Juliano se vê sozinho em um vilarejo deserto, sem saber como chegou até lá.
— Que lugar é esse? Eu estava em um, fronte de batalha? Será que morri e nem dei por mim?! — se questiona Juliano um oficial do alto escalão.
Tentando entender sua provável vida pós-morte, Juliano nota que além do vilarejo está vazio, também está assustadoramente silencioso, não se ouve nem o vento ou pássaros.
Com esse pequeno momento de observação é que ele percebe que como tudo ali parece ser antigo. Mas não como se estivesse velho, mais sim, como se fosse de outra época, uma época antes de toda aquela guerra sangrenta.
É enquanto ele tentava assimilar tudo aquilo, ele viu um manto dançando e vindo em sua direção. Juliano estendeu sua mão para pegá-lo e assim que o manto tocou em sua pele ele desapareceu, o intrigante e que ele ainda podia o sentir, só não podia vê-lo.
— Que bruxaria do além será essa— falou Juliano dando um pulo para trás.
Ele levou a mão até seu coltre para pegar sua arma, quando ouviu uma voz que vinha de todos os lugares mais ao mesmo tempo de lugar nenhum.
— Mortal petulante, achas que eu deixaria você vir até aqui com essa besta fera?! Eu te concedo uma dádiva e é assim que agradece.