Parado no corredor, quadros mostrando figuras. O homem na minha frente com sua máscara de palhaço diz no ato de sua fúria "É sua culpa" e eu me lembro.
O homem se aproxima devagar me causando sensações abstratas. Os quadros mudam de figuras me deixando sem respostas no ápice da minha agonia. Não tenho esperanças.
Dou poucos passos, contemplando os quadros. Sangue, morte, luto. Insanidade ao tocar o corpo na vida que tirei. Chego no fim do corredor, usando máscara de palhaço. Vejo outro eu acompanhando as figuras. Repetindo o mesmo processo das emoções que me corrói, em minha fúria digo "É sua culpa"