De Susan Kelly (Scooter)
Não sei o que eu sinto quando te vejo, me parece tão errado, o medo, o suor, os lábios secos e o desejo em só pensar em está do seu lado. Tudo começou com sorrisos e conversas bobas durante a aula, você com seu lado delinquente de ser, não ligando para o dever ou para os adultos que eram tão grandes perante a nós, e eu... como me definir? Sou tão chata que nem uma lesma, devagar, sem vida social, nem autoestima, sempre seguindo a linha, olhando o que deve fazer, só escorreguei e desviei o meu olhar quando vi você.
Mesmo após anos pensei que a nossa separação fosse o suficiente para que todo aquele peso e sentimento sumissem por completo, mas não esperava que eu fosse gaguejar na nossa primeira conversa depois da nossa formatura. Estava tão linda que não evitei em erra o meu trabalho te atendendo naquele café, admirando o seu terninho azul escuro que combinava com seus longos cabelos negros e errei mais ainda quando você abriu um sorriso e derrubei o café no gerente que estava no meu cangote, esperando para me dá bronca.
Fiquei te encarando por tanto tempo que até veio a mim, oferecendo um convite para um passeio e passar as novidades da nossa vida. Fiquei com os olhos brilhando ouvindo cada aventura, encrenca e sucesso que você falava, agora uma grande CEO da indústria do esporte, pedia cada vez mais histórias mas não pude evitar perder meu brilho ao relatar toda a minha vida, sempre a mesma coisa, casa e trabalho, tentando subir na vida mas sem sucesso e me contentando com o que tenho.
Provavelmente ficou sem graça e achou entediante o meu relato, não queria ver seu olhar de pena pela a " aluna exemplar " que lhe dava lições de morais, mas éramos boas amigas. Mas ao invés do seu julgamento, ouvi o seu incentivo e que provavelmente me daria uma chance em um de seus departamentos se eu quisesse, entregando o seu cartão de contato com o seu número pessoal feito com caneta colorida com cheiro de maçã, se despediu com um sorriso que fechava seus olhos.
Um mês depois, guardando o seu cartão na cabeceira da cama para sentir o cheiro de maçã, me lembrando daquele momento e me pergunto, " quando isso vai passar?"