorrir para mim. Meu Deus, como eu amo essa mulher.
Subo em cima dela ficando entre suas pernas e começo a beija‐lá, tomando sua boca pra mim. Consigo sentir um gostinho de melancia na boca da mais nova, e isso era maravilhoso. Puxo seu lábio inferior tomando sua boca pra mim novamente.
Começo a distribuir selares entre seu pescoço e clavícula, sinto suas mãos pequenas adentrarem em minha camisa arranhando um pouco minhas costas. Solto um gemido ao sentir sua outra mão apertar meu volume por cima da calça.
Saio de cima dela tirando minha camiseta e minha calça, ficando apenas de cueca box. Olho para Sabrina que estava me olhando da cama mordendo o lábio inferior, aperto meu caralho por cima da cueca sentindo ele ficar mais dura em só pensar que logo estaria fodendo Sabrina.
— Eu acho que você está muito vestida. — Digo vendo a mesma levantar e abrir o fecho de trás do seu vestidinho curto e preto, que marcava bem suas curvas e seus seios, que estava me deixando louco para abocanhá-los. O vejo descer por seu corpo mostrando seus seios. ela só estava de calcinha fio dental preta.
Vou em sua direção a agarrando pela cintura e a joga contra a cama novamente ouvindo um gemido quando nossos sexos se pressionaram fazendo um atrito gostoso.
— Chim, eu preciso de você... — disse cheia de tesão, toda manhosa. Coloco meus dígitos por cima da sua entradinha que já estava encharcada para mim. Retiro sua calcinha vendo o paraíso entre suas pernas. Eu estava louco para come-lá, fundo e forte.
Início com beijos em sua panturrilha até sua coxa, logo chegando em sua boceta a abocanhando com vontade sentindo seu gostinho maravilhoso. Começo a investir com minha língua em sua entradinha ouvindo seus gemidos de prazer.
— Vamos amor, goza seu mel para mim. — dou um selar em sua entradinha abocanhando a mesma novamente e logo sentindo o seu mel em minha boca. Engolindo tudo.
Subo meus beijos por suas barriga até chegar em seus seios vendo os biquinhos dos mesmos durinhos por conta do prazer. Passo minha língua em seu mamilo esquerdo ouvindo a mesma gemer arrastada por conta do prazer que estava sentido.
— Amor....eu quero você. — Geme. Tiro minha cueca pegando uma camisinha no criado mudo, e a colocando no meu falo. Pincelo sua entradinha, entrando na mesma sentindo suas paredes vaginais me apertarem. — Ahhh... — geme ao que toco seu ponto sensível. Eu estava quase explodindo de tesão.
As estocadas estavam cada vez mais rápidas e fundas, eu sentia ela me apertar cada vez mais.
— Hum, eu vou gozar....amor. —disse entre gemidos, manhosa. Eu estava no meu ápice de tanto tesão. — Ahhh... — a mesma geme chegando ao seu limite, venho em seguida gozando dentro da camisinha.
Me retiro de dentro dela, retirando a camisinha do meu pênis dando um nó e deixando no chão ao lado da cama. A puxo pro meus braços.
— Eu te amo. —falo dando um selar em sua testa.
— Eu também te amo. — Diz me abraçando mais, e em seguida caímos no sono.
Ponto de vista, Sabrina Miller.
Já havia se passado um ano desde que eu e Jimin começamos a namorar. No outro dia, depois de termos nos declarado, Jimin me pediu em namoro e eu aceitei, claro que não iria dizer não.
Quando contamos pra papai e mamãe eles não falaram nada, apenas disseram que já sabiam disso, e que quando Jimin me convidou para morarmos juntos, mamãe já esperava que alguma hora ou outra iríamos descobrir sobre nossos sentimentos.
— Amor? — o chamei, passando minha mão no meu baixo ventre. Bom, eu estava grávida de cinco meses. Quando descobri chorei horrores e Jimin também chorou de tanta felicidade. Sim, eu iria construir uma família com o homem que eu mais amava.
— Fala, amor — o moreno entrou no nosso quarto, se sentando na cama.
— Eu quero um beijo. — digo com um bico nos lábios.
— Ai meu deus, como a minha princesa tá manhosa. — disse, me dando um selar nos lábios. — O que as minhas princesas querem mais? — acariciou minha barriga sentindo alguns chutinhos da nossa menina.
— As suas princesas querem morangos com chocolate, com acompanhamento de Park Jimin — digo rindo.
— Ah, então tá bom. — Disse ficando por cima de mim.
Eu não me importava, eu sempre iria amar ele. Mesmo que fosse meu meio-irmão, iríamos viver da nossa paixão proibida.